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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alexandre Babo

 

Alexandre Babo

Nome: Alexandre Feio dos Santos Babo

Nascimento: 30-7-1916, Lisboa

Morte: 2-11-2007, Cascais

Escritor e dramaturgo português, Alexandre Feio dos Santos Babo nasceu a 30 de Julho de 1916, em Lisboa, e morreu a 2 de Novembro de 2007, em Cascais. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1933, tendo exercido posteriormente advocacia.

Foi director do Teatro Experimental do Porto - onde trabalhou com Egito Gonçalves, João Maio e com o pintor António Pedro como encenador -, grupo de que se separou em 1960 para dirigir, com Luís de Lima e João Apolinário, o Grupo de Teatro Moderno.

Crítico teatral, autor de adaptações teatrais (O Arco de Santana de Almeida Garrett) e de peças em que evolui do simples entrecho de efeito melodramático de Há Uma Luz que se Apaga, para um teatro de intenção, marcado por preocupações humanistas.

Exerceu cargos directivos em associações de amizade com países socialistas criadas no pós-25 de Abril e foi sócio-fundador da Associação Portuguesa de Escritores.

Bibliografia:

Há Uma Luz que se Apaga, Porto, 1951;

Encontro, Porto, 1955;

Autobiografia, Porto, 1957;

Esboço de Orientação ou O Início de uma Prática de Teatro (com João Apolinário e Fernando Gaspar), Lisboa, 1960;

Problemas do Teatro Português, Porto, 1960;

Estrela Para um Epitáfio, Porto, 1961;

Sem Vento de Feição (contos), Fundão, 1972;

Jardim Público, Fundão, 1972;

A Reunião, 1977;

Recordações de um Caminheiro, Fundão, 1984

Fonte: Alexandre Babo – Infopédia

Mais informação: Pt.wikipedia

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Albino Forjaz de Sampaio

ALBINO SAMPAIO

Albino Maria Pereira Forjaz Sampaio de nasceu em Lisboa no ano de 1884 e faleceu na mesma cidade no ano de 1949.

Esquecido e ignorado hoje em dia, Forjaz de Sampaio, foi autor de um dos livro mais vendidos do século XX - Palavras Cínicas (1905) - que, à morte do autor, tinha já tido 46 edições.

Dele disse Almada Negreiros no seu "Manifesto Anti-Dantas": «E o raquitico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Luta a que o Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento!».

Albino Forjaz de Sampaio começou a sua carreira literária como jornalista no jornal A Lucta sob o patronato de Fialho de Almeida e Brito Camacho. O seu percurso teve duas fases distintas, um pouco como a sua escrita. Se de início a sua escrita aprendeu muito do jornalismo, o falar da rua, do submundo lisboeta, a resposta rápida, numa segunda fase da sua carreira procurou legitimar essas suas características como formas arcaicas, coloquialismos de origem erudita que foi encontrar nas suas investigações sobre o antigo teatro popular. 

A crónica de crítica social que procurava inverter a moral comum da época tornou-o famoso sobretudo pelo escândalo que as suas opiniões originavam. Fazia-o um pouco à maneira de Oscar Wilde mas num país ainda menos preparado para tais agitações. Daí que a sua estreia tenha sido estrondosa (embora as crónicas jornalísticas que já publicara o anunciassem), foi essa estreia com o livro Palavras Cínicas que, no começo do século (1905), deixava os portugueses tudo menos indiferentes: muitos criticaram, outros riram alguns elogiaram, mas muitos admitiram a verdade das opiniões emitidas, da subversão da moral vigente, dos juízos anti-clericais, da crendice popular, da "esperteza" saloia, da clara opinião de que a Vida não vale a pena no mundo em que se vivia.

A partir deste sucesso Forjaz de Sampaio levou a sua crítica social ao ponto de criar uma arte da crítica ou, como o poria Wilde, a crítica pela crítica. Com humor, cinismo e uma ausência completa de consciência social a obra de Forjaz de Sampaio "fez-se" como a de muitos escritores que "ninguém lê" mas cujas edições se esgotam atrás de edições.

O acme deste género de que foi o único cultor foi atingido com Crónicas Imorais (1909) - o exemplo mais conseguido desta sua arte - e continuou com Prosa Vil (1911), Cantáridas e Violetas (1915), Tibério, Filósofo e Moralista (1918), ou O Homem que deu o seu Sangue (1921) entre outros.

