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sábado, 14 de março de 2009

António Aragão

 António Aragão

António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia nasceu a 22 de Setembro de 1921 em São Vicente.

Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa.

Frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Através da sua escrita, participou em concursos nacionais e regionais. Em 1946 ganhou o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: “Presentemente”.

Na pintura realizou, no continente e na região, algumas exposições. 

Desde 1972 até à década de 80 foi director do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal. Fez parte da comissão directiva da Quinta das Cruzes, foi também professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-artes da Madeira

Casou com Estela Teixeira da Fonte.

Fez a ilustração da obra Canhenhos da Ilha, da autoria de Horácio Bento Gouveia.

Faleceu no dia 11 de Agosto de 2008.

Bibliografia

Poesia
  • 1962 - Poema Primeiro
  • 1966-67 - Folhemas 1, 2, 3 e 4
  • 1968 - Mais ExactaMente P(r)o(bl)emas
  • 1975 - Os Bancos
  • 1981 - Metanemas

Ficção
  • 1971 - Um Buraco na Boca

Teatro
  • 1980 - Desastre Nu

Fonte: Blog da Biblioteca Municipal do Funchal e pt.wikipédia

Outras Ligações:

sexta-feira, 13 de março de 2009

António Rolo

 

António Rolo BIOGRAFIA


JORNALISTA

ANTÓNIO JOSÉ ROLO DOS SANTOS COSTA nasceu em Lisboa no dia 23 de Março de 1953. Sempre dedicado às Artes, particularmente Letras e Pintura, SANTOS COSTA iniciou a sua actividade como Jornalista no “Record” em 27 de Fevereiro de 1977, como colaborador, ascendendo ao cargo de Chefe-de-Redacção em 1980, mantendo-se nessas funções até finais de 1990. Mais tarde, entre 1993 e 1999, foi redactor-paginador, redactor-principal, Chefe-adjunto, Editor de Publicações, Editor de Dossiers, Reportagens e Entrevistas e também Colunista. Em 25 anos de actividade jornalística sempre ao serviço do “Record”, SANTOS COSTA acompanhou, no estrangeiro, equipas portuguesas em alguns grandes eventos internacionais, como as finais da Taça dos Campeões Europeus, em 1988 e 1990, em Estugarda e Viena, respectivamente (Benfica-PSV e Benfica-Milan), a final da Supertaça europeia, em 1987, em Amesterdão (Ajax-FC Porto), a final da Taça UEFA, em 1983, em Bruxelas (Benfica-Anderlecht), as finais da Taça das Taças, em 1987, em Atenas (Ajax-Dinamo de Dresden) e 1991, em Roterdão (Manchester United-Barcelona), além de cobrir os dois Mundiais de Sub-20 em que a Selecção Nacional se sagrou campeã mundial, na Arábia Saudita, em 1989, e em Portugal, em 1991. Santos Costa cessou a sua colaboração com o Jornal "Record" no final de Dezembro de 2002


LITERATURA


Na Literatura, SANTOS COSTA utilizou um outro seu nome, ANTÓNIO ROLO, uma opção para não ser conotado com o veterano jornalista há mais de duas décadas ligado ao Desporto. No início do ano de 2002, a EDITORIAL ESCRITOR publicou o seu romance “SOMBRAS DE NINGUÉM”, uma obra baseada em factos verídicos ocorridos entre 1974 e 1975 na efervescente sociedade civil portuguesa pós 25 de Abril e a dureza de uma unidade de elite do Exército, o CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS, os célebres RANGERS sediados em LAMEGO, unidade mítica que conheceu profundamente por ali ter passado para efectuar um curso da Especialidade, e “AMANTES DA LUA NEGRA”.

PINTURA


ANTÓNIO SANTOS COSTA começou a expressar emoções na Pintura em 1999. Autodidacta, tinge a óleo ou acrílico sentimentos e pensamentos, sem linha definida ou rumo preestabelecido. Admirador confesso de Kandinsky, manifesta estados de espírito com a cor. Ou negros e cinzentos de pouco contraste ou cores básicas, violentas numa vizinhança que quase provoca a agressão visual. Com cinquenta obras feitas e exposições efectuadas no INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS (2002) e GALERIA PORCA PRETA (Monchique) tem permanentemente alguns dos seus trabalhos expostos no CAFÉ BEIRA CHAVES (Queluz – Monte Abraão) e em diversas galerias on-line.

