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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Alexandre Parafita

 Alexandre_Parafita - Foto Gisela Alexandra

Alexandre Parafita nasceu em Sabrosa (Trás-os-Montes). É Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Licenciado em Jornalismo Internacional pela Escola Superior de Jornalismo do Porto, concluiu a pós-graduação em Direito da Comunicação pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. É técnico superior na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, professor convidado da Escola Superior de Educação Jean Piaget/Nordeste e investigador de literatura oral tradicional do Centro de Tradições Populares Portuguesas da Universidade de Lisboa.

Autor de mais de duas dezenas de títulos, a sua obra incide, fundamentalmente, na literatura infanto-juvenil.

Publicou, entre outros títulos:

- Uma Andorinha no Alpendre (1994),

- A Lenda da Princesa Marroquina (1995), 

- O Segredo do Vale das Fontes (1996),

- Chovia Ouro no Bosque (1996),

- A Princezinha dos Bordados de Ouro (1996),

- O Último Gaiteiro (1997), As Aventuras de Rik & Rok e As Três Touquinhas Brancas (2000).

Na área da literatura oral tradicional é autor de:

- A Comunicação e a Literatura Popular (1999), e

- O Maravilhoso Popular.

- Lendas, Contos e Mitos (2000).

Fonte: Ancora-Editora

Mais Links:

domingo, 11 de janeiro de 2009

Alberto Oliveira Pinto

 alberto oliveira pinto

ALBERTO MANUEL DUARTE DE OLIVEIRA PINTO nasceu em Luanda (Angola) a 8 de Janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito em Lisboa, pela Universidade Católica Portuguesa, em 1986. Depois de uma curta passagem pela advocacia trabalhou em várias escolas de Lisboa entre os anos de 1992 e 1998 enquanto animador cultural de Literatura, no âmbito do "Programa de Sensibilização à Criatividade e à Leitura" do Departamento de Educação e Juventude da CML. Passou também por experiências de guionismo de televisão e foi professor em cursos livres de criatividade literária. Tem colaboração dispersa em diversas revistas e jornais angolanos e portugueses e está representado em várias antologias. Prepara tese de Mestrado em História de África na Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa, cujo tema é O Confronto da Literatura e da Historiografia Coloniais com a História Oral de Cabinda, com a orientação da Prof.ª Doutora Isabel Castro Henriques e do Prof. Doutor Alfredo Margarido.  Foi distinguido com diversos prémios literários, de que se destacam o "Prémio Revelação" APE, em 1990, com o romance O Senhor de Mompenedo, e o Prémio "Sagrada Esperança" - ao tempo o mais importante prémio literário angolano - com o romance Mazanga em 1998. É membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da União dos Escritores Angolanos (UEA). É um dos fundadores e dinamizadores do Centro de Estudos Multiculturais, onde, para além das suas aulas, tem orientado pesquisas sobre temática africana.

livros alberto o pinto 1

Obras

Romances
  • 1990 - Eu à Sombra da Figueira da Índia
  • 1991 - Concerto na Nespereira
  • 1991 - O Saco dos Livros
  • 1992 - O Senhor de Mompenedo
  • 1994 - O Onagro de Sintra
  • 1995 - A Sorte e a Desdita de José Policarpo
  • 1998 - Mazanga
  • 2001 - Travessa do Rosário
Livros juvenis
  • 1991 - A Família dos Paladinos
  • 1991 - A Canção de Rolando
  • 1996 - As Filhas do Olho de Vidro

 

O "REINO" DO MARQUÊS

Este é um romance histórico, que retoma a tradição da reconstituição de um passado nas suas vertentes política, social e a individual. Neste caso, do século XVIII português, mais precisamente da época pombalina. O episódio romanceado é o atentado a D. José. A versão oficial é a de que um grupo de sicários a soldo do duque de Aveiro e dos marqueses de Távora tentou m atar o rei à saída de Lisboa na noite de 3 de Setembro de 1758. O romance retoma o episódio integralmente, como núcleo principal. A personagem principal, José Policarpo de Azevedo, é um dos conspiradores. A escolha ficcional deste conspirador, mais de dois séculos depois, deve-se ao facto do seu percurso constituir uma excepção. Ligado ao marquês de Pombal desde o dia do terramoto de 1755, José Policarpo envolve-se nos acontecimentos do atentado ao rei mas, protegido pelo marquês, é perseguido apenas na aparência, e a sua captura é evitada. Pombal forja uma identidade falsa e José Policarpo parte para o Marão como padre jesuíta, Francisco de Léon, uma identificação que corresponde a um padre dado como morto mas mantido como prisioneiro em segredo. Entretanto, os outros conspiradores vão sendo eliminados.

O modo como o material romanesco surge apresentado é problemático. O romance é escrito em cenas narrativas separadas umas das outras pela menção do local e da data, mas sem uma sequência cronológica, sendo que entre uma e a seguinte se verifica, por vezes, um desfasamento de mais de quinze anos. Ao mesmo tempo, o narrador avança com várias intrigas: os amores de Joana do Pinto, a vida do par Marta Maria e Domingos Famalicão, a velhice do marquês de Angeja, etc. A primeira metade do livro é composta por essas várias intrigas que se desenvolvem de um modo entrecortado, porque todo o romance é feito por cenas sem relação directa entre si, e a paciência do leitor pode não ser tanta quanto o exige a fragmentação do relato das intrigas. Resumindo: é um romance com qualidades que se lê com dificuldade. O leitor tem que recompor partes demasiado dispersas num todo de difícil apreensão.

Convirá, ainda, saber o que o romance ganha com esta organização problemática, que poderia corresponder à necessidade de uma outra interpretação dos acontecimentos narrados ou da época representada; não é o caso. A dispersão cronológica não acrescenta nada, e a narrativa fica à superfície dos factos históricos representados, não demonstrando um trabalho de aprofundamento dos discursos da época quer em sentido literal quer em sentido mais extenso. Ou seja: os discursos das personagens e do narrador não se diferenciam daquilo que um pessoa medianamente culta supõe que eram os discursos da época. Mas uma pesquisa de documentos desse tempo, aupõe-se também, revelaria outros discursos. Além disso, uma época tem o seu próprio modo de pensar a realidade, modo esse que se traduz nos textos escritos (à falta do vivido do tempo). É essa "diferença" estabelecida pela própria textura da época que pode tornar um romance histórico pertinente nos dias de hoje.

Alberto Oliveira Pinto não é um principiante: tem cinco romances publicados (desde 1990) e uma intensa actividade de uma escrita considerada como animação cultural. A quantidade encontra-se assegurada. Talvez seja tempo de repensar a noção de que um romance cria um universo próprio. Aqui, a época representada é frequentemente indiferenciada por lugares-comuns que não foram postos em causa. A não ser que o intuito do autor fosse apenas o de lembrar ao leitor que em tempos houve uma figura polémica, a do marquês de Pombal, que "reinou" em Portugal até 1776. Como propósito de autor de romance, é pouco ambicioso.

Eunice Cabral, em Público, 20/01/1996

Fontes: multiculturas.com

pt.wikipédia

Projecto Vercial

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Agustina Bessa Luís

 

agustina bessa-luis

Biografia

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante em 1922, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, por parte da mãe. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Fixou-se, entretanto, no Porto, onde reside.

Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. 

Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo. 

Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). 

Entre 1986 e 1987 foi Directora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. 

É membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo já sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).

É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem é amiga e com quem tem trabalhado de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).

Recebe aos 81 anos o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões, em 2004.

 

Fonte: mulheres-ps20

obra agustina bessa-luis
Obras publicadas

Ficção
  • 1948 - Mundo Fechado (novela)
  • 1950 - Os Super-Homens (romance)
  • 1951-1953 - Contos Impopulares (romance)
  • 1954 - A Sibila (romance)
  • 1956 - Os Incuráveis (romance)
  • 1957 - A Muralha (romance)
  • 1958 - O Susto (romance)
  • 1960 - Ternos Guerreiros (romance)
  • 1961 - O Manto (romance)
  • 1962 - O Sermão do Fogo (romance)
  • 1964 - As Relações Humanas: I - Os Quatro Rios (romance)
  • 1965 - As Relações Humanas: II - A Dança das Espadas (romance)
  • 1966 - As Relações Humanas: III - Canção Diante de uma Porta Fechada (romance)
  • 1967 - A Bíblia dos Pobres: I - Homens e Mulheres (romance)
  • 1970 - A Bíblia dos Pobres: II - As Categorias (romance)
  • 1971 - A Brusca (contos)
  • 1975 - As Pessoas Felizes (romance)
  • 1976 - Crónica do Cruzado Osb (romance)
  • 1977 - As Fúrias (romance)
  • 1979 - Fanny Owen (romance histórico)
  • 1980 - O Mosteiro (romance)
  • 1983 - Os Meninos de Ouro (romance)
  • 1983 - Adivinhas de Pedro e Inês (romance histórico)
  • 1984 - Um Bicho da Terra (romance histórico, biografia de Uriel da Costa)
  • 1984 - Um Presépio Aberto (narrativa)
  • 1985 - A Monja de Lisboa (romance histórico, biografia de Maria de Visitação)
  • 1987 - A Corte do Norte (romance histórico)
  • 1988 - Prazer e Glória (romance)
  • 1988 - A Torre (conto)
  • 1989 - Eugénia e Silvina (romance)
  • 1991 - Vale Abraão (romance)
  • 1992 - Ordens Menores (romance)
  • 1994 - As Terras do Risco (romance)
  • 1994 - O Concerto dos Flamengos (romance)
  • 1995 - Aquário e Sagitário (narrativa)
  • 1996 - Memórias Laurentinas (romance)
  • 1997 - Um Cão que Sonha (romance)
  • 1998 - O Comum dos Mortais (romance)
  • 1999 - A Quinta Essência (romance)
  • 1999 - Dominga (conto)
  • 2000 - Contemplação Carinhosa da Angústia (antologia)
  • 2001 - O Princípio da Incerteza: I – Jóia de Família (romance)
  • 2002 - O Princípio da Incerteza: II – A Alma dos Ricos (romance)
  • 2003 - O Princípio da Incerteza: III – Os Espaços em Branco (romance)
  • 2004 - Antes de Degelo (romance)
  • 2005 - Doidos e Amantes (romance)
  • 2006 - A ronda da noite (romance)

Biografias
  • 1979 - Santo António
  • 1979 - A Vida e a Obra de Florbela Espanca (biobibliografia)
  • 1979 - Florbela Espanca
  • 1981 - Sebastião José
  • 1982 - Longos Dias Têm Cem Anos – Presença de Vieira da Silva
  • 1986 - Martha Telles: o Castelo Onde Irás e Não Voltarás (ensaio e biografia)

Teatro
  • 1958 - Inseparável ou o Amigo por Testamento
  • 1986 - A Bela Portuguesa
  • 1992 - Estados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard
  • 1996 - Party: Garden-Party dos Açores – Diálogos
  • 1998 - Garret: O Eremita do Chiado

Crónicas, memórias, textos ensaísticos
  • 1961 - Embaixada a Calígula (relato de viagem)
  • 1979 - Conversações com Dimitri e Outras Fantasias (crónicas)
  • 1980 - Arnaldo Gama – “Gente de Bem”
  • 1981 - A Mãe de um Rio (texto e fotografia)
  • 1981 - Dostoievski e a Peste Emocional
  • 1981 - Camilo e as Circunstâncias
  • 1982 - Antonio Cruz, o Pintor e a Cidade
  • 1982 - D.Sebastião: o Pícaro e o Heroíco
  • 1982 - O Artista e o Pensador como Minoria Social
  • 1984 - ”Menina e Moça” e a Teoria do Inacabado
  • 1986 - Apocalipse de Albrecht Dürer
  • 1987 - Introdução à Leitura de “A Sibila”
  • 1988 - Aforismos
  • 1991 - Breviário do Brasil (diário de viagem)
  • 1994 - Camilo: Génio e Figura
  • 1995 - Um Outro Olhar sobre Portugal (relato de viagem), com fot. de Pierre Rossollin, e il. de Maluda
  • 1996 - Alegria do Mundo I: escritos dos anos de 1965 a 1969
  • 1997 - Douro (texto e fotografia), em colab. com Mónica Baldaque
  • 1998 - Alegria do Mundo II: escritos dos anos de 1970 a 1974
  • 1998 - Os Dezassete Brasões (texto e fotografia)
  • 1999 - A Bela Adormecida
  • 2000 - O Presépio: Escultura de Graça Costa Cabral (texto e fotografia), em colab. com Pedro Vaz
  • 2001 - As Meninas (texto e pintura)
  • 2002 - O Livro de Agustina (autobiografia)
  • 2002 - Azul (divulgação), em colab. com Luísa Ferreira
  • 2002 - As Estações da Vida (texto e fotografia), fot. Jorge Correia Santos
  • 2004 - O Soldado Romano, com il. de Chico

Literatura infantil
  • 1983 - A Memória do Giz, com il. de Teresa Dias Coelho
  • 1987 - Contos Amarantinos, com il. de Manuela Bacelar
  • 1987 - Dentes de Rato, com il. de Martim Lapa
  • 1990 - Vento, Areia e Amoras Bravas, com il. de Mónica Baldaque
  • 2007 - O Dourado, com il. de Helena Simas

Adaptações cinematográficas
  • 1981 - Francisca, real. Manoel de Oliveira, romance Fanny Owen
  • 1993 - Vale Abraão, real. Manoel de Oliveira, romance Vale Abraão
  • 1995 - O Convento, real. Manoel de Oliveira, com Catherine Deneuve e John Malkovich, romance As Terras do Risco
  • 1998 - Inquietude, real. Manoel de Oliveira, conto A Mãe de um Rio, Prémio Globo de Ouro (1999) para a melhor realização
  • 2002 - O Princípio da Incerteza, real. Manoel de Oliveira, romance O Princípio da Incerteza
  • 2005 - Espelho Mágico, real. Manoel de Oliveira, romance A Alma dos Ricos

 

CITAÇÃO:

A Doutrina Perfeita

Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: «você, que é independente». Não sou assim; continuamente devo ceder a pequenas fórmulas sofisticadas que corrompem, que dão um sentido inverso à nossa orientação, que fazem com que a transparência do coração se turve. Continuamente a nossa insegurança, o egoísmo, o espírito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a espécie de circunstâncias que tomam o partido da vida como desfrute à sensação se sobrepõem à luz interior. Só a fé é independente. Só ela está para além do bem e do mal.

Estar para além do bem e do mal aplica-se a Cristo. «Perdoa ao teu inimigo, oferece a outra face» - disse Ele. Não é um conselho para humilhados, não é um preceito para mártires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religião de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experiência-limite, uma visão do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consciência foi saturada, para além do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo não o faz por contrariedade do seu instinto, por reparação dos seus pecados; mas porque não pode proceder de outra maneira.


A sua natureza simplificou-se; nada o pode abalar, porque ele desesperou para sempre da sua controvérsia e, possivelmente, da sua humanidade. A agonia do Homem é isto - a sua conversão à luz interior. Qualquer doutrina que professe a luta, seja doutrina social ou religiosa, impõe-se facilmente às massas, porque a luta bloqueia a evolução profunda do homem, a qual é motivo da sua angústia. Um sábio, grande figura bíblica, disse: «A causa do temor não é outra coisa senão a renúncia aos auxílios que procedem da reflexão». Ligados todos por uma igual cadeia de trevas, os homens julgam superar os factos por meio duma acção violenta. Dispersam os seus fantasmas prodigiosos durante algum tempo, mas logo são surpreendidos por inesperados terrores. A melhoria das suas condições de trabalho, o direito ao lazer e à cultura, a protecção à saúde e à velhice, tudo isso foi uma necessidade imposta pelos factos, mas só actua como lei se for manifestado pela reflexão. A doutrina perfeita nem ofende a multidão nem se arroja a seus pés. Não é feita de belas palavras nem dum folclore de atitudes. A natureza combate pelos justos. Essa natureza é a fé.


Agustina Bessa-Luís, in 'Contemplação Carinhosa da Angústia'

Mais informação em:

pt.wikipedia

mulheres.ps20

blogs.sapo

instituto camões

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Adolfo Simões Müller

 Adolfo simões Muller

Nasceu em Lisboa, em 1909 e faleceu em 1989.

Foi secretário de redacção do jornal Novidades; fundou, na década de 30, o jornal infantil O Papagaio - que dirigiu até 1941 - , tendo dirigido ainda outro jornal infantil - Diabrete.

Foi director do gabinete de estudos de programas da Emissora Nacional, e produtor de programas para a rádio, entre os quais programas de teatro radiofónico.

Escreveu livros para adultos, mas foi a literatura infantil que o celebrizou.

Adaptou muitas biografias de pessoas importantes na história da humanidade, ( Camões, Miguel de Cervantes, Hans Christian Andersen, Gago Coutinho, Florence Nightingale e muitos outros) numa linguagem fácil de entender por crianças e jovens.

mil e uma noites

Publicou, entre outros, os seguintes livros infantis:

Caixinha de brinquedos,1937 - Prémio Nacional de Literatura Infantil

O Feiticeiro da Cabana Azul, 1942 - Prémio Nacional de Literatura Infantil

Historiazinha de Portugal, 1944

Aventuras de Trinca-Fortes: Pequena História de Luís de Camões e do seu Poema, 1946

D. Maria de Trazer por Casa, 1947 - peça de teatro

O Livro das Fábulas, 1950

A Primeira Volta ao Mundo, 1971 - Prémio Nacional de Literatura

Recebeu, em 1982, o Grande Prémio de Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.

Fonte: Escritores de Sonho(s) - Autores

Mais informação em: pt.wikipedia