O segundo género que desenvolveu, de menor interesse e originalidade de acordo com Oscar Lopes, foi o naturalismo com tendências decadentistas que desenvolveu em volumes de contos e algumas novelas. Tinha este género já alguns percursores como Raúl Brandão e sofria a influência das filosofias de Nietzsche ou Schopenhauer (de quem aliás Forjaz de Sampaio traduziu As Dores do Mundo). É a vertente da obra do autor que menos interesse suscitará senão pelo quadro da miséria em Portugal que descreve com rigor jornalístico. A precisão da descrição interessará muitos olissipógrafos pelos conhecimentos profundos que revela de um submundo lisboeta que mais nenhum escritor da época descrevia em tanto pormenor.

A escrita de Forjaz de Sampaio é um mundo a descobrir. O escritor desenvolveu uma linguagem muito sua inventando inúmeros vocábulos e passando para o papel uma série de coloquialismos originais e que muito ajudavam construção do humor que os seus escritos patenteavam. Como muitos dos escritores seus contemporâneos, Forjaz de Sampaio era um artista da frase, da máxima (em 1922 dava ao prelo Mais Além do Amor e da Morte, um livro de máximas e pensamentos). Toda a sua escrita era constituída por um conjunto de artifícios que visavam o culminar numa máxima / frase central que muitas vezes era igualmente o contrário do argumento que tinha vindoa elaborar.

O seu ensejo de escandalizar levava a algumas inovações no mundo editorial de então, em 1916 Forjaz de Sampaio reuniu-se com o pintor Bento de Mântua no sentido de elaborar a obra O Livro das Cortesãs, tratava-se de uma antologia de poetas portugueses e brasileiros (da poesia trovadoresca até aos poetas contemporâneos) cujos poemas tivessem por tema as prostitutas e a prostituição.

A crítica mordaz, a frase curta e incisiva e o seu "linguajar ofensivo" fizeram de Forjaz de Sampaio um dos escritores mais amados mas também um dos mais odiados da literatura portuguesa. As suas obras são extremamente actuais na crítica que fazem de uma sociedade que perde os seus valores e ideologias. Na maneira como vê o jornalismo sensacionalista e a sua influência sobre as massas. Na forma como via o curso que o panorama cultural português levava. Na crise que anunciava a II Guerra Mundial. Na forma como anunciava a morte da literatura pela morte da leitura... 

Quem hoje ler essas crónicas de Albino Forjaz de Sampaio poderá certamente considerá-lo o Jules Verne da sociedade portuguesa pela forma como as suas predições vieram a realizar-se.

Estes dois géneros foram essencialmente desenvolvidos na primeira fase da sua carreira.

Uma segunda fase da sua carreira começou a verificar-se por volta da década de 20. Se até aí Forjaz de Sampaio tinha sido o menos canónico dos escritores, de um momento para o outro o escritor começa a interessar-se pela história da literatura portuguesa, torna-se um bibliófilo acérrimo. Rapidamente e através do seu conhecimento do submundo lisboeta Forjaz de Sampaio reúne de vários pequenos alfarrabistas um enorme espólio da literatura popular o que resulta na publicação de Teatro de Cordel (1920-1922), ainda hoje um dos melhores estudos de conjunto sobre o teatro português nos séculos XVII, XVIII e inícios do século XIX. Esta publicação editada pela Academia das Ciências de Lisboa mereceu ao autor, até então considerado "vulgar e rasteiro" a condição de Sócio Honorário da mesma Academia.

Com efeito, se bem que já em 1916 no livro Grilhetas juntasse alguns textos sobre escritores e obras literárias (um dos quais um genial ensaio sobre os problemas financeiros de Camilo e a influência que tiveram no percurso literário do escritor, ensaio elaborado a partir de um conjunto de documentação que o Forjaz de Sampaio adquirira por «tuta e meia» de que constava a correspondência de Camilo com os seus editores e a contabilidade destes últimos), é a partir da publicação de Teatro de Cordel que Forjaz de sampaio vê serem-lhe reconhecidos os primeiros méritos por um mundo literário português que até então o desprezara porque o receava.

Neste processo de institucionalização a publicação de sequência de obras de investigação literária e o jornalismo deste mesmo jaez seguem-se a um ritmo alucinante, Homens de Letras (1930), a colecção "Patrícia" dedicada aos maiores vultos da literatura portuguesa publicada a partir de 1924 (sob o patrocínio do Diário de Notícias) e em perto de 30 volumes e a sua monumental História Ilustrada da Literatura Portuguesa em 3 volumes são disso exemplo.

Nos últimos anos da sua vida, Albino Forjaz de Sampaio dedicou-se essencialmente aos estudos de biblioteconomia, à história do livro e da tipografia.

Publicou alguns volumes de cariz eminentemente nacionalista na sequência da política de espírito criada por António Ferro.

Morreu em Lisboa, a sua cidade de eleição, a escrever um artigo para um jornal. Forjaz de Sampaio nunca se afirmou um escritor mas bradou aos quatro ventos que era um "jornalista levado dos diabos". 

Albino Sampaio - Livro

Bibliografia completa:

1902: O sol do Jordão [poesia];

1903: Versos do Reyno [poesia];

1904: Illuminuras [poesia];

1905: Palavras Cínicas [crónicas / cartas];

1909: Crónicas Imorais [crónicas];

1910: Lisboa Trágica [contos];

1911: Prosa Vil [crónicas / ensaios],

Como se implantou a República em Portugal [ensaio];

1914: Gente da Rua [novela];

1915: Cantáridas e Violetas [crónicas];

1916: Grilhetas [crónicas / ensaios],

O Livro das Cortesãs [antologia poética e artística com Bento de Mântua];

1917: Vidas Sombrias [contos];

1918: A Avalanche [obra sobre a II Guerra mundial],

Tibério, Filósofo e Moralista [crónicas / diálogos],

Os Bárbaros I - António Nobre [ensaio bio-bibliográfico];

1919: Jornal de Um Rebelde [crónicas];

1920: Subsídios para a história do teatro português: teatro de cordel - catálogo da colecção do autor [ensaio / bibliografia];

1921: O Homem que Deu o Seu Sangue [contos / crónicas];

1922: Cosmopolia [conto / crónica / ensaio],

Teatro de Cordel [ensaio / bibliografia],

Mais Além do Amor e da Morte [máximas e pensamentos];

1923: Do Amor: evocação da Lisboa seiscentista e de um sermão do Padre António Vieira pregado... em 1645, seguida do mesmo sermão lido pelo grande actor Eduardo Brazão... / por Albino Forjaz de Sampaio, com as palvras previas... D. Thomaz de Mello Breyner;

1924: Alexandre Herculano: a sua vida e a sua obra (col. Patrícia),A Batalha (col. Patrícia / Monumentos),

Camilo Castelo Branco: a sua vida e a sua obra (col. Patrícia) [1924 ou 1925?],

Eça de Queirós: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Eugénio de Castro: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Fialho d'Almeida - a sua vida e obra (Col. Patrícia) [1924 ou 1925?],

Gomes Leal: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia) [Forjaz de Sampaio foi um dos primeiros escritores do século XX a fazer justiça ao génio de Gomes Leal então esquecido do público],

Guerra Junqueiro: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia);

1925: António Nobre: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Bocage: sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Camilo e o centenário,

Gil Vicente: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Júlio Dantas: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Júlio Diniz: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Marcelino Mesquita: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Marqueza d'Alorna: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

As mais lindas quadras populares [antologia],

Os escriptores: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia);

1926: Porque me Orgulho de Ser Português [obra de exaltação nacional],

As cartas de amor de Soror Mariana (Col. Patrícia),

Dom João da Câmara - a sua vida e obra (Col. Patrícia),

Garcia de Resende - a sua vida e obra ( Col. Patrícia),

Henrique Lopes de Mendonça: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Júlio César Machado: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Nicolau Tolentino: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Sá de Miranda - a sua vida e obra (Col. Patrícia);

1927: Augusto Gil - A Sua Vida e Obra (Col. Patrícia),

Fernão Lopes: sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Gonçalves Crespo - a sua vida e obra (Col. Patrícia),O livro: história trágico-marítima (Col. Patrícia),

Manuel Bernardes: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Silva Pinto - a sua vida e obra (Col. Patrícia);

1929: Início da publicação em fascículos da História da literatura portuguesa ilustrada com colaboração de Afonso Lopes Vieira que se vem a concluir em 1942,

Catálogo de livros... que constituem boa parte do recheio da biblioteca de Delfim Guimaräes... [que] será vendida em leiläo... (org. e pref.);

1930: Homens de Letras [ensaios bio-bibliográficos / crónicas / entrevistas];

1931: Abel Botelho: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Guilherme de Azevedo: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

João de Deus: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

António Feijó: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Poetisas de hoje (Col. Patrícia),

André Brun: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia),

Tomás Ribeiro: a sua vida e a sua obra (Col. Patrícia);

1932: A Tipografia Portuguesa no Século XVI [estudo],

As Melhores Páginas da Poesia Portuguesa (Antologia),

Poeira do Caminho - Páginas Escolhidas (vinte e sete anos de vida literária) (com um prefácio do Dr. Ricardo Jorge);

1933: As melhores páginas do teatro português: de Gil Vicente a nossas dias [antologia];

1935: Cartilha de Portugueses [obra de exaltação nacional],

As melhores páginas da literatura femenina: prosa [antologia],

As melhores páginas da literatura femenina: poesia [antologia],

Carlos Reis: pintura portuguesa (Col. Patrícia),D. Cristovão da Gama (Col. Pelo Império);

1936: Salvador Correia de Sá e Benevides: o restaurador de Angola (Col. Pelo Império),

Pero da Covilhä (Col. Pelo Império);

1938: No Porão da Vida [crónicas],

Como devo formar a minha biblioteca: ensaio [até há bem pouco tempo este ensaio sobre bibliotecas e organização bibliográfica era recomendado em cursos de arquivo e bibliotecas];

1939: Volúpia: a nona arte: a gastronomia [ensaio / crónicas];

1941: Osvaldo Orico - A sua vida e obra (Col. Patrícia);

1943: O que todo o português deve saber de Portugal [obra de exaltação nacional];

Sem data: Schopenhauer [ensaio bio-bibliográfico].

O autor prefaciou obras de:

Ladislau batalha; Baudelaire; Guilherme Braga; D. João da Câmara; Camilo Castelo Branco; Júlio Dinis; José Duro; António Ferreira; Agostinho Fortes; João Penha ou ainda Delfim Guimarães.

Obras relacionadas:

Catálogo da importante e valiosa biblioteca do ilustre escritor Albino Forjaz de Sampaio (1945);

Coelho, João [este autor era, na época, um dos mais importantes e lidos escritores brasileiros], Veneno?: resposta às palavras cínicas de Albino Forjaz de Sampaio (1917);

Freire "Mário", João Paulo, Albino Forjaz de Sampaio, escôrço bio-bibliográfico (s.d.)

Nótula de Hugo Renato Freitas Xavier

Outros Links:

sábado, 17 de janeiro de 2009

Alberto de Sousa Costa

 

Alberto de Sousa Costa (Vila Pouca de Aguiar, 10 de Maio de 1879 - 11 de Janeiro de 1961) foi um escritor português.

Biografia

Alberto de Sousa Costa era bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Em 1911 criou a Tutoria da Infância organismo do Ministério da Justiça que visava julgar todos os processos, cíveis e criminais, relativos aos menores. Junto das Tutorias funcionavam os Refúgios da Tutoria, que asseguravam o acolhimento temporário dos menores com vista à observação das situações que os envolviam. Exerceu o cargo de secretário da Tutoria Central da Infância de Lisboa e, posteriormente, do Tribunal do Comércio.

Na sua carreira literária, dedicou-se ao conto, à novela, ao romance, ao teatro, à crónica, à literatura de viagens e ao ensaio, tendo sido um excelente camilianista. Foi um ficcionista de reconstituição histórica e de pitoresco regional. Os seus cenários preferidos retratavam a burguesia coimbrã e os rurais da região do Douro.

Obras publicadas

Contos e novelas
  • 1907 - Excêntricos
  • 1927 - Canto do Cisne
  • 1931 - Como se Faz um Ladrão

Romances
  • 1914 - Ressurreição dos Mortos
  • 1917 - A Pecadora
  • 1936 - Miss Século XX

Crónicas
  • 1925 - Milagres de Portugal
  • 1936 - Mapa Falado de Portugal

Evocações históricas
  • 1919-30 - Páginas de Sangue (em dois volumes)

Obras teatrais
  • 1921 - Frei Satanás
  • 1923 - A Marquesinha

Ensaio
  • 1959 - Camilo no Drama da Sua Vida

Fonte: pt.wikipédia

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Alberto de Serpa

          AlbertodeSerpa Alberto de Serpa nasceu no Porto, a 12 de Dezembro de 1906. Foi um poeta português. Frequentou a Faculdade de Direito de Coimbra, onde não concluíu qualquer curso, após regressar ao Porto foi empregado de comércio e de escritório e tornou-se posteriormente um professional de seguros.  Em  1936 esteve preso por motivos políticose mais tarde integrou-se no movimento Presença. Fundou, com Vitorino Nemésio, a Revista de Portugal. Colaborou em várias revistas e jornais brasileiros e portugueses. Publicou com José Régio, as  antologias, Poesia de Amor e Na Mão de Deus. Faleceu a 8 de Outubro de 1992.

                          • Obras publicadas
                          • Ensaios
                          • 1948 - Vida, Poesias e Males de António Nobre
                          • 1952 - Poetas... Poetas...
                          • Novela
                          • 1923 - Saudades do Mar
                          •  Poesia
                          • 1924 – Quadros
                          • 1924 – Evoé
                          • 1934 – Varanda
                          • 1934 – Descrição
                          • 1935 - Vinte Poemas da Noite
                          • 1940 - A Vida É o Dia de Hoje
                          • 1940 - Lisboa é Longe
                          • 1940 - Drama, Poemas de Paz e da Guerra
                          • 1943 – Fonte
                          • 1944 – Poesia
                          • 1945 – Nocturnos
                          • 1948 – Rua
                          • 1952 – Pregão
                          • 1952 - Vê Se Vês Terras de Espanha
                          • 1958 - Os Versos Secretos

                     

                    POEMA:

                    A UM JOVEM CAMARADA

                    Meu Camarada moço,
                    - Lidos os teus poemas,
                    Apenas posso
                    Dizer-te que não temas
                    Dar-lhes o fogo, a morte, o esquecimento.
                    Se queres a Poesia, vai para ela
                    Puro, desnudo, de ímpeto violento,
                    Como para a mulher
                    Em que parou teu sonho, - se és o seu.
                    Vai, como ela te quer.
                    Mas se outra chama inflama o teu amor,
                    Se outro sonho tão belo te rendeu,
                    Tem coragem nobre de depor
                    Os versos que não são teu instrumento.
                    Toma outras armas mais condizentes.
                    Não, a Poesia não a violentes!
                    Deixa os versos ao vento…

                    Mais poemas em:

                    quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

                    Alberto Pimentel

                    alberto_pimentel

                    Alberto Augusto de Almeida Pimentel,  nasceu em Cedofeita na cidade do Porto, a 14 de Abril de 1849, foi escritor e jornalista, amigo de Camilo Castelo Branco, colaborou em inúmeros jornais e revistas, foi "professor na Escola Académica e no Colégio Parisiense, de Lisboa", "inspector das escolas primárias", "administrador do concelho de Portalegre", "redactor da Câmara dos Pares e Deputado". Faleceu em Queluz, Lisboa no ano de 1925.

                    Alberto Pimentel 1 

                    Obras

                    Romances
                    • A açucena de ouro : romance, 1925
                    • A guerrilha de Frei Simão : romance histórico, 1895
                    • A porta do Paraíso : chrónica do reinado de D. Pedro V : romance original, 1873
                    • A princesa de Boivão : romance original, 1897
                    • As netas do Padre Eterno : romance original, 1895
                    • Aventuras de um pretendente pretendido : romance , 1883
                    • Flor de Myosótis : romance original, 1886
                    • Idílios à beira d'água : romance, 1870
                    • O annel mysterioso : scenas da Guerra Peninsular : romance original, 1873
                    • O arco de Vandôma : romance, 1916
                    • O descobrimento do Brazil : romance original, 1895
                    • O lobo da Madragôa : romance original, 1904
                    • O melhor casamento : romance
                    • O romance da Rainha Mercedes, 1879
                    • O segredo de uma alma : romance original, 1893
                    • O Testamento do sangue : Romance, 1872
                    • Terra prometida : romance, 1918
                    • Um conflito na corte : romance histórico

                    Biografias
                    • O Poeta Chiado, 1901
                    • Esboço biographico da Senhora Marqueza de Rio Maior, 1897
                    • Lopo Vaz de Sampaio e Mello: esboço biographico, 1891
                    • O romance do romancista : a vida de Camillo Castello Branco, 1890
                    • Vida mundana de um frade virtuoso : perfil histórico do séc. XVII, 1889

                    Teatro
                    • A greve : scena comica, 1878
                    • Dispa-se! : comédia em um acto, 1877

                    Poesia
                    • Joaninha : poema em quatro cantos, 1868
                    • Lira cívica : poesia anti-ibérica, 1868
                    • Lírios : poesias / Alberto Pimentel, 1873
                    • O nariz : poesia cómica, 1867
                    • Que joven telémaco! : poesia cómica, 1868
                    • Rindo... : monólogo em verso, 1887
                    • Rosas brancas : poemeto, 1868

                    Obras políticas
                    • A questão das pescarias : projecto de lei : apresentado à Camara dos senhores deputados na sessão de 9 de Março de 1891, 1891

                    Ensaios/História
                    • A musa das revoluções : memória sobre a poesia popular portuguesa nos acontecimentos políticos, 1885
                    • A triste canção do sul : subsídios para a história do fado, 1904

                    Etnografia e tradições populares
                    • As alegres canções do norte, 1905
                    • A dança em Portugal, 1892
                    • Cantares, 1875
                    • Espelho de portugueses, 1901

                    Viagens
                    • Guia do viajante na cidade do Porto e seus arrabaldes..., 1877
                    • Guia do viajante nos caminhos de ferro do norte em Portugal, 1876
                    • Sem passar a fronteira, 1902

                    Traduções
                    • A agonia de Luiz de Camões : romance historico, (trad. Amadeu Tissot) 1880
                    • A jornada do medo : romance, (trad. Eric Ambler)
                    • A última reportagem: romance, (trad. Thomas Polsky, Tít. orig.: Curtains for the editor)
                    • Comei para serdes belas (trad. Benjamin Gaylord Hanser)
                    • Memorial da família : romance (trad. Émile Souvestre), 1873
                    • Nossa Senhora de Lourdes : obra honrada com um breve especial concedido ao auctor por Sua Santidade o Papa Pio IX (trad. Henrique Lasserre, 1876
                    • O degredado : romance (trad. Mery), 1873
                    • O primo Pons (trad. Honoré de Balzac)
                    • Os elegantes de outro tempo (trad. Xavier de Montépin
                    • Ursula Mirouêt (trad. Honoré de Balzac)

                    Publicações Periódicas
                    • Almanach da Livraria Internacional, 1873
                    • Manual de legislação usual para uso da Camara dos Dignos Pares do Reino, 1891-1894
                    • Revista de Setubal, 1884-1909

                    Outras (ajude na catalogação)
                    • A alma do rei de Thule, 1878
                    • A corte de D. Pedro IV, 1896
                    • A jornada dos séculos, 1920
                    • A praça nova, 1916
                    • A primeira mulher de Camilo, 1916
                    • A última ceia do Doutor Fausto, 1876
                    • A ultima côrte do absolutismo em Portugal, 1893
                    • A varanda de Nathercia, 1880
                    • Albúm de ensino universal: livro d'instrucção popular, 187-?
                    • Arguido à força, 1960
                    • As amantes de D. João V : estudos históricos, 1892
                    • Atravez do passado, 1888
                    • Camillo : anedoctas, históricas e populares : conceitos e críticas, 193-?
                    • Cartas da Ericeira : Recordações de um escritor, 1995
                    • Cascaes : in sem passar a fronteira, 2000
                    • Castellos de cartas, 1898. -1 v
                    • Christo não volta : (Resposta ao "Voltareis, ó Christo ?..." de Camillo Castello Branco), 1873
                    • Chronicas de viagem, 1888
                    • Conferência pedagógica recitada no dia 17 de Abril de 1875, 1876
                    • Contos ao correr da pena, 1869
                    • Da importancia da historia universal philosophica na esphera dos conhecimentos humanos, 1878
                    • Do portal à claraboia, 1872
                    • Dom Sebastião : O Rei da Ericeira, 1997
                    • Entre o café e o cognac, 1873
                    • Figuras humanas, 1905
                    • Fitas de animatógrapho, 1909
                    • Fotografias de Lisboa, 1874
                    • História do culto de Nossa Senhora em Portugal, [pref.1899]
                    • Histórias de reis e príncipes, 1890
                    • Homenagem ao Principe dos poetas Peninsulares... Luiz de Camões : por ocasião do tri centenario do grande Epico, [19--]
                    • Homens e datas, 1875
                    • Idyllios dos Reis, 1886
                    • João Penha : poeta do Minho, 1893
                    • José Carlos dos Santos : na noite do seu benefício no Porto aos 27 de Junho de 1872, 1872
                    • Lições de Pedagogia Geral e de História da Educação, [198-]
                    • Luar de saudade : recordações de um velho escritor, 1924
                    • Manhãs de Cascaes, 1893
                    • Memoria sobre a historia e administração do municipio de Setúbal, 1877
                    • Memórias do tempo de Camilo, 1913
                    • Mysterios da minha rua, 1871
                    • Nervosos, lymphaticos e sanguineos, 1872
                    • Ninho de guincho, 1903
                    • Noites de Cintra, 1892
                    • Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo, 1906
                    • Notas sôbre o Amor de perdição, 1915
                    • O amor e a emoção na mulher, 1944
                    • O capote do snr. Braz, 1877
                    • O Hospital de Sinfães, 1884
                    • O livro das flores : legendas da vida da Rainha Santa, 1874
                    • O livro das lágrimas : legendas da vida de Santo António de Lisboa, [1875]
                    • O Porto ha trinta annos, 1892
                    • O Porto na berlinda : memórias d'uma família portuense, 1894
                    • O Porto por fora e por dentro, 1878
                    • O que anda no ar, [1881?]
                    • O sonho da Rainha, 1900
                    • O Torturado de Seide : Camilo Castelo-Branco, 1921
                    • O vinho : narrativa popular, [19--]
                    • Obras do poeta Chiado, [1889?]
                    • Os amores de Camillo : dramas íntimos colhidos na biografia de um grande escritor, 1899
                    • Os Callixtos : monologo, 1897
                    • Os netos de Camilo, 1901
                    • Pedologia, [198-]
                    • Peregrinações n'aldea, 1870
                    • Photographias de Lisboa, 1874
                    • Poetas do Minho, 1893
                    • Porfia no serão : poemeto, 1870
                    • Portugal de cabelleira, 1875
                    • Psíco-Fisiologia, 1916
                    • Rainha sem reino : estudo histórico do século XV, 1887
                    • Sangue azul : estudos históricos, 18-?
                    • Santo Thirso de Riba d'Ave, 1902
                    • Seára em flor, 1905
                    • Súmula Didáctica : Língua maternal e aritmetica, [198-]
                    • Télas antigas, 1906
                    • Um contemporaneo do Infante Dom Henrique, 1894
                    • Um marido de seis mulheres, 1888
                    • Uma visita ao primeiro romancista portuguez em S. Miguel de Seide, 1885
                    • Vida de Lisboa, 1900
                    • Vinte annos de vida litteraria, 1889
                    • Zamperineida : segundo um manuscripto da Bibliotheca Nacional de Lisboa, 1907

                    Fonte: (OBRAS) - pt.wikipedia

                    terça-feira, 13 de janeiro de 2009

                    Alberto Pimenta

                     alberto_pimenta

                    Alberto Pimenta (Porto, 26 de Dezembro de 1937) é um escritor, poeta e ensaísta português.

                    Destaca-se entre os autores europeus contemporâneos pelo carácter crítico e irreverente da sua obra, bem como pela diversidade dos géneros abordados: poesia, ficção, teatro, linguística, crítica, e até mesmo happenings e performances.

                    Vida e obra

                    Pimenta foi Leitor de Português em Heidelberg, contratado pelo governo português a partir de 1960. Devido à sua oposição ao regime fascista português e à política colonialista em África, foi demitido em 1963. Porém, não voltou ao seu país nesse momento, pois foi contratado pela Universidade de Heidelberg. Aí permaneceu até voltar a Portugal em 1977, poucos anos depois da Revolução dos Cravos.

                    Em 1977, publicou o livro de poesia Ascensão de dez gostos à boca, que sintetiza a combinação, típica desse autor, da experimentação formal com o inconformismo social e político. Nesse mesmo ano, realizou um histórico happening no Jardim Zoológico de Lisboa: trancou-se numa jaula (que ficava ao lado de uma outra onde estavam dois macacos) com uma