Pesquisa personalizada

quarta-feira, 11 de março de 2009

António Lobo Antunes

 António Lobo Antunes

Biografia

Romancista. Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se  desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances.

Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado “ciclo de Benfica” -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). Lugares nunca pacíficos, marcados pela perda e morte dos mitos e afectos do passado e pelos desencontros, incompatibilidades e divórcios nas relações do presente, numa espécie de deserto cercado de gente que se estende à volta das personagens.

António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra colonial e o regresso dos colonizadores à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter um reconhecimento junto dos leitores, que, no entanto, não foi suficientemente acompanhado pelo lado da crítica. As desconfianças em relação a um estranho que se intrometia no meio literário, a pouca adesão a um estilo excessivo que rapidamente foi classificado de "gongórico" e o próprio sucesso de público, contribuíram para alguns desentendimentos persistentes que se começaram a desvanecer com a repercussão internacional (em particular em França) que a obra de António Lobo Antunes obteve.

Ultrapassado este jogo de equívocos, António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se, adensou-se, ganhou espessura e eficácia narrativa. De um modo impiedoso e obstinado, esta obra traça um dos quadros mais exaustivos e sociologicamente pertinentes do Portugal do século XX.

A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura,  Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.

Títulos

Fonte:  Portal da Literatura

NOTA:

António Lobo Antunes, que está próximo de comemorar 30 anos de vida literária, anunciou que não vai escrever mais livros, para além deste último.Em entrevista ao Diário de Noticias, o escritor explicou que não vai escrever mais nenhum livro, pelo menos, para ser publicado, frisando que «acabam os romances, as crónicas, a minha voz não se ouvirá mais».

O escritor referiu ainda que só vai publicar mais um, que acabou de escrever, intitulado «Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar», para deixar a sua «obra redonda».

No que se refere ao novo livro, o escritor frisou que é uma obra que vem «dar um trabalhão à critica».

Outros Links:

Citação


«(...) Este mês deram-me um prémio literário. (...) e sem que eles sonhassem (sonhava eu) o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego.»


António Lobo Antunes in Revista Visão de 12 de Abril de 2007

 

Prémios literários

  • Prémio Franco-Português, 1987 ("Cus de Judas")
  • Prémio instituído pela embaixada de França em Lisboa, no valor de duzentos mil escudos e atribuído a obras traduzidas para a língua francesa nos últimos cinco anos.
  • Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1985 ("Auto dos Danados")
  • Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, 1997 ("Manual dos Inquisidores ")
  • Prémio Tradução Portugal/Frankfurt, 1997 ("Manual dos Inquisidores")
  • France-Culture ("A Morte de Carlos Gardel")
  • Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco, 2000
  • Prémio União Latina , 2003
  • Prémio Ovídio da União dos Escritores Romenos, 2003
  • Prémio Fernando Namora, 2004
  • Prémio Jerusalém, 2005
  • Prémio Camões, 2007
  • Prémio José Donoso, 2008, atribuído pela Universidade de Talca, Chile

terça-feira, 10 de março de 2009

António José da Silva Pinto

 

António José da Silva Pinto, (Lisboa, 14 de abril de 1848- Lisboa, 4 de Novembro de 1911), foi um escritor português, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista de estética naturalista. Foi amigo de Cesário Verde.

Obras

  • O Padre Maldito, romance subintitulado "Memórias do Cura", 1873
  • Terceiro Livro de Combates e Críticas, artigos da imprensa (1874-1886)
  • Os homens de Roma, Drama em quatro atos, 1875
  • Combates e críticas, Coletânea de artigos da imprensa, (1875-1881)
  • Novos Combates e Críticas, Nova coletânea de artigos (1875-1884)
  • O Padre Gabriel, Drama original em três actos, dedicado a Cesário Verde, 1878
  • Do Realismo na Arte, 3.ª ed., in Controvérsias e Estudos Literários, 1878
  • Realismos, 1880
  • Saldos, Volume subintitulado Crítica social e histórica, 1912

Fonte: pt.wikipédia

segunda-feira, 9 de março de 2009

António Guedes de Amorim

 António Guedes de Amorim

António Guedes de Amorim nasceu no dia 26 de Outubro de 1901, no lugar de Sá, em Sedielos, concelho do Peso da Régua. Foi o primeiro filho do casal de Miguel Guedes de Amorim e mulher Maria Rosa, tendo falecido em 1979.