Fonte: ANTÓNIO SANTOS COSTA NO SAPO.PT

OUTRAS LIGAÇÕES:

quinta-feira, 12 de março de 2009

António Pinheiro

 

António José Pinheiro (Tavira, 1867 - Lisboa, 1943), foi um actor, realizador, argumentista, escritor e professor de Arte de Representar português.

Estudou teatro no Conservatório Nacional, onde mais tarde viria a ser professor. Fundou a Associação de Actores Dramáticos e publicou diversas obras.

A sua última representação num palco foi a de Cardeal D. Henrique na peça D. Sebastião, em 1933, no D. Maria II.

No cinema estreou-se, em 1910, como actor no filme brasileiro Os Milagres de Nossa Senhora da Penha. Em Portugal integrou o elenco de Os Fidalgos da Casa Mourisca e Amor de Perdição, ambos de Georges Pallu.

Como realizador, estreou-se com o filme mudo Tinoco em Bolandas (com a actriz Maria Clementina Sá), tendo também realizado e interpretado Tragédia de Amor, ambos em 1924.

Tavira, a sua terra natal, homenageou-o atribuindo o seu nome ao Cine-Teatro local.

  • Obras publicadas
    • Teatro Português, 1901
    • Opereta Portuguesa, 1912
    • Ossos do Ofício, 1912
    • Coisas da Vida (memórias), 1923
    • Estética e Plástica Teatral, 1925
    • Contos Largos, 1929

Fonte: Marreiros, Glória Maria. Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX (2ª ed. 2001). Edições Colibri, Lisboa, 2000.

Obtido na: Wikipédia

quarta-feira, 11 de março de 2009

António Lobo Antunes

 António Lobo Antunes

Biografia

Romancista. Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se  desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances.

Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado “ciclo de Benfica” -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). Lugares nunca pacíficos, marcados pela perda e morte dos mitos e afectos do passado e pelos desencontros, incompatibilidades e divórcios nas relações do presente, numa espécie de deserto cercado de gente que se estende à volta das personagens.

António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra colonial e o regresso dos colonizadores à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter um reconhecimento junto dos leitores, que, no entanto, não foi suficientemente acompanhado pelo lado da crítica. As desconfianças em relação a um estranho que se intrometia no meio literário, a pouca adesão a um estilo excessivo que rapidamente foi classificado de "gongórico" e o próprio sucesso de público, contribuíram para alguns desentendimentos persistentes que se começaram a desvanecer com a repercussão internacional (em particular em França) que a obra de António Lobo Antunes obteve.

Ultrapassado este jogo de equívocos, António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se, adensou-se, ganhou espessura e eficácia narrativa. De um modo impiedoso e obstinado, esta obra traça um dos quadros mais exaustivos e sociologicamente pertinentes do Portugal do século XX.

A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura,  Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.

Títulos

Fonte:  Portal da Literatura

NOTA:

António Lobo Antunes, que está próximo de comemorar 30 anos de vida literária, anunciou que não vai escrever mais livros, para além deste último.Em entrevista ao Diário de Noticias, o escritor explicou que não vai escrever mais nenhum livro, pelo menos, para ser publicado, frisando que «acabam os romances, as crónicas, a minha voz não se ouvirá mais».

O escritor referiu ainda que só vai publicar mais um, que acabou de escrever, intitulado «Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar», para deixar a sua «obra redonda».

No que se refere ao novo livro, o escritor frisou que é uma obra que vem «dar um trabalhão à critica».

Outros Links:

Citação


«(...) Este mês deram-me um prémio literário. (...) e sem que eles sonhassem (sonhava eu) o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego.»


António Lobo Antunes in Revista Visão de 12 de Abril de 2007

 

Prémios literários

  • Prémio Franco-Português, 1987 ("Cus de Judas")
  • Prémio instituído pela embaixada de França em Lisboa, no valor de duzentos mil escudos e atribuído a obras traduzidas para a língua francesa nos últimos cinco anos.
  • Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1985 ("Auto dos Danados")
  • Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, 1997 ("Manual dos Inquisidores ")
  • Prémio Tradução Portugal/Frankfurt, 1997 ("Manual dos Inquisidores")
  • France-Culture ("A Morte de Carlos Gardel")
  • Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco, 2000
  • Prémio União Latina , 2003
  • Prémio Ovídio da União dos Escritores Romenos, 2003
  • Prémio Fernando Namora, 2004
  • Prémio Jerusalém, 2005
  • Prémio Camões, 2007
  • Prémio José Donoso, 2008, atribuído pela Universidade de Talca, Chile

terça-feira, 10 de março de 2009

António José da Silva Pinto

 

António José da Silva Pinto, (Lisboa, 14 de abril de 1848- Lisboa, 4 de Novembro de 1911), foi um escritor português, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista de estética naturalista. Foi amigo de Cesário Verde.

Obras

  • O Padre Maldito, romance subintitulado "Memórias do Cura", 1873
  • Terceiro Livro de Combates e Críticas, artigos da imprensa (1874-1886)
  • Os homens de Roma, Drama em quatro atos, 1875
  • Combates e críticas, Coletânea de artigos da imprensa, (1875-1881)
  • Novos Combates e Críticas, Nova coletânea de artigos (1875-1884)
  • O Padre Gabriel, Drama original em três actos, dedicado a Cesário Verde, 1878
  • Do Realismo na Arte, 3.ª ed., in Controvérsias e Estudos Literários, 1878
  • Realismos, 1880
  • Saldos, Volume subintitulado Crítica social e histórica, 1912

Fonte: pt.wikipédia

segunda-feira, 9 de março de 2009

António Guedes de Amorim

 António Guedes de Amorim

António Guedes de Amorim nasceu no dia 26 de Outubro de 1901, no lugar de Sá, em Sedielos, concelho do Peso da Régua. Foi o primeiro filho do casal de Miguel Guedes de Amorim e mulher Maria Rosa, tendo falecido em 1979.

Foi um bom exemplo de escritor que se fez a si mesmo, contando apenas com o seu talento e persistência, pois as condições económicas da família não lhe permitiram levar a escolaridade além do ensino primário, que concluiu na Régua. Aos oito anos, ainda na escola, manifestou-se a sua vocação para a escrita, já que foi nessa altura responsável pelo pequeno jornal de parede da escola. Já então, nesse jornal de parede, defendia os pobres trabalhadores rurais do Douro.

Como jornalista consagrou-se no Porto aos 18 anos, colaborando assiduamente em diversos jornais do Porto (entre eles, A Tribuna e o Jornal de Notícias) e em 1935 em Lisboa, foi redactor do Século e do Século Ilustrado.

Publicou vários contos, novelas, biografias e romances, sendo os de mais destaque:

  • Jesus Passou por Aqui (1963 - vencedor do prémio Cervantes)
  • Francisco de Assis, Renovador da Humanidade (1960).

Outras Obras:

Contos:

  • Os barcos descem o rio (1945)
  • A máscara e o destino (1951)
  • Caminhos fechados (1952)

Romances:

  • Aldeia das Águias (1939)
  • Casa de Judas (1953)

Citação de Guedes de Amorim:

«Sou filho e neto de cavadores e tenho séculos de enxadas atrás de mim… Como brasão, honra-me e chega.»

domingo, 8 de março de 2009

António Fogaça

 

António Fogaça

Nome: António Maria Gomes Machado Fogaça
Nascimento: 11-5-1863, Barcelos
Morte: 27-11-1888, Coimbra

Vida

Nascido em Barcelos, Portugal, em 1886 ingressou na Faculdade de Coimbra, afim de cursar direito. Morreu jovem, enquanto ainda cursava o terceiro ano da faculdade.

Obra

Em vida, apenas viu publicado o seu livro Versos da Mocidade (1887), onde mostra influências do Parnasianismo e do Simbolismo, no que respeita à originalidade metafórica e à sensibilidade plástica.

sábado, 7 de março de 2009

Antero de Quental - Infopédia

 Antero de Quental

Antero de Quental

Nome: Antero Tarquínio de Quental
Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada


Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com os novos autores e correntes europeias - o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo - e, segundo confessará mais tarde, perde a fé. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero, obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux. Em 1865, publica as Odes Modernas, poesias de romantismo social, acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Em resposta à reacção crítica de Castilho na carta-posfácio ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, publica os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, que desencadearam a Questão Coimbrã. Ainda no contexto da Questão Coimbrã, bate-se em duelo com Ramalho Ortigão, de quem viria a tornar-se amigo. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris, onde conhece Michelet e lhe oferece um exemplar das Odes Modernas. Regressado a Lisboa em 1868, e depois de uma curta viagem à América do Norte, reúne-se com os seus antigos condiscípulos de Coimbra no "Cenáculo", grupo onde se discutem as doutrinas recentes e se descobrem os novos poetas (Baudelaire, Gautier, Nerval, Leconte de Lisle e o redescoberto Heine); fruto destes encontros, criação colectiva da Geração de 70, nasce o poeta satânico e dândi Carlos Fradique Mendes. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. No rescaldo da interrupção e da proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero vive a sua fase política mais intensa, fundando, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social. Por esta altura, publica as Primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa. A partir de 1873, manifestam-se-lhe os primeiros sintomas de uma grave doença nervosa, que as mortes próximas da mãe e do pai acentuam, que o leva a consultar em Paris o famoso neurologista Charcot e a submeter-se, entre 1877 e 1878, a tratamentos de hidroterapia. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas, atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1880, adopta duas órfãs, filhas do amigo e antigo colega de Coimbra Germano Meireles. Nessa altura, devido à doença, isola-se em Vila do Conde, continuando a escrever sonetos e ensaios filosóficos. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas. Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX. No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa temporariamente à actividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte". Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.

Bibliografia: Da imensa bibliografia de Antero de Quental salientam-se Sonetos de Antero, 1861 (poesias); Beatrice, 1863 (poema); Fiat Lux, 1863 (poema); Odes Modernas, 1865 (poesias); Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculo); A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (opúsculo); Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1871 (ensaio); Primaveras Românticas, 1872 (poesias); Odes Modernas, 2.ª edição, 1875 (poesias); Tesouro Poético da Infância, 1883 (colectânea de poesias); A Filosofia da Natureza dos Naturalistas, 1886 (ensaio); Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890 (ensaio); Raios de Extinta Luz, 1892 (poesias, edição póstuma).

Fonte:  In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-06].

 

Outras Ligações:

  • Geração de 70
  • Biografia em arqnet.pt
  • Biografia em "Vidas Lusófonas"
  • Obras de Antero de Quental na Biblioteca Nacional Digital
  • Obras de Antero de Quental no projeto Gutenberg
  • Biografia no wiki da República e laicidade - Associação Cívica
  • Biografia no site da República e laicidade - Associação Cívica
  • Instituto Camões (biografia)
  • Antero de Quental (pt.wikipedia)
  •  

    Poema:

    IV

    Nós somos loucos, não somos? 
    Desta louca poesia,
    Desta riqueza dos pobres
    Que se chama fantasia!

    Ergamos pois nossa tenda
    E nosso lar de pobreza
    No mais ermo desses montes,
    No fundo da natureza.

    Se o frio apertar connosco,
    Pois não temos mais calores,
    Aqueceremos os membros
    Na fogueira dos amores!

    Se for grande a nossa sede,
    Tão longe da fonte fria,
    Contentar-nos-emos, filha,
    Com as águas da poesia!

    Assim à nossa pobreza
    Daremos a Imensidade...
    Que com isto se contente
    Nossa pouca seriedade.

    E, pois somos loucos, vamos
    Atrás dos loucos mistérios...
    Deixemos ricas cidades
    Ao sério dos homens sérios!

    sexta-feira, 6 de março de 2009

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos

     Teixeira de Vasconcelos

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos (Porto, 1 de Novembro de 1816Paris, 29 de Junho de 1878) foi um escritor e jornalista português, autor de vários romances, um dos quais, «O Prato de Arroz Doce», cuja acção se desenvolve durante a Patuleia, foi reeditado em 1983, com introdução de Manuel Abranches de Soveral.

    A par da carreira literária, Teixeira de Vasconcelos foi par do Reino, fidalgo do Conselho, jornalista, advogado, deputado (1865-78), governador de Vila Real, embaixador nos Estados Unidos, vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa etc.

    Sobre ele disse Camilo Castelo Branco que foi «o mais rijo pulso de atleta que teve a arena dos gladiadores políticos em Portugal».

    Obtido em: pt.wikipédia

    Outras Ligações: SOVERAL, Manuel Abranches de - «Teixeira de Vasconcellos (1816-78) - O homem, o jornalista e o escritor»

     

    Algumas Obras:

    Fundação da Monarquia

    Oração Funebre

    quinta-feira, 5 de março de 2009

    Antero de Figueiredo

     Antero de Figueiredo

    Antero de Figueiredo

    Escritor português nascido a 28 de Novembro de 1866, em Coimbra, e falecido a 10 de Abril de 1953, na Foz do Douro. Iniciou os seus estudos universitários em Coimbra, no curso de Medicina, mas acabou por se formar em Letras na Universidade de Lisboa em 1895. Entretanto viajou por vários países, sobre os quais fez relatos que são autênticos testemunhos da época, e escreveu a sua primeira obra, intitulada Tristia (1893). Escritor da geração do decadentismo-simbolismo, conheceu grandes nomes da literatura como António Nobre. Escreveu, entre outras, as seguintes obras: Recordações e Viagens (1905), Doida de Amor (1910), D. Pedro e D. Inês (1913), Fátima (1936), Traição à Arte (1952).

    In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-05].

    Obras

    • Tristia, (1893)
    • Recordações e Viagens, (1905)
    • Doida de Amor, (1910),
    • D. Pedro e D. Inês, (1913)
    • Leonor Teles, (1916)
    • Jornadas em Portugal, (1918)
    • D. Sebastião : rei de Portugal : 1554-1578, (1925)
    • O Último Olhar de Jesus, (1928)
    • Toledo : impressões e evocações, (1932)
    • Miradouro, (1934). Recebeu o Prémio Ricardo Malheiros.
    • Fátima, (1936)
    • Pessoas de Bem, (1943)
    • Traição à Arte, (1952)

    Fonte: pt.wiipedia

    FRASES

    Jesus também é beleza. A beleza cultiva-se como emoção. E como toda a beleza sofre em cada alma sua interpretação estética, Jesus recebe em cada consciência sua interpretação de bela

    Embora haja espíritos lindos em corpos feios, jamais há fealdade de expressão em almas belas

    O homem divino deve alimentar-se com o divino: a verdade, a Justiça, o Amor e a Beleza

    Quem não sofre, não vive, quem não vive, morre na vida e morre na morte

    Fonte: Ditados.com

    quarta-feira, 4 de março de 2009

    Antero Monteiro

     Antero Monteiro

    Antero Monteiro nasceu na actual vila de S. Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, no dia 4 de Abril de 1946. Estudou na Congregação do Espírito Santo, em Viana do Castelo e em Braga, e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professor na Escola E. B. 2/3 Sá Couto, em Espinho, e formador de professores na área de Didácticas Específicas de Língua Portuguesa. Participou em várias experiências pedagógicas e foi orientador-delegado de estágio no Gabinete de Português da Direcção-Geral do Ensino Básico, no Porto. Publicou vários manuais de Língua Portuguesa no nosso País e em Cabo Verde e artigos pedagógico-didácticos em várias revistas da especialidade. É fundador e director de um jornal regional e de uma biblioteca pública. Colaborou em vários periódicos regionais.

    Obras

    Poesias

    • Canto de Encantos e Desencantos (ed. de Autor, 1997; Corpos Editora, 2.ª Edição, 2004),
    • O Remédio é Naufragar (Elefante Editores, 1998,
    • Com Tremura e Desamor - Tubos de Ensaio sobre a Decadência (Corpos Editora, 2001),
    • Cenas Obscenas- Cigarrilhas Poéticas (Corpos Editora, 2001),
    • Esta Outra Loucura (Corpos Editora, 2002),
    • Desesperânsia (Corpos Editora, 2003).

    Infanto-juvenil

    • A Lia Que Lia Lia (Elefante Editores, 1999)
    • A Sara Sardapintada (Corpos Editora, 2004)

    Fonte: Projecto Vercial e pt.wikipedia

    terça-feira, 3 de março de 2009

    André de Barros

    André de Barros nasceu em 1675 e faleceu em 1754, foi escritor e orador, padre da Companhia de Jesus é um dos primeiros académicos da Academia Real da História Portuguesa no Palácio dos duques de Bragança.

    Obra do Padre André de Barros

    Obra: - Vida do apostólico padre António Vieira da Companhia de Jesus de 1746.

    segunda-feira, 2 de março de 2009

    André Brun

     Andre Brun

    André Brun

    Humorista português de renome, de ascendência francesa e de nome completo André Francisco Brun, nascido em 1881, em Lisboa, e falecido em 1926, na mesma cidade. Combateu na Primeira Guerra Mundial, atingindo o posto de major. Dedicou-se à literatura, cultivando o drama, a crónica e o conto. A vivência da guerra forneceu-lhe parte da sua temática, por exemplo em A Malta das Trincheiras . De entre as suas peças, cuja comicidade lhe valeu certo acolhimento por parte do público, destacam-se A Vizinha do Lado e A Maluquinha de Arroios .

    Fonte: André Brun. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-02].

    Obras publicadas

    Contos e Crónicas
    • Sem Pés nem Cabeça
    • Os Meus Domingos
    • 1913 - Sumário de Várias Crónicas
    • 1918 - A Maldade das Trincheiras

    Livros

    Teatro
    • 1913 - A Vizinha do Lado
    • 1916 - A Maluquinha de Arroios

    Outras Ligações:

    domingo, 1 de março de 2009

    Ana de Castro Osório

     Ana de Castro Osório

    Ana de Castro Osório

    Escritora, feminista e activista republicana nascida a 18 de Junho de 1872, em Mangualde, e falecida a 23 de Março de 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Traduziu autores estrangeiros de literatura infantil. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a colecção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Escreveu entre outras obras infantis A Comédia de Lili (teatro, 1903) e O Príncipe das Maçãs de Oiro (1935). Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objecto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

    Fonte: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-01]. - Disponível no site INFOPÉDIA

     

    OBRAS

    Lista de algumas obras desta autora

    • Para as crianças (publicação mensal iniciada em 1897)
      • Contos tradicionais portugueses, 10 volumes
      • Contos de Grimm (tradução do alemão)
      • Alma infantil
      • Animais, 1903
      • Boas Crianças
      • Histórias escolhidas (tradução do alemão)
    • Infelizes (histórias vividas), 1892(eBook)
    • Quatro Novelas, 1908
    • Ambições (romance), 1903
    • Ás mulheres portuguesas, 1905
    • Bem prega frei Tomás (comédia), 1905
    • A Bem da Pátria
      1. As mães devem amamentar seus filhos
      2. A educação da criança pela mulher
    • Teatro Infantil
      • A comédia da Lili, 1903
      • Um sermão do sr. Cura, 1907
    • A Garrett no seu primeiro centenário, 1899
    • A nossa homenagem a Bocage, 1905
    • A minha Pátria
    • A mulher no casamento e no divorcio, 1911

    (Fonte: pt.wikipedia)

    Outras Ligações

    sábado, 28 de fevereiro de 2009

    Ana Zanatti

     Ana Zanatti

    Ana Zanatti

    Data de Nascimento: 1949-06-26

    Naturalidade: Lisboa


    Estreou-se no Teatro da Trindade com a peça Cautela Libertino de Pirandello e desde então tem vindo a experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama. Integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia, e ao longo de 25 anos tornou-se numa presença constante na televisão portuguesa. Em 1968 abandona o curso de Românicas da Faculdade de Letras de Lisboa e dá entrada no Conservatório Nacional onde faz o curso de teatro.
    Estreia-se ainda esse ano no
    Teatro Trindade, com a peça de Pirandello "Cautela Libertino", passando a fazer parte da Companhia de Teatro Nacional Popular dirigida por Ribeirinho.

    A televisão, como apresentadora, surgiu na sequência de um convite inesperado para apresentar as emissões que a R.T.P. ia inaugurar no horário do almoço.

    Aí, ao longo de 25 anos, fez reportagens, entrevistas, apresentação de telejornais e continuidade de emissões, de concursos e de inúmeros festivais da canção e festivais internacionais além de dar a sua voz a um vasto leque de documentários.

    Durante esse período, conciliou a sua carreira televisiva com o teatro, cinema, rádio, publicidade e autoria de programas, tendo estado sempre ligada à representação.

    Como actriz, tanto no teatro como na televisão, não resistiu ao desafio de experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama passando pelo teatro de revista onde foi 1ª figura ao lado de Camilo de Oliveira, Eugénio Salvador, Carlos Coelho entre outros.

    Foi uma das 25 mulheres escolhidas para representar o país em Bruxelas, pela comissão da condição feminina da C.E.E.

    Fonte: Celebridades-star.sapo

    OBRAS LITERÁRIAS

    Sinais do Medo

    Agradece o beijo

    O Segredo da Romã

    O_Povo-Luz_e_os_Homens-Sombra

    O Planeta Adormecido

    Como escritora escreveu os seguintes livros:

    • Os Sinais do Medo (2003)
    • Agradece o Beijo (2005)
    • O Povo-Luz e os Homens-Sombra: o Segredo da Romã (2006) (Literatura Infantil)
    • O Povo-Luz e os Homens Sombra – O Planeta Adormecido (Literatura Infantil)
    • O Povo-Luz e os Homens Sombra – A Grande Travessia (Literatura Infantil)

    Mais LIgações: