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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ana Zanatti

 Ana Zanatti

Ana Zanatti

Data de Nascimento: 1949-06-26

Naturalidade: Lisboa


Estreou-se no Teatro da Trindade com a peça Cautela Libertino de Pirandello e desde então tem vindo a experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama. Integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia, e ao longo de 25 anos tornou-se numa presença constante na televisão portuguesa. Em 1968 abandona o curso de Românicas da Faculdade de Letras de Lisboa e dá entrada no Conservatório Nacional onde faz o curso de teatro.
Estreia-se ainda esse ano no
Teatro Trindade, com a peça de Pirandello "Cautela Libertino", passando a fazer parte da Companhia de Teatro Nacional Popular dirigida por Ribeirinho.

A televisão, como apresentadora, surgiu na sequência de um convite inesperado para apresentar as emissões que a R.T.P. ia inaugurar no horário do almoço.

Aí, ao longo de 25 anos, fez reportagens, entrevistas, apresentação de telejornais e continuidade de emissões, de concursos e de inúmeros festivais da canção e festivais internacionais além de dar a sua voz a um vasto leque de documentários.

Durante esse período, conciliou a sua carreira televisiva com o teatro, cinema, rádio, publicidade e autoria de programas, tendo estado sempre ligada à representação.

Como actriz, tanto no teatro como na televisão, não resistiu ao desafio de experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama passando pelo teatro de revista onde foi 1ª figura ao lado de Camilo de Oliveira, Eugénio Salvador, Carlos Coelho entre outros.

Foi uma das 25 mulheres escolhidas para representar o país em Bruxelas, pela comissão da condição feminina da C.E.E.

Fonte: Celebridades-star.sapo

OBRAS LITERÁRIAS

Sinais do Medo

Agradece o beijo

O Segredo da Romã

O_Povo-Luz_e_os_Homens-Sombra

O Planeta Adormecido

Como escritora escreveu os seguintes livros:

  • Os Sinais do Medo (2003)
  • Agradece o Beijo (2005)
  • O Povo-Luz e os Homens-Sombra: o Segredo da Romã (2006) (Literatura Infantil)
  • O Povo-Luz e os Homens Sombra – O Planeta Adormecido (Literatura Infantil)
  • O Povo-Luz e os Homens Sombra – A Grande Travessia (Literatura Infantil)

Mais LIgações:

 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ana Salomé

Ana Catarina Rocha, mais conhecida no meio artístico como Ana Salomé, é uma escritora portuguesa multifacetada. Nasceu em Lisboa a 29 de Setembro de 1982. Vive em Braga, onde dá aulas de Português para Estrangeiros na Universidade do Minho.

Biografia

Ana Salomé, assim assina Ana Catarina Rocha, nascida em Lisboa, no ano de 1982. Durante vários anos dedicou-se à música, acalentando sonhos de um dia vir a tocar bem o seu piano e a sua guitarra. Estudou canto na Casa do Artista e, já em Braga, fez parte do Cais de Veludo, uma banda de circuitos independentes. Terminada a licenciatura em Estudos Portugueses, pela Universidade do Minho, em 2006, começou aí a dar aulas de Português para Estrangeiros como Leitora. Tenciona prosseguir estudos na área da Literatura Portuguesa Contemporânea. Anáfora é o primeiro trabalho trazido a lume, resultado de um processo de escrita que sempre a acompanhou desde muito nova. Define-se como alguém que aprendeu a ler para poder escrever - um acto de paixão, mais do que de razão.

Bibliografia

Ana Salome - Anafora

2006 - Anáfora [Publicações Pena Perfeita]

Na esteira do género literário da narrativa poética ou poesia em prosa, de que são emblemáticos um Eugénio de Andrade, um Al Berto ou, nos dias de hoje, um Pedro Sena-Lino, surge este livro, feito de pequenos recortes de um quotidiano íntimo. Encontra nesse género a única forma de expressão possível, avessa a quaisquer constrangimentos próprios do texto narrativo, senão o da forma, para os contornos da sua geografia poética feminina, tão próximos da respiração dos poemas: onde o coração é revelado por uma máquina-de-escrever.

Ana Salome - Odes

2008 - Odes [Publicações Canto Escuro]

Ligações externas

Obtido em "pt.wikipedia"

 

ODE AO CASTIGO

Só mais uma menina entre outras

E o quadro negro onde escrever o teu nome a giz

Como um erro ortográfico do coração.

Castigo.

Entre nós o alto muro do recreio

E a obrigação de permanecer só.

Do livro Odes

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ana Saldanha

Ana Saldanha 

Ana Saldanha

Nasceu em 1959 no Porto, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês). Tem o mestrado em Literatura Inglesa pela Universidade de Birmingham e é actualmente leitora de Português na Universidade de Glasgow. Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo.

Prémios

Pela sua obra recebeu vários prémios:

  • 1994 Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo (menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller)
  • 1995 Círculo imperfeito, romance, Presença (Prémio Cidade de Almada 1994)
  • Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter (recomendado pelo IBBY; seleccionado para as Olimpíadas da Leitura de 1996; finalista do Prémio Unesco de Literatura Infantil e Juvenil em Prol da Tolerância de 1997).

Obras publicadas

  • 1994 - Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo
  • 1995 - Círculo imperfeito, romance, Presença
  • 1995 - Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter
  • 1995 - Num reino do norte, Umas férias com música e A caminho de Santiago (série Vamos Viajar), novelas juvenis, Campo das Letras
  • 1996 - Ninguém dá prendas ao Pai Natal, conto infantil, Campo das Letras
  • 1996 - Animais & C.ª (série Vamos Viajar), novela juvenil, Campo das Letras
  • 1997 - Doçura amarga, romance juvenil, Edinter
  • 1997 - Irlanda verde e laranja (série Vamos Viajar), romance juvenil, Campo das Letras
  • 1999 - Cinco tempos, quatro intervalos, novela juvenil, Caminho
  • 2000 - Para o meio da rua, romance juvenil, Caminho
  • 2000 - Reedição de Doçura Amarga
  • 2000 - Inclusão de poemas em Conto estrelas em ti: 17 poetas escrevem para a infância, Campo das Letras
  • 2001 - Como outro qualquer, romance juvenil, Caminho
  • 2001 - Inclusão do conto O Bazar dos Três Vinténs em Contos da Cidade das Pontes, Ambar
  • 2002 - Um gorro vermelho e Um espelho só meu, novelas juvenis de uma nova série, Era uma vez... outra vez, Caminho
  • 2002 - Reedição de Uma questão de cor, Caminho

Traduções (lista selectiva)

  • 2009- Longo caminho para a liberdade, autobiografia de Nelson Mandela, Campo das Letras
  • 1950 - Uma História da leitura, de Alberto Manguel, Presença
  • 2000- Histórias assim mesmo, de Rudyard Kipling, Caminho

 

Ana Saldanha - Wook.pt e wikipedia.pt

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ana Plácido

 

Ana Plácido Ana Augusta Plácido é a «amante querida» de Camilo, a sua mulher fatal, a quem este atribui o criptónimo de Raquel. Nasceu em 1831 e, apenas com dezanove anos de idade, consorciou-se com o capitalista Manuel Pinheiro Alves, de quarenta e três anos. Filha de António José Plácido Braga e de Ana Augusta Vieira, em 1856, enamorou-se de Camilo Castelo Branco. Uma paixão que lhe trouxe problemas a tal ponto que o marido enganado a colocou no Convento da Conceição, de Braga. Consta-se que Manuel Plácido, filho de Ana e - legalmente - do capitalista, tenha Camilo como progenitor. Manuel Plácido nasceu em 1858, altura em que Ana Plácido afirmava ao marido amar Camilo e ser este o único homem capaz de fazê-la feliz. Desesperado com a insistência de Ana em permanecer na companhia do amante, Pinheiro Alves instaurou um processo de adultério em 1860.

Como resultado, Ana foi presa a 6 de Junho na Cadeia da Relação do Porto, entregando-se o amante a 1 de Outubro. A absolvição dos réus data de 16 de Outubro de 1861. O casal instala-se em Lisboa, mas separa-se por razões financeiras. Em 1863 estão juntos de novo, nascendo o filho de ambos Jorge Camilo Castelo Branco. Com a morte de Manuel Pinheiro Alves é Ana quem administra a fortuna que o seu filho Manuel herdou do pai legal. Assim, a família muda-se, primeiro, para o Porto; depois, para a quinta de São Miguel de Ceide, pertença do falecido, onde nasce o último filho do casal, Nuno Plácido Castelo Branco. Na relação de Camilo e Ana foi esta a que se empenhou mais. Ana Plácido dedicou-se à literatura, influenciada por Camilo. Colaborou em diversas publicações, fez traduções, ajudou Camilo em alguns textos e dedicou-se, também, à poesia. No decurso da sua carreira literária assinou algumas vezes com pseudónimos. Ana ainda assistiu à morte de Camilo, morrendo depois em 1895.

Fonte: Camilo Castelo Branco: Mulher Fatal

Outras Ligações:

 

NOTICIAS:

Literatura: Ana Plácido foi "mulher de carácter viril" - autora de biografia

Lisboa, 18 Out (Lusa) - A primeira biografia de Ana Plácido, a última companheira de Camilo Castelo Branco, chega esta semana às livrarias, definindo-a como "uma mulher extraordinariamente forte e até de carácter viril", disse autora à Lusa.

Em declarações à Lusa, Maria Amélia Campos, autora da biografia, editada pela Parceria A.M. Pereira, afirmou que a vida de Ana Plácido "daria um excelente libreto para uma ópera ou um argumento de telenovela que prenderia certamente audiências".

Intitulada "Ana, a lúcida", esta é a primeira biografia da companheira do autor de "Amor de perdição", que "seria uma promissora escritora", e que "deu de mão beijada a Camilo muitas das histórias que ouvia do povo no seu portal de S. Miguel de Ceide, que este depois as enfabulava com o seu génio romanesco".

"Era uma mulher extraordinariamente forte, diria até de carácter viril, só isso explica o facto do Camilo conseguir viver com ela tanto tempo, apesar de a ter torturado muitas vezes, com cenas terríveis de ciúmes, até talvez no início, ela lhe tivesse dado razão para isso", disse a escritora.

Ana Plácido que "foi impedida de amar e praticamente vendida pelo pai a Pinheiro Alves, um brasileiro de torna-viagem".

"Mulher nada vulgar para a sua época, Ana enfrentou muitos riscos e começou a sua vida com Camilo, a partir do zero. Essa vontade de escolher um caminho foi o que me seduziu nela", disse a escritora que reconheceu "não ter estado muito motivada no início".

"O que me pareceu nela foi uma mulher com uma vontade extremamente férrea, de quem quer alcançar e conseguir aquilo que ela entendia que era o seu projecto de vida", disse.

"A consciência que tem de si própria é que era uma mulher que queria amar e queria amar sem as restrições que se colocavam á mulheres da segunda metade do século XIX", disse a escritora que não afastou a hipótese de Ana Plácido ter sido influenciada "pelos romances de amor da época".

À Lusa, Maria Amélia Campos confidenciou: "A personagem foi começando a atrair-me, a agarrar-me, a seduzir ao ponto de querer saber mais dela, mas sem essa sedução não sei trabalhar".

Maria Amélia Campos reconstituiu a vida Ana Plácido a partir das suas cartas conhecidas - "já que muitas estão na posse de alguém que julga vir a ganhar muito dinheiro com elas e não dá acesso" -, "entrelaçando-as com a obra de Camilo" e através das suas duas obras: "Luz coada por ferros" e "Herança de lágrimas".

"Fundamental" para esta primeira biografia, foram as investigações de Alexandre Cabral, disse a autora.

A biografia de Ana Plácido (1831-1895) tem como subtítulo "a mulher fatal de Camilo" e procura ser "o seu retrato mais fiel quanto possível".

Fonte: NL. - Lusa/Fim - © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. - 2008-10-18 06:40:02

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Ana Paula Inácio

 

Ana Paula Inacio Ana Paula Inácio nasceu no Porto, em 1966.

Publicou:

Poesia:

- As Vinhas de Meu Pai (Quasi, 2000)

-  Vago Pressentimento Azul Por Cima (Ilhas, 2000)

Contos:

- Os Invisíveis (Quasi, 2002).

Está representada nas antologias Anos 90 e Agora (Jorge Reis-Sá, Quasi, 2001) e Poetas Sem Qualidades (Manuel de Freitas, Averno, 2002).

Vive nos Açores, onde ensina Filosofia

Outras Ligações:

 

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POEMA FEMININO

vim para a cidade servir
servir o amor
e não uma feijoada fria
mas menina e moça
temerária
afastei-me das palavras sábias da avó
que não me desaconselhavam nem a floresta, nem os lobos
mas a cidade e os homens
e na cesta acumulou a dissimulação
que eu utilizaria como uma capa
mas enchi a cesta de morangos silvestres
queria servir com as palavras claras
do tempo dos reis e das princesas
mas o homem a quem amei
com as palavras, os cozinhados, o sexo
achou-os pesados, indigestos
como aquelas que encheram a barriga do lobo
da história que me tem servido de atalho
ai avozinha sempre deveria ter usado a capa
o homem sente a serva como rainha
e as palavras balas certeiras contra a caixa torácica.
Novidades, novidades, é que não há caçador.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ana Maria Magalhães

 

Ana Maria Magalhaes

Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa a 14 de Abril de 1946, no seio de uma enorme família onde as crianças ocupavam o primeiro lugar. A casa albergava pais, avós, uma tia viúva, notável contadora de histórias. Ali eram recebidas também com frequência os muitos tios e primos, que se instalavam para passar temporadas quando vinham do Porto, da Régua, de Moncorvo, trazendo consigo outras posturas, outras histórias, uma linguagem diferente com outras expressões, outras sonoridades. A infância e juventude decorreram portanto num ambiente alegre, caloroso, rico de experiências humanas.

Foi aluna do Colégio Sagrado Coração de Maria, onde concluiu o ensino secundário. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acumulado, durante os três primeiros anos, com a frequência do Curso Superior de Psicologia Aplicada no ISPA. O casamento, aos 21 anos, obrigaria a uma opção. Ainda estudante, começou a trabalhar no Cambridge School e depois no Gabinete de Estudos dos Serviços de Apoio à Juventude (FAOJ) do Ministério da Educação.

Iniciou a actividade docente como professora de História de Portugal do 2.º ciclo no ano lectivo de 1969/1970 no Liceu António Enes em Lourenço Marques, Moçambique.

O contacto próximo com crianças africanas, indianas, chinesas e portuguesas foi tão motivante que, de regresso a Lisboa, decidiu enveredar definitivamente pela carreira docente. Encontrou colocação na Escola Preparatória de Salvaterra de Magos, onde teve oportunidade de conhecer o meio rural, experiência muito gratificante, apesar das dificuldades inerentes ao facto de trabalhar longe de casa tendo dois filhos pequenos.

No ano lectivo de 1976/1977 fez estágio pedagógico do 1.º grupo na Escola Preparatória Fernando Pessoa, em Lisboa. Entre 1980 e 1982 desempenhou funções na Formação de Professores de História (delegada com profissionalização em exercício). Em 1982 foi convidada para Técnica do Serviço de Ensino de Português no Estrangeiro. Nessa qualidade preparou e apresentou cursos de formação de professores, visitou escolas em vários países da Europa e nos Estados Unidos da América, participou em seminários do Conselho da Europa em Portugal e no Estrangeiro.

O ministro da Educação chamou-a para integrar a equipa que se ocupou da Reforma do Sistema Educativo entre 1989 e 1991. Desempenhou funções de coordenadora de reforma curricular do 2.º ciclo. Nos dois anos seguintes dedicou-se a um estudo sobre os jovens e a leitura no âmbito do Instituto de Inovação Educacional.

Em 1994 aceitou o convite da Expo’98 para dirigir o Jornal do Gil. Em 1997 foi destacada para o gabinete do Ministro da Educação a fim de estabelecer a ligação pedagógica entre o Pavilhão de Portugal da Expo’98 e as escolas.

A par desta intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982, com a colecção “Uma Aventura”.

Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, são eco de uma infância e juventude particularmente felizes e traduzem o seu enorme talento para comunicar com os mais novos.

Biografia de Ana Maria Magalhães

 

Obras Publicadas ver em: Editorial Caminho

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ana Macedo

 

Ana Macedo

Esta jovem autora nasceu em 1985 em Vila Nova de Gaia. Recentemente concluiu o bacharelato do curso de Saúde Ambiental na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto.

Começou a escrever, com apenas 14 anos, seu primeiro romance, Lágrimas Coloridas,. Apesar deste romance não ser baseado numa história real, alguns sentimentos patentes, assim como características e nomes de personagens, foram inspirados em amigos e vivências da autora, que na altura frequentava o Liceu de Gaia.

Aos 19 anos começou a escrever Sem Pecados na Culpa, um romance intenso e explosivo que levou o psicólogo Carlos Ribeiro a apelidar a autora de “profeta da vida”

Em 2002, participou no Concurso de Literatura Juvenil "Ferreira de Castro", obtendo a 1ª menção honrosa em prosa.

Sem Pecados na Culpa - Ana Macedo

É autora dos seguintes livros:

  1. Lágrimas Coloridas

  2. Sem Pecados na Culpa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ana Eduarda Santos

 

Ana Eduarda Santos

Ana Eduarda Santos (Lisboa, 1983), escritora.

Iniciou a carreira literária aos 16 anos, vencendo o Prémio de Revelação da Associação Portuguesa de Escritores para obras de ficção com o livro Luz e Sombra (Difel).

Em 2001, publicou a peça de teatro O Resto do Mundo e a colectânea de contos Os Dias Diferentes, prefaciada por Lídia Jorge. Nesse mesmo ano, a sua peça Calluna Vulgaris, escrita a convite do Instituto Camões, foi levada à cena em Paris e editada em França pelas edições Gare au Théâtre. Em 2004, editou o seu primeiro romance, O Homem do Tempo (Difel).

Recebeu ainda os seguintes prémios: Prémio de Conto Eça de Queiroz (2001); Prémio de Conto Júlio Graça (2003).

Traduziu do italiano as seguintes obras: A Passo de Caranguejo (Umberto Eco); Sonetos (Ugo Foscolo).

Fonte: pt.wikipédia

Mais Ligações:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Américo Guerreiro de Sousa

 

Americo Guerreiro de Sousa Américo Guerreiro de Sousa (Matosinhos, 1942) é um escritor português

Licenciado em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa, foi professor efectivo do ensino secundário, leitor de português e Cultura Portuguesa nas universidades inglesas de Sheffield (1974-76) e Cambridge (1976-79), tendo-se doutorado na Universidade de Oxford em 1988, com uma tese sobre Eça de Queirós.

Publicou em Portugal as seguintes obras:

Romances:

  • Exercício no Futuro (1980)
  • Os Cornos de Cronos (1981, 2ª ed. 1982, 3ª ed. 1989)
  • Onde Cai a Sombra (1983, 2ª ed. 1983)
  • O Rei dos Lumes (1984, 2ª ed. 1985)
  • A Morte das Baleias (1988)
  • A Última Ceia (1995)

Ensaio:

  • Inglaterra e França n'Os Maias: Idealização e Realidade

Outras actividades

Publicou ainda nos Estados Unidos, com o pseudónimo John McIntyre, o romance Shadows in a Dream, uma das primeiras experiências mundiais bem sucedidas no âmbito da escrita colaborativa via internet (Publish America, Baltimore, 2001) e, igualmente em colaboração, An Anthology of Modern Portuguese and Brazilian Prose (Harrap London, 1978).

É igualmente autor do argumento cinematográfico do filme baseado no seu romance Os Cornos de Cronos, realizado por José Fonseca e Costa em 1991.

Tem colaboração publicada em jornais e revistas diversas, em Portugal como no estrangeiro. Incluído na antologia Contos da editorial "Caminho" além de noutras antologias de carácter diversificado.

Prémios literários
  • Prémio de Originais de Autores Portugueses da Associação Portuguesa de Escritores (1980)
  • Prémio de Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores (1983)
  • Prémio Literário do Círculo de Leitores (1984).

Os seus romances Exercício no Futuro e Os Cornos de Cronos encontram-se traduzidos em romeno desde 1988.

Fonte: pt.wikipédia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Américo Durão.

 

Américo Durão nasceu em Couço em 1894 e faleceu em Lisboa em 1969, é  o criador do epíteto «Soror Saudade», foi um poeta e escritor português,  é o autor da seguinte bibliografia:

Vitral da minha dor, 1917;

Tântalo, 1921;

Lâmpada de Argila, 1930;

Tômbola, 1942;

Ecce Homo, 1953;

Sinal, 1963.

Foi colega de Florbela Espanca na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e um dos mais próximos da poetisa durante os seus estudos universitários .

É referido como contendo "laivos" de sebastianismo nalguma da sua poesia.

Aliás, pensamos que a evidência do poema do que segue obrigava quase imperativamente à inclusão de Américo Durão no Sebastianismo e no Saudosismo Pascoaliano:

D. Sebastião

Manhã de névoas. Misteriosamente

As coisas ganham atitudes vagas.

Nevoeiro denso, diz-me porque afagas

A lenda doida, a esta doida gente?

Ascende ao Sol religiosamente,

Oiço um fremir de escudos e adagas….

Coração, coração, porque divagas

Na esperança do mesmo eterno Ausente!?

Cerra-se mais o nevoeiro e faz

Subir a Fé nos corações! Ninguém

Pode abafar seus gritos na garganta!...

Uma bandeira branca – a névoa! Traz

Suspensa aos astros…Vede, olhai, lá vem

O Herói que a Raça moribunda canta!

Américo Durão, Tântalo, Lisboa, 1921.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Amália Luazes

 

Amália Luazes (Porto, 2 de Junho de 1865 — Lisboa, 24 de Dezembro de 1938), foi uma pedagoga e escritora portuguesa.

Amália, formou-se na Escola Normal do Porto. Ensinou em diversos locais como, Valença do Minho, Sacavém, Oeiras e Lisboa. Foi a fundadora do Instituto do Professorado Primário Oficial Português em 1916.

Obras

  • Método Legográfico Luazes
  • Contos para os Nossos Netos
  • A Escola da Vida
  • Leituras Instrutivas

Prémios

  • Medalha de prata nas exposições de Barcelona e Rio de Janeiro

Fonte: pt.wikipédia

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Amadeu Baptista

 Amadeu Batista

Amadeu Baptista

Poeta português, nascido a 6 de Maio de 1953, no Porto. Membro da Associação Portuguesa de Escritores e do Pen Clube Português, publicou, entre outras obras, As Passagens Secretas (1982), Green Man & French Horn (in A Jovem Poesia Portuguesa/2, em colaboração com Helga Moreira e Jorge Velhote - 1985), Maçã (1986), Kefiah (1988), O Sossego da Luz (1989) e Desenho de Luzes (edição galaico-portuguesa de 1997), As Tentações (1999), A Noite Ismaelita (2000), A Construção de Nínive (2001), Paixão (2003), O Claro Interior (2004), Negrume (2006) e O Bosque Cintilante (2007).

A sua obra, editada ou em vias de publicação, foi já alvo, por diversas vezes, de galardões, como, por exemplo: o Prémio José Silvério de Andrade - Foz Côa Cultural, 1985; o Prémio Pedro Mir - Revista Plural, na categoria de Língua Portuguesa, na Cidade do México, em 1993; o Prémio Vítor Matos e Sá - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 2001; o Prémio Teixeira de Pascoaes, em 2004; o Prémio de Poesia e Ficção de Almada, também em 2004; e o Prémio Nacional Sebastião da Gama, em 2007.

Segundo o docente, investigador e também poeta Luís Adriano Carlos, Amadeu Baptista, na sua poesia, “(...) exprime a dilaceração tumultuosa da consciência face à contradição quotidiana de quem habita níveis existenciais não comunicantes (...)".

Tem colaboração dispersa em diversas publicações nacionais - designadamente em Vértice, Colóquio/Letras, Jornal de Letras e Nova Renascença - e estrangeiras. Colaborou também em livros colectivos e antologias, não só em Portugal como também na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, EUA., Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália, México, Roménia e Uruguai, e organizou as antologias seguintes: Quanta Terra!!! - Poesia e Prosa Brasileira Contemporânea (2001), Álbum de Acenos - Antologia de Poesia e Fotografia (2001) e Poesia Digital - 7 poetas dos anos 80 (2003), em colaboração com José-Emílio Nelson.

Alguma da sua obra poética encontra-se traduzida em alemão, castelhano, catalão, francês, hebraico, italiano, inglês e romeno.

Fonte: In Infopédia - Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-06].  Infopédia

    Amadeu Batista - Livro

    Obras publicadas

       

  • 1982 - As Passagens Secretas, Coimbra

  • 1985 - Green Man & French Horn (incluído em A jovem poesia portuguesa / 2, juntamente com Helga Moreira e Jorge Velhote), Porto

  • 1986 - Maçã (Prémio José Silvério de Andrade - Foz Côa Cultural, 1985), prefácio de Maria da Glória Padrão, Porto

  • 1988 - Kefiah, prefácio de Floriano Martins, Viana do Castelo

  • 1989 - O Sossego da Luz, posfácio de Vergílio Alberto Vieira, Porto

  • 1997 - Desenho de Luzes (edição galaico-portuguesa), Corunha, Galiza, Espanha

  • 1999 - Arte do Regresso (Prémio Pedro Mir, na categoria de Língua Portuguesa, promovido pela revista Plural, da Cidade do México, para Cúmplices, 1.º capítulo deste livro, 1993), Porto

  • 1999 - As Tentações, Santarém

  • 2000 - A Sombra Iluminada (incluído em Douro: Um Percurso de Segredos, em colaboração), Peso da Régua

  • 2000 - A Noite Ismaelita, Guimarães

  • 2001 - A Construção de Nínive, Porto

  • 2003 - Paixão (Prémio Vítor Matos e Sá, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2001 e Prémio Teixeira de Pascoaes, 2004), Porto

  • 2003 - Sal Negro (in Sal Negro Sal Branco, acompanhado de fotografias de Rosa Reis), Almada

  • 2003 - O Som do vermelho - Tríptico Poético sobre pintura de Rogério Ribeiro, prefácio de Ana Isabel Ribeiro, Porto

  • 2004 - O Claro Interior (Prémio de Poesia e Ficção de Almada, 2000), prefácio de Emília Ferreira, Almada

  • 2004 - Salmo (com a reprodução de um desenho de Rogério Ribeiro), Porto

  • 2006 - Negrume (com desenhos de Ana Biscaia), Lisboa

  • 2007 - Antecedentes Criminais (Antologia Pessoal 1982-2007), Vila Nova de Famalicão

  • 2007 - O Bosque Cintilante (Prémio Nacional Sebastião da Gama, 2007), Vila Nova de Azeitão (ed. fora do mercado)

  • 2007 - Balada da Neve e Outros Poemas, Maputo, Moçambique

  • 2008 - Outros Domínios (clamor por Florbela Espanca) (Prémio Literário Florbela Espanca, 2007), prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho, Vila Viçosa

  • 2008 - O Bosque Cintilante (Prémio Nacional Sebastião da Gama, 2007), Maia

  • 2008 - Sobre as Imagens (vencedor da edição portuguesa do Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica, instituído pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e pelo Ayuntamiento de Punta Umbria, com a colaboração da Sulscrito — Círculo Literário do Algarve), Maia

  • 2008 - Poemas de Caravaggio (vencedor do Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire 2007, promovido pela Câmara Municipal de Benavente; vencedor do Prémio de Poesia João Lúcio, promovido pela Câmara Municipal de Olhão, relativo a livros de poesia publicados entre o ano de 2006 e o primeiro semestre de 2008), prefácio de Joana Ruas, Maia

  • 2008 - Os Cavalos a Correr (poemas para crianças), ilustrado por Estela Baptista Costa

  • 2008 - Açougue (vencedor do XVI Prémio de Poesia Espiral Maior), Galiza, Espanha

  • 2009 - Os selos da Lituânia (vencedor ex-aequo do Prémio Literário Cidade do Funchal - Prémio Edmundo Bettencourt - Poesia 2008, promovido pela Câmara Municipal do Funchal), Lisboa

Fonte: pt.wikipédia

Outros Links:

POEMA

A NOITE DE PAVESE

Raras vezes me franquearam a porta
e me deixaram entrar. A febre
sitia-me a alma e quem me vê
assusta-se do aspecto do meu rosto,
esta barba por fazer onde um rouxinol
se esconde. E mais ainda assusta
a minha altura, este lugar de vertigem
e palavras poderosas, a presença
de ilimitados segredos que ninguém quer conhecer,
o estremecimento que corre nos meus ombros.
Embora nada peça, sabem que sou um pedinte.
E quando entro nas casas os meus gestos
afeiçoam-se a alguma coisa enigmática
que contorna o pavor e o entrega
por não se saber que espécie de vida ou de morte
vem comigo. Obviamente, eu abençôo
quem me deixa entrar, dou a entender
que alguma coisa brilha nas minhas mãos
e posso matar a fome com uma ou outra palavra
próxima do amor, um dedo nos cabelos
de quem me recebe. Subi as escadas que vão dar a esta casa
em silêncio e em silêncio aceitei que me aguardassem
com as inefáveis sombras que vejo nos outros
e tento decifrar para meu contentamento.
Mandaram-me sentar e deram-me de beber.
Esse álcool reconfortou-me a alma.
E a minha gratidão expressa-se deste modo, limpo
e nítido, observando a mulher nesse sem fim
das coisas, onde todos os mistérios avançam
para uma explicação que a qualquer momento
pode irromper do espírito como uma explosão.
Olho-te nos olhos e recebo as duas moedas
que me ofereces, o teu rosto é-me familiar
se recuar à infância e subitamente perceber
que também pertenci ao exercício desta árvore
que nesta sala se levanta. Em frente,
na fotografia que o meu olhar alcança
porque me alcança o olhar que dela se desprende,
inscreve-se o enigma que me fez aqui chegar,
mais que um rumor ou um fio ténue
com o nome de todas as coisas inesperadas
que me aconteceram na vida, sempre
que me franquearam a porta e me deixaram entrar.
Agora, com a memória de ter estado em tua casa
e ter recebido a graça de alguma atenção,
eu, que sou pedinte embora nada peça,
entrego-te este sulco da desordem
sobre a página em branco e agradeço-te
com o conhecimento de um outro mundo
ainda mais inexplicável.
Não tendo havido despedida, sabe que permaneço
e na encruzilhada das dores que me couberam viver
não esquecerei o teu nome no dia em que também tiver partido
e mais nenhuma luz houver além daquela
que ilumina o teu rosto na solidão da noite.
Os anjos esperam-me. Não me é possível demorar.
Que me seja a alba a tua tolerância.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Alves Redol

 Alves Redol

 

Nome: António Alves Redol

Nascimento: 29-12-1911, Vila franca de Xira

Morte: 29-11-1969, Lisboa

Escritor português, natural de Vila Franca de Xira, António Alves Redol nasceu a 29 de Dezembro de 1911 e faleceu 29 de Novembro de 1969. Figura central do Neo-Realismo português, foi autor de uma vasta obra ficcional, que inclui o teatro e o conto.

Filho de um pequeno comerciante ribatejano, obteve um curso comercial e, cedo, teve de se iniciar no mundo do trabalho. Ainda jovem, partiu para Angola à procura de melhores condições de trabalho, mas lá conheceu a pobreza e o desemprego. De regresso a Portugal, à capital, desenvolveu várias actividades profissionais e enveredou nos meandros da oposição ao Estado Novo ingressando no Partido Comunista. De início, tornou-se colaborador do jornal O Diabo, mas a sua veia literária acabaria por se manifestar em 1939. Empenhado na luta de resistência ao regime salazarista, compreendeu a literatura como forma de intervenção social e, nesse mesmo ano, surgiu o seu primeiro romance, Gaibéus, cujo assunto, relacionado com problemas sócio-económicos vividos pelos ceifeiros, fez desta obra o marco do aparecimento do Neo-Realismo.

A sua literatura não se caracteriza pela escrita de histórias ficcionadas, mas essencialmente pela abordagem da realidade social e de experiências vividas.

Ao longo de uma longa e coerente produção literária, Alves Redol trouxe para o romance personagens, temas e situações, ignorados pela literatura, postura que lhe valeu, simultaneamente, o êxito junto de um grande público e o ataque impiedoso da crítica, que apontava como deficiências de escrita a linguagem simples da sua prosa e o esquematismo das tramas romanescas. Acusações que pareciam corroboradas pela despretensão e modéstia literárias manifestadas pelo autor nas epígrafes das suas obras, como sucede em Gaibéus, precedido do aviso de que "Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem". No prefácio a Barranco de Cegos (Lisboa, 1970), Mário Dionísio compara o destino da obra de Redol ao dos romances de Zola, que ao escolher temas malditos como o operariado e os conflitos sociais, recebeu durante anos a aversão dos críticos, até ser redescoberto em leituras inovadoras que revelaram a estrutura épica dos seus romances e a reformulação de mitos contemporâneos nessa prosa chocante, intensa, por momentos quase surrealista.

De entre a sua obra destacam-se Gaibéus (1939), Fanga (1943), a trilogia do Ciclo Port-Wine (1949-1953) e Barranco de Cegos (1962), porventura o seu romance mais conseguido. Escreveu também as peças de teatro Forja (1948) e O Destino Morreu de Repente (1967).

Alves Redol - Gabieus

Bibliografia:

Glória, 1938; Gaibéus, Lisboa, 1939; Nasci com Passaporte de Turista, 1940; Marés, Lisboa, 1941; Avieiros, 1942; Fanga, Lisboa, 1943; Porto Manso, Lisboa, 1946; Ciclo Port-Wine: Horizonte Cerrado, 1949, Os Homens e as Sombras, 1951; Vindima de Sangue, Lisboa, 1953; Olhos de Água, 1954; A Barca dos Sete Lemes, Lisboa, 1958; Uma Fenda na Muralha, Lisboa, 1959; O Cavalo Espantado, Lisboa, 1960; Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos, 1962; Barranco de Cegos, Lisboa, 1962; Histórias Afluentes, Lisboa, 1963; O Muro Branco, Lisboa, 1966; A Vida Mágica da Sementinha, 1956; A Flor Vai Ver o Mar, 1968; A Flor Vai Passear Num Bote, 1968; Maria Emília, 1945; Forja, 1948; O Destino Morreu de Repente, 1967; Fronteira Fechada (inédita), 1972; Os Reinegros (66-67), ed. póst. 1974

Fonte: In Infopédia - Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-02-06].  Infopédia

 

Mais Ligações:

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Álvaro Magalhães

 

Alvaro Magalhaes

Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951.

Começou por publicar poesia no início dos anos 80 e, em 1982, publicou o seu primeiro livro para crianças, intitulado História com muitas Letras. Desde então construiu uma obra singular e diversificada, que conta actualmente com mais de três dezenas de títulos e integra contos, poesia, narrativas juvenis e textos dramáticos.

As suas obras para a infância, onde reina a força do imaginário e da palavra, são o produto de uma sensibilidade espiritualizada que reivindica a totalidade mágica da existência e apelam permanentemente à imaginação e ao sonho, não como formas de escapismo mas como factores poderosos de modelação do ser.

Mais recentemente, acrescentou à sua obra a série Triângulo Jota de narrativas de mistério e indagação, sendo considerado “o primeiro a conseguir reformular e enriquecer, com sucesso, os modelos conhecidos”.

Actualmente com 16 títulos, a Triângulo Jota cativou já perto de um milhão de leitores. Embora a acção dessas histórias seja por vezes vertiginosa, constitui-se como palco para o teatro dos sentimentos. As personagens, expurgadas de infantilidades e artificialismo, são construídas a partir do espaço e do tempo da sua consciência e não pela sua esfera de acção, o que as torna reconhecíveis. A perfeição estrutural dos enredos, um uso peculiar do fantástico e uma “visualidade” quase cinematográfica são algumas das qualidades dessas e de outras obras narrativas do autor.

Considerado um dos mais importantes escritores da sua geração, pela originalidade e singular irreverência da sua obra, Álvaro Magalhães foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura, logo desde o início da sua carreira literária. Recentemente, integrou a delegação portuguesa ao Salão do Livro de Genebra de 2001, em que Portugal foi convidado de Honra. Neste mesmo ano, o título Hipopóptimos – Uma História de Amor foi seleccionado para integrar o Projecto BARFIE (Books and Reading For Intercultural Education), que visa a construção de uma biblioteca europeia composta por obras de reconhecida importância para a promoção da educação intercultural.

Os Prémios

Cinco dos seus livros para crianças (História com Muitas Letras, O Menino Chamado Menino, Isto é que foi Ser!, Histórias Pequenas de Bichos Pequenos e O Homem que não Queria Sonhar e outras Histórias) foram premiados pela Associação Portuguesa de Escritores e Ministério da Cultura, em cinco anos consecutivos, entre 1981 e 1985.

Menção Honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2000 para o livro O Limpa-Palavras e outros Poemas (ilustrado por Danuta Wojciechowska).

Nomeado para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books For Young People) em 2002, com O Limpa-Palavras e outros Poemas.

Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens 2002 (modalidade de texto literário) para o livro Hipopóptimos – Uma História de Amor.

Alvaro Magalhaes - LIVRO

BIBLIOGRAFIA

1. Literatura infantil e juvenil

Biblioteca Álvaro Magalhães:

Nº 1: O menino chamado Menino. Porto: Edições Asa, 1983; 6ª ed. 2001

Nº 2: O Reino Perdido. [Poesia] Porto: Edições Asa, 1986; 3ª ed. 2000

Nº 3: Os três presentes. Porto: Edições Asa, 1987; 4ª ed. 2002

Nº 4: Maldita matemática! Porto: Areal Editores, 1989; 2ª ed. Porto: Edições Asa, 2000; 3ª ed. 2001

Nº 5: O limpa-palavras e outros poemas. [Poesia] Porto: Edições Asa, 2000; 2ª ed. 2001

Nº 6: O circo das palavras voadoras. [edição revista e actualizada de História com muitas letras (Lisboa: Horizonte, 1982) e A flauta Ternura (Lisboa: Horizonte, 1983)] Porto: Edições Asa, 2001

Nº 7: Histórias pequenas de bichos pequenos. Porto: Edições Asa, 1985; 6ª ed. 2001

Nº 8: O homem que não queria sonhar e outras histórias. Porto: Edições Asa, 1987; 4ª ed. 2001

Nº 9: Isto é que foi ser! Porto: Afrontamento, 1984; 3ª ed. Porto: Edições Asa, 2001

Nº 10: Hipopóptimos – Uma história de amor. Porto: Edições Asa, 2001

Contos tradicionais:

O rapaz que voou três vezes. Porto: Edições Asa, 1989

A menina curiosa (adapt.). Porto: Edições Asa, 1989

A princesa cobra (adapt.). Porto: Edições Asa, 1990

O rapaz de pedra (adapt.). Porto: Edições Asa, 1991

Série de narrativas juvenis «Triângulo Jota»:

Nº 1: O Olhar do Dragão. Porto: Edições Asa, 1989; 14ª ed. 2001

Nº 2: Sete dias e sete noites. Porto: Edições Asa, 1989; 14ª ed. 2002

Nº 3: Corre, Michael! Corre! Porto: Edições Asa, 1990; 12ª ed. 2001

Nº 4: A rapariga dos anúncios. Porto: Edições Asa, 1990; 13ª ed. 2002

Nº 5: Ao serviço de Sua Majestade. Porto: Edições Asa, 1991; 12ª ed. 2002

Nº 6: O vampiro do dente de ouro. Porto: Edições Asa, 1991; 11ª ed. 2002

Nº 7: O beijo da serpente. Porto: Edições Asa, 1992; 9ª ed. 2001

Nº 8: Guardado no coração – 1ª Parte. Porto: Edições Asa, 1992; 10ª ed. 2001

Nº 9: Guardado no coração – 2ª Parte. Porto: Edições Asa, 1993; 9ª ed. 2001

Nº 10: A rosa do Egipto. Porto: Edições Asa, 1993; 8ª ed. 2002

Nº 11: O assassino leitor. Porto: Edições Asa, 1993; 6ª ed. 2002

Nº 12: Pelos teus lindos olhos. Porto: Edições Asa, 1996; 6ª ed. 2001

Nº 13: O rei lagarto. Porto: Edições Asa, 1997; 4ª ed. 2001

Nº 14: A bela horrível. Porto: Edições Asa, 1998; 4ª ed. 2002

Nº 15: O senhor dos pássaros. Porto: Edições Asa, 1999; 4ª ed. 2002

Nº 16: A história de uma alma. Porto: Edições Asa, 2000; 2ª ed. 2001

Nº 17: As Três Pedras do Diabo. Porto: Edições Asa, 2002; 1ª ed. 2002

Nº 18: As Três Pedras do Diabo. Porto: Edições Asa, 2003; 1ª ed. 2003

Títulos dispersos:

O jardim de onde nunca se regressa. [Teatro] Porto: Ed. Litoral, 1987

A Ilha do Chifre de Ouro. Lisboa: D. Quixote, 1998

Enquanto a cidade dorme. [Teatro] Porto: Campo das Letras, 2000

Em antologias:

As lágrimas do céu. In «De que são feitos os sonhos». Porto: Areal Editores, 1985

A cidade dos gnomos. In «Histórias e canções em 4 estações». Porto: Edições Asa, 1987

Conto estrelas em ti – 17 poetas para a infância. Porto: Campo das Letras, 2000

A casa do silêncio [antologia poética]. Porto: Afrontamento, 2000

2. Poesia

Entre uma morte e outra. Porto: Ed. Autor, 1975

Concerto para cravo. Coimbra: Centelha, 1981

Boca única. Porto: Ed. Inova, 1982

Música exausta. Porto: Gota de Água, 1982

O Bosque sagrado – A poesia no cinema [org. em colab. com António Ferreira e Jorge Sousa Braga]. Porto: Gota de Água, 1988

3. Crónica

Jogo perigoso – 50 crónicas do futebol. Porto: Campo das Letras, 2001

4. Traduções

O home que non queria sonhar. Trad. Miguel Vázques Freire. Vigo: Edicions Xerais de Galícia, 1995

Histórias pequenas de bichos pequenos. Trad. Miguel Vázques Freire. Vigo: Edicions Xerais de Galícia, 1995

O Rei Lagarto. Trad. Anxo Angueira. Vigo: Edicions Xerais de Galícia, col. Fora de Xogo, 1998

5. Prémios:

Cinco dos seus livros para crianças (História com muitas letras, O menino chamado Menino, Isto é que foi ser!, Histórias pequenas de bichos pequenos e O homem que não queria sonhar e outras histórias) foram premiados pela Associação Portuguesa de Escritores e Ministério da Cultura, em cinco anos consecutivos, entre 1981 e 1985.

Menção Honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2000 para o livro O Limpa-Palavras e outros poemas (ilustrado por Danuta Wojciechowska).

Nomeado para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books For Young People) em 2002, com O Limpa-Palavras e outros poemas.

Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens 2002 (modalidade de texto literário) para o livro Hipopóptimos – Uma História de Amor.

SOBRE A OBRA

Desde Uma história com muitas letras que Álvaro Magalhães se tem revelado na vida editorial portuguesa como autor de textos de grande originalidade, quer pelos temas escolhidos quer pelo seu tratamento.

Natércia Rocha Colóquio-Letras, 1988

Quando acontece um livro assim é uma festa. Se eu fosse rico ou tivesse uma varinha de condão, a primeira coisa que fazia era oferecer um exemplar deste livro (ou mesmo dois) a todas as crianças do meu país. E aos adultos também para que pudessem recordar-se do tempo em que estavam vivos.

[Sobre Isto é que foi ser!] Mário Castrim Diário de Lisboa, Março de 1984

Isto é que é um livro!

[Sobre Isto é que foi ser!] Alice Vieira Diário de Notícias, 4/1/1985

Trata-se de um desses textos que desprendem a magia da beleza, essa magia que nós, que professamos a ingrata tarefa da crítica, nos obstinamos em traduzir por pobres adjectivos. Uma odisseia a que não falta o humor nem a poesia e onde, sobretudo, reina a força do imaginário e da palavra que em Magalhães acabam por ser a mesma força.

[Sobre Isto é que foi ser!] Miguel Angel Vasquez La Voz de Galicia, 5/5/1988

Um dos mais importantes livros de poesia para crianças da última década.

[Sobre O Reino Perdido] José António Gomes Expresso, 18/12/1993

Ainda bem que há uma literatura para jovens que os adultos têm boas razões para amar.

[Sobre O Reino Perdido] M. Neto da Silva Jornal de Notícias, Porto

Para leitores de todas as idades. Original e belíssimo.

[Sobre O Limpa-palavras e outros poemas] Jornal de Notícias, Janeiro de 2001

A melhor série portuguesa de “thrillers” juvenis em livro. (…) No actual panorama português, Álvaro Magalhães é o primeiro a conseguir reformular e enriquecer, com sucesso, os modelos conhecidos das narrativas de mistério e indagação.

[Sobre a série «Triângulo Jota»] José António Gomes Literatura para Crianças e Jovens, Ed. Caminho, 1991

Em plena era do audiovisual e numa altura em que os níveis de leitura desceram ao ponto de se pôr em causa a própria sobrevivência do livro, que seja possível fazer literatura – e literatura de grande qualidade – e fazer, ao mesmo tempo, um êxito de mercado, eis o milagre capaz de reconciliar o nosso optimismo com o futuro do livro.

[Sobre a série «Triângulo Jota»] Jornal de Notícias, 15/02/1994

Um clássico do género em lingua portuguesa. Estes livros representam uma notável diferença num panorama editorial repleto de sucedâneos de Enid Blyton, quase sempre de grande indigência literária. Álvaro Magalhães é um dos mais importantes escritores de livros para jovens e a qualidade das obras da Triângulo Jota aí está a testemunhar que, em literatura, o belo é útil e o útil é belo.

[Sobre a série «Triângulo Jota»] Diário de Noticias, 16/6/1996

O Rei Lagarto [nº 13 da série] recolhe o melhor das características da série «Triângulo Jota»: acção, intriga, suspense e muito humor. Jim Morrisson, o famoso vocalista dos Doors, continua a ser fonte de inspiração para a literatura e em O Rei lagarto converte-se numa força vivificante que leva tudo à sua frente.

A Nosa Terra, Vigo, Galiza, 2000

(...) Nos livros de aventuras, destaco o volume de Álvaro Magalhães A História de Uma Alma. Neste novo volume da colecção «Triângulo Jota», a escrita empolgante do autor continua a deixar rendidos os muitos leitores e admiradores desta colecção, provando que o livro de aventuras não tem necessariamente de ser paraliterário. Como o próprio Álvaro Magalhães afirma, «a verdade é que não há géneros menores, mas livros menores – de qualquer género».

Violante Florêncio revista Vértice, Julho de 2001


Fonte: Site Edições ASA

Mais Links:

pt.wikipedia


O Limpa-Palavras

Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
A palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
Enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.
Quase todas as palavras
Precisam de ser limpas e acariciadas:
A palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
É preciso raspar-lhe a sujidade dos dias
E do mau uso.
Muitas chegam doentes,
Outras simplesmente gastas, estafadas,
Dobradas pelo peso das coisas
Que trazem às costas.
A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papéis no ar
E é preciso fechá-la na arrecadação.
No fim de tudo, voltam os olhos para a luz
E vão para longe,
Leves palavras voadoras
Sem nada que as prenda à terra,
Outra vez nascidas pela minha mão:
A palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.
A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
E lavadas como seixos do rio:
A palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.
Vão à procura de quem as queira dizer,
De mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes um braço para apanhares
A palavra barco ou a palavra amor.
Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.