Foi um bom exemplo de escritor que se fez a si mesmo, contando apenas com o seu talento e persistência, pois as condições económicas da família não lhe permitiram levar a escolaridade além do ensino primário, que concluiu na Régua. Aos oito anos, ainda na escola, manifestou-se a sua vocação para a escrita, já que foi nessa altura responsável pelo pequeno jornal de parede da escola. Já então, nesse jornal de parede, defendia os pobres trabalhadores rurais do Douro.

Como jornalista consagrou-se no Porto aos 18 anos, colaborando assiduamente em diversos jornais do Porto (entre eles, A Tribuna e o Jornal de Notícias) e em 1935 em Lisboa, foi redactor do Século e do Século Ilustrado.

Publicou vários contos, novelas, biografias e romances, sendo os de mais destaque:

  • Jesus Passou por Aqui (1963 - vencedor do prémio Cervantes)
  • Francisco de Assis, Renovador da Humanidade (1960).

Outras Obras:

Contos:

  • Os barcos descem o rio (1945)
  • A máscara e o destino (1951)
  • Caminhos fechados (1952)

Romances:

  • Aldeia das Águias (1939)
  • Casa de Judas (1953)

Citação de Guedes de Amorim:

«Sou filho e neto de cavadores e tenho séculos de enxadas atrás de mim… Como brasão, honra-me e chega.»

domingo, 8 de março de 2009

António Fogaça

 

António Fogaça

Nome: António Maria Gomes Machado Fogaça
Nascimento: 11-5-1863, Barcelos
Morte: 27-11-1888, Coimbra

Vida

Nascido em Barcelos, Portugal, em 1886 ingressou na Faculdade de Coimbra, afim de cursar direito. Morreu jovem, enquanto ainda cursava o terceiro ano da faculdade.

Obra

Em vida, apenas viu publicado o seu livro Versos da Mocidade (1887), onde mostra influências do Parnasianismo e do Simbolismo, no que respeita à originalidade metafórica e à sensibilidade plástica.

sábado, 7 de março de 2009

Antero de Quental - Infopédia

 Antero de Quental

Antero de Quental

Nome: Antero Tarquínio de Quental
Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada


Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com os novos autores e correntes europeias - o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo - e, segundo confessará mais tarde, perde a fé. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero, obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux. Em 1865, publica as Odes Modernas, poesias de romantismo social, acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Em resposta à reacção crítica de Castilho na carta-posfácio ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, publica os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, que desencadearam a Questão Coimbrã. Ainda no contexto da Questão Coimbrã, bate-se em duelo com Ramalho Ortigão, de quem viria a tornar-se amigo. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris, onde conhece Michelet e lhe oferece um exemplar das Odes Modernas. Regressado a Lisboa em 1868, e depois de uma curta viagem à América do Norte, reúne-se com os seus antigos condiscípulos de Coimbra no "Cenáculo", grupo onde se discutem as doutrinas recentes e se descobrem os novos poetas (Baudelaire, Gautier, Nerval, Leconte de Lisle e o redescoberto Heine); fruto destes encontros, criação colectiva da Geração de 70, nasce o poeta satânico e dândi Carlos Fradique Mendes. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. No rescaldo da interrupção e da proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero vive a sua fase política mais intensa, fundando, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social. Por esta altura, publica as Primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa. A partir de 1873, manifestam-se-lhe os primeiros sintomas de uma grave doença nervosa, que as mortes próximas da mãe e do pai acentuam, que o leva a consultar em Paris o famoso neurologista Charcot e a submeter-se, entre 1877 e 1878, a tratamentos de hidroterapia. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas, atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1880, adopta duas órfãs, filhas do amigo e antigo colega de Coimbra Germano Meireles. Nessa altura, devido à doença, isola-se em Vila do Conde, continuando a escrever sonetos e ensaios filosóficos. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas. Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX. No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa temporariamente à actividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte". Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.

Bibliografia: Da imensa bibliografia de Antero de Quental salientam-se Sonetos de Antero, 1861 (poesias); Beatrice, 1863 (poema); Fiat Lux, 1863 (poema); Odes Modernas, 1865 (poesias); Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculo); A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (opúsculo); Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1871 (ensaio); Primaveras Românticas, 1872 (poesias); Odes Modernas, 2.ª edição, 1875 (poesias); Tesouro Poético da Infância, 1883 (colectânea de poesias); A Filosofia da Natureza dos Naturalistas, 1886 (ensaio); Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890 (ensaio); Raios de Extinta Luz, 1892 (poesias, edição póstuma).

Fonte:  In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-06].

 

Outras Ligações:

  • Geração de 70
  • Biografia em arqnet.pt
  • Biografia em "Vidas Lusófonas"
  • Obras de Antero de Quental na Biblioteca Nacional Digital
  • Obras de Antero de Quental no projeto Gutenberg
  • Biografia no wiki da República e laicidade - Associação Cívica
  • Biografia no site da República e laicidade - Associação Cívica
  • Instituto Camões (biografia)
  • Antero de Quental (pt.wikipedia)
  •  

    Poema:

    IV

    Nós somos loucos, não somos? 
    Desta louca poesia,
    Desta riqueza dos pobres
    Que se chama fantasia!

    Ergamos pois nossa tenda
    E nosso lar de pobreza
    No mais ermo desses montes,
    No fundo da natureza.

    Se o frio apertar connosco,
    Pois não temos mais calores,
    Aqueceremos os membros
    Na fogueira dos amores!

    Se for grande a nossa sede,
    Tão longe da fonte fria,
    Contentar-nos-emos, filha,
    Com as águas da poesia!

    Assim à nossa pobreza
    Daremos a Imensidade...
    Que com isto se contente
    Nossa pouca seriedade.

    E, pois somos loucos, vamos
    Atrás dos loucos mistérios...
    Deixemos ricas cidades
    Ao sério dos homens sérios!

    sexta-feira, 6 de março de 2009

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos

     Teixeira de Vasconcelos

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos (Porto, 1 de Novembro de 1816Paris, 29 de Junho de 1878) foi um escritor e jornalista português, autor de vários romances, um dos quais, «O Prato de Arroz Doce», cuja acção se desenvolve durante a Patuleia, foi reeditado em 1983, com introdução de Manuel Abranches de Soveral.

    A par da carreira literária, Teixeira de Vasconcelos foi par do Reino, fidalgo do Conselho, jornalista, advogado, deputado (1865-78), governador de Vila Real, embaixador nos Estados Unidos, vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa etc.

    Sobre ele disse Camilo Castelo Branco que foi «o mais rijo pulso de atleta que teve a arena dos gladiadores políticos em Portugal».

    Obtido em: pt.wikipédia

    Outras Ligações: SOVERAL, Manuel Abranches de - «Teixeira de Vasconcellos (1816-78) - O homem, o jornalista e o escritor»

     

    Algumas Obras:

    Fundação da Monarquia

    Oração Funebre

    quinta-feira, 5 de março de 2009

    Antero de Figueiredo

     Antero de Figueiredo

    Antero de Figueiredo

    Escritor português nascido a 28 de Novembro de 1866, em Coimbra, e falecido a 10 de Abril de 1953, na Foz do Douro. Iniciou os seus estudos universitários em Coimbra, no curso de Medicina, mas acabou por se formar em Letras na Universidade de Lisboa em 1895. Entretanto viajou por vários países, sobre os quais fez relatos que são autênticos testemunhos da época, e escreveu a sua primeira obra, intitulada Tristia (1893). Escritor da geração do decadentismo-simbolismo, conheceu grandes nomes da literatura como António Nobre. Escreveu, entre outras, as seguintes obras: Recordações e Viagens (1905), Doida de Amor (1910), D. Pedro e D. Inês (1913), Fátima (1936), Traição à Arte (1952).

    In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-05].

    Obras

    • Tristia, (1893)
    • Recordações e Viagens, (1905)
    • Doida de Amor, (1910),
    • D. Pedro e D. Inês, (1913)
    • Leonor Teles, (1916)
    • Jornadas em Portugal, (1918)
    • D. Sebastião : rei de Portugal : 1554-1578, (1925)
    • O Último Olhar de Jesus, (1928)
    • Toledo : impressões e evocações, (1932)
    • Miradouro, (1934). Recebeu o Prémio Ricardo Malheiros.
    • Fátima, (1936)
    • Pessoas de Bem, (1943)
    • Traição à Arte, (1952)

    Fonte: pt.wiipedia

    FRASES

    Jesus também é beleza. A beleza cultiva-se como emoção. E como toda a beleza sofre em cada alma sua interpretação estética, Jesus recebe em cada consciência sua interpretação de bela

    Embora haja espíritos lindos em corpos feios, jamais há fealdade de expressão em almas belas

    O homem divino deve alimentar-se com o divino: a verdade, a Justiça, o Amor e a Beleza

    Quem não sofre, não vive, quem não vive, morre na vida e morre na morte

    Fonte: Ditados.com

    quarta-feira, 4 de março de 2009

    Antero Monteiro

     Antero Monteiro

    Antero Monteiro nasceu na actual vila de S. Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, no dia 4 de Abril de 1946. Estudou na Congregação do Espírito Santo, em Viana do Castelo e em Braga, e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professor na Escola E. B. 2/3 Sá Couto, em Espinho, e formador de professores na área de Didácticas Específicas de Língua Portuguesa. Participou em várias experiências pedagógicas e foi orientador-delegado de estágio no Gabinete de Português da Direcção-Geral do Ensino Básico, no Porto. Publicou vários manuais de Língua Portuguesa no nosso País e em Cabo Verde e artigos pedagógico-didácticos em várias revistas da especialidade. É fundador e director de um jornal regional e de uma biblioteca pública. Colaborou em vários periódicos regionais.

    Obras

    Poesias

    • Canto de Encantos e Desencantos (ed. de Autor, 1997; Corpos Editora, 2.ª Edição, 2004),
    • O Remédio é Naufragar (Elefante Editores, 1998,
    • Com Tremura e Desamor - Tubos de Ensaio sobre a Decadência (Corpos Editora, 2001),
    • Cenas Obscenas- Cigarrilhas Poéticas (Corpos Editora, 2001),
    • Esta Outra Loucura (Corpos Editora, 2002),
    • Desesperânsia (Corpos Editora, 2003).

    Infanto-juvenil

    • A Lia Que Lia Lia (Elefante Editores, 1999)
    • A Sara Sardapintada (Corpos Editora, 2004)

    Fonte: Projecto Vercial e pt.wikipedia

    terça-feira, 3 de março de 2009

    André de Barros

    André de Barros nasceu em 1675 e faleceu em 1754, foi escritor e orador, padre da Companhia de Jesus é um dos primeiros académicos da Academia Real da História Portuguesa no Palácio dos duques de Bragança.

    Obra do Padre André de Barros

    Obra: - Vida do apostólico padre António Vieira da Companhia de Jesus de 1746.

    segunda-feira, 2 de março de 2009

    André Brun

     Andre Brun

    André Brun

    Humorista português de renome, de ascendência francesa e de nome completo André Francisco Brun, nascido em 1881, em Lisboa, e falecido em 1926, na mesma cidade. Combateu na Primeira Guerra Mundial, atingindo o posto de major. Dedicou-se à literatura, cultivando o drama, a crónica e o conto. A vivência da guerra forneceu-lhe parte da sua temática, por exemplo em A Malta das Trincheiras . De entre as suas peças, cuja comicidade lhe valeu certo acolhimento por parte do público, destacam-se A Vizinha do Lado e A Maluquinha de Arroios .

    Fonte: André Brun. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-02].

    Obras publicadas

    Contos e Crónicas
    • Sem Pés nem Cabeça
    • Os Meus Domingos
    • 1913 - Sumário de Várias Crónicas
    • 1918 - A Maldade das Trincheiras

    Livros

    Teatro
    • 1913 - A Vizinha do Lado
    • 1916 - A Maluquinha de Arroios

    Outras Ligações:

    domingo, 1 de março de 2009

    Ana de Castro Osório

     Ana de Castro Osório

    Ana de Castro Osório

    Escritora, feminista e activista republicana nascida a 18 de Junho de 1872, em Mangualde, e falecida a 23 de Março de 1935. É considerada a fundadora da literatura infantil no nosso país. Traduziu autores estrangeiros de literatura infantil. Escreveu alguns livros que foram utilizados como manuais escolares e publicou ainda uma obra marcante na sua época, a colecção Para as Crianças, que lhe ocupou perto de quatro décadas de trabalho. Escreveu entre outras obras infantis A Comédia de Lili (teatro, 1903) e O Príncipe das Maçãs de Oiro (1935). Outros títulos dignos de realce são A Minha Pátria, As Mulheres Portuguesas (em que alia o feminismo a uma postura patriótica) e A Mulher no Casamento e no Divórcio (uma tomada de posição sobre a problemática do divórcio, que seria objecto de legislação por parte de Afonso Costa, e em que colaboraria). Ana de Castro Osório criou ainda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

    Fonte: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-01]. - Disponível no site INFOPÉDIA

     

    OBRAS

    Lista de algumas obras desta autora

    • Para as crianças (publicação mensal iniciada em 1897)
      • Contos tradicionais portugueses, 10 volumes
      • Contos de Grimm (tradução do alemão)
      • Alma infantil
      • Animais, 1903
      • Boas Crianças
      • Histórias escolhidas (tradução do alemão)
    • Infelizes (histórias vividas), 1892(eBook)
    • Quatro Novelas, 1908
    • Ambições (romance), 1903
    • Ás mulheres portuguesas, 1905
    • Bem prega frei Tomás (comédia), 1905
    • A Bem da Pátria
      1. As mães devem amamentar seus filhos
      2. A educação da criança pela mulher
    • Teatro Infantil
      • A comédia da Lili, 1903
      • Um sermão do sr. Cura, 1907
    • A Garrett no seu primeiro centenário, 1899
    • A nossa homenagem a Bocage, 1905
    • A minha Pátria
    • A mulher no casamento e no divorcio, 1911

    (Fonte: pt.wikipedia)

    Outras Ligações

    sábado, 28 de fevereiro de 2009

    Ana Zanatti

     Ana Zanatti

    Ana Zanatti

    Data de Nascimento: 1949-06-26

    Naturalidade: Lisboa


    Estreou-se no Teatro da Trindade com a peça Cautela Libertino de Pirandello e desde então tem vindo a experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama. Integrou o elenco da primeira telenovela portuguesa, Vila Faia, e ao longo de 25 anos tornou-se numa presença constante na televisão portuguesa. Em 1968 abandona o curso de Românicas da Faculdade de Letras de Lisboa e dá entrada no Conservatório Nacional onde faz o curso de teatro.
    Estreia-se ainda esse ano no
    Teatro Trindade, com a peça de Pirandello "Cautela Libertino", passando a fazer parte da Companhia de Teatro Nacional Popular dirigida por Ribeirinho.

    A televisão, como apresentadora, surgiu na sequência de um convite inesperado para apresentar as emissões que a R.T.P. ia inaugurar no horário do almoço.

    Aí, ao longo de 25 anos, fez reportagens, entrevistas, apresentação de telejornais e continuidade de emissões, de concursos e de inúmeros festivais da canção e festivais internacionais além de dar a sua voz a um vasto leque de documentários.

    Durante esse período, conciliou a sua carreira televisiva com o teatro, cinema, rádio, publicidade e autoria de programas, tendo estado sempre ligada à representação.

    Como actriz, tanto no teatro como na televisão, não resistiu ao desafio de experimentar todos os géneros desde a comédia ao drama passando pelo teatro de revista onde foi 1ª figura ao lado de Camilo de Oliveira, Eugénio Salvador, Carlos Coelho entre outros.

    Foi uma das 25 mulheres escolhidas para representar o país em Bruxelas, pela comissão da condição feminina da C.E.E.

    Fonte: Celebridades-star.sapo

    OBRAS LITERÁRIAS

    Sinais do Medo

    Agradece o beijo

    O Segredo da Romã

    O_Povo-Luz_e_os_Homens-Sombra

    O Planeta Adormecido

    Como escritora escreveu os seguintes livros:

    • Os Sinais do Medo (2003)
    • Agradece o Beijo (2005)
    • O Povo-Luz e os Homens-Sombra: o Segredo da Romã (2006) (Literatura Infantil)
    • O Povo-Luz e os Homens Sombra – O Planeta Adormecido (Literatura Infantil)
    • O Povo-Luz e os Homens Sombra – A Grande Travessia (Literatura Infantil)

    Mais LIgações:

     

    sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

    Ana Salomé

    Ana Catarina Rocha, mais conhecida no meio artístico como Ana Salomé, é uma escritora portuguesa multifacetada. Nasceu em Lisboa a 29 de Setembro de 1982. Vive em Braga, onde dá aulas de Português para Estrangeiros na Universidade do Minho.

    Biografia

    Ana Salomé, assim assina Ana Catarina Rocha, nascida em Lisboa, no ano de 1982. Durante vários anos dedicou-se à música, acalentando sonhos de um dia vir a tocar bem o seu piano e a sua guitarra. Estudou canto na Casa do Artista e, já em Braga, fez parte do Cais de Veludo, uma banda de circuitos independentes. Terminada a licenciatura em Estudos Portugueses, pela Universidade do Minho, em 2006, começou aí a dar aulas de Português para Estrangeiros como Leitora. Tenciona prosseguir estudos na área da Literatura Portuguesa Contemporânea. Anáfora é o primeiro trabalho trazido a lume, resultado de um processo de escrita que sempre a acompanhou desde muito nova. Define-se como alguém que aprendeu a ler para poder escrever - um acto de paixão, mais do que de razão.

    Bibliografia

    Ana Salome - Anafora

    2006 - Anáfora [Publicações Pena Perfeita]

    Na esteira do género literário da narrativa poética ou poesia em prosa, de que são emblemáticos um Eugénio de Andrade, um Al Berto ou, nos dias de hoje, um Pedro Sena-Lino, surge este livro, feito de pequenos recortes de um quotidiano íntimo. Encontra nesse género a única forma de expressão possível, avessa a quaisquer constrangimentos próprios do texto narrativo, senão o da forma, para os contornos da sua geografia poética feminina, tão próximos da respiração dos poemas: onde o coração é revelado por uma máquina-de-escrever.

    Ana Salome - Odes

    2008 - Odes [Publicações Canto Escuro]

    Ligações externas

    Obtido em "pt.wikipedia"

     

    ODE AO CASTIGO

    Só mais uma menina entre outras

    E o quadro negro onde escrever o teu nome a giz

    Como um erro ortográfico do coração.

    Castigo.

    Entre nós o alto muro do recreio

    E a obrigação de permanecer só.

    Do livro Odes

    quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

    Ana Saldanha

    Ana Saldanha 

    Ana Saldanha

    Nasceu em 1959 no Porto, tendo-se licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Inglês). Tem o mestrado em Literatura Inglesa pela Universidade de Birmingham e é actualmente leitora de Português na Universidade de Glasgow. Ganhou o Prémio Literário Cidade de Almada com o seu romance Círculo Imperfeito e tem-se também dedicado à tradução. Mas é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo.

    Prémios

    Pela sua obra recebeu vários prémios:

    • 1994 Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo (menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller)
    • 1995 Círculo imperfeito, romance, Presença (Prémio Cidade de Almada 1994)
    • Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter (recomendado pelo IBBY; seleccionado para as Olimpíadas da Leitura de 1996; finalista do Prémio Unesco de Literatura Infantil e Juvenil em Prol da Tolerância de 1997).

    Obras publicadas

    • 1994 - Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo
    • 1995 - Círculo imperfeito, romance, Presença
    • 1995 - Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter
    • 1995 - Num reino do norte, Umas férias com música e A caminho de Santiago (série Vamos Viajar), novelas juvenis, Campo das Letras
    • 1996 - Ninguém dá prendas ao Pai Natal, conto infantil, Campo das Letras
    • 1996 - Animais & C.ª (série Vamos Viajar), novela juvenil, Campo das Letras
    • 1997 - Doçura amarga, romance juvenil, Edinter
    • 1997 - Irlanda verde e laranja (série Vamos Viajar), romance juvenil, Campo das Letras
    • 1999 - Cinco tempos, quatro intervalos, novela juvenil, Caminho
    • 2000 - Para o meio da rua, romance juvenil, Caminho
    • 2000 - Reedição de Doçura Amarga
    • 2000 - Inclusão de poemas em Conto estrelas em ti: 17 poetas escrevem para a infância, Campo das Letras
    • 2001 - Como outro qualquer, romance juvenil, Caminho
    • 2001 - Inclusão do conto O Bazar dos Três Vinténs em Contos da Cidade das Pontes, Ambar
    • 2002 - Um gorro vermelho e Um espelho só meu, novelas juvenis de uma nova série, Era uma vez... outra vez, Caminho
    • 2002 - Reedição de Uma questão de cor, Caminho

    Traduções (lista selectiva)

    • 2009- Longo caminho para a liberdade, autobiografia de Nelson Mandela, Campo das Letras
    • 1950 - Uma História da leitura, de Alberto Manguel, Presença
    • 2000- Histórias assim mesmo, de Rudyard Kipling, Caminho

     

    Ana Saldanha - Wook.pt e wikipedia.pt

    segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

    Ana Plácido

     

    Ana Plácido Ana Augusta Plácido é a «amante querida» de Camilo, a sua mulher fatal, a quem este atribui o criptónimo de Raquel. Nasceu em 1831 e, apenas com dezanove anos de idade, consorciou-se com o capitalista Manuel Pinheiro Alves, de quarenta e três anos. Filha de António José Plácido Braga e de Ana Augusta Vieira, em 1856, enamorou-se de Camilo Castelo Branco. Uma paixão que lhe trouxe problemas a tal ponto que o marido enganado a colocou no Convento da Conceição, de Braga. Consta-se que Manuel Plácido, filho de Ana e - legalmente - do capitalista, tenha Camilo como progenitor. Manuel Plácido nasceu em 1858, altura em que Ana Plácido afirmava ao marido amar Camilo e ser este o único homem capaz de fazê-la feliz. Desesperado com a insistência de Ana em permanecer na companhia do amante, Pinheiro Alves instaurou um processo de adultério em 1860.

    Como resultado, Ana foi presa a 6 de Junho na Cadeia da Relação do Porto, entregando-se o amante a 1 de Outubro. A absolvição dos réus data de 16 de Outubro de 1861. O casal instala-se em Lisboa, mas separa-se por razões financeiras. Em 1863 estão juntos de novo, nascendo o filho de ambos Jorge Camilo Castelo Branco. Com a morte de Manuel Pinheiro Alves é Ana quem administra a fortuna que o seu filho Manuel herdou do pai legal. Assim, a família muda-se, primeiro, para o Porto; depois, para a quinta de São Miguel de Ceide, pertença do falecido, onde nasce o último filho do casal, Nuno Plácido Castelo Branco. Na relação de Camilo e Ana foi esta a que se empenhou mais. Ana Plácido dedicou-se à literatura, influenciada por Camilo. Colaborou em diversas publicações, fez traduções, ajudou Camilo em alguns textos e dedicou-se, também, à poesia. No decurso da sua carreira literária assinou algumas vezes com pseudónimos. Ana ainda assistiu à morte de Camilo, morrendo depois em 1895.

    Fonte: Camilo Castelo Branco: Mulher Fatal

    Outras Ligações:

     

    NOTICIAS:

    Literatura: Ana Plácido foi "mulher de carácter viril" - autora de biografia

    Lisboa, 18 Out (Lusa) - A primeira biografia de Ana Plácido, a última companheira de Camilo Castelo Branco, chega esta semana às livrarias, definindo-a como "uma mulher extraordinariamente forte e até de carácter viril", disse autora à Lusa.

    Em declarações à Lusa, Maria Amélia Campos, autora da biografia, editada pela Parceria A.M. Pereira, afirmou que a vida de Ana Plácido "daria um excelente libreto para uma ópera ou um argumento de telenovela que prenderia certamente audiências".

    Intitulada "Ana, a lúcida", esta é a primeira biografia da companheira do autor de "Amor de perdição", que "seria uma promissora escritora", e que "deu de mão beijada a Camilo muitas das histórias que ouvia do povo no seu portal de S. Miguel de Ceide, que este depois as enfabulava com o seu génio romanesco".

    "Era uma mulher extraordinariamente forte, diria até de carácter viril, só isso explica o facto do Camilo conseguir viver com ela tanto tempo, apesar de a ter torturado muitas vezes, com cenas terríveis de ciúmes, até talvez no início, ela lhe tivesse dado razão para isso", disse a escritora.

    Ana Plácido que "foi impedida de amar e praticamente vendida pelo pai a Pinheiro Alves, um brasileiro de torna-viagem".

    "Mulher nada vulgar para a sua época, Ana enfrentou muitos riscos e começou a sua vida com Camilo, a partir do zero. Essa vontade de escolher um caminho foi o que me seduziu nela", disse a escritora que reconheceu "não ter estado muito motivada no início".

    "O que me pareceu nela foi uma mulher com uma vontade extremamente férrea, de quem quer alcançar e conseguir aquilo que ela entendia que era o seu projecto de vida", disse.

    "A consciência que tem de si própria é que era uma mulher que queria amar e queria amar sem as restrições que se colocavam á mulheres da segunda metade do século XIX", disse a escritora que não afastou a hipótese de Ana Plácido ter sido influenciada "pelos romances de amor da época".

    À Lusa, Maria Amélia Campos confidenciou: "A personagem foi começando a atrair-me, a agarrar-me, a seduzir ao ponto de querer saber mais dela, mas sem essa sedução não sei trabalhar".

    Maria Amélia Campos reconstituiu a vida Ana Plácido a partir das suas cartas conhecidas - "já que muitas estão na posse de alguém que julga vir a ganhar muito dinheiro com elas e não dá acesso" -, "entrelaçando-as com a obra de Camilo" e através das suas duas obras: "Luz coada por ferros" e "Herança de lágrimas".

    "Fundamental" para esta primeira biografia, foram as investigações de Alexandre Cabral, disse a autora.

    A biografia de Ana Plácido (1831-1895) tem como subtítulo "a mulher fatal de Camilo" e procura ser "o seu retrato mais fiel quanto possível".

    Fonte: NL. - Lusa/Fim - © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. - 2008-10-18 06:40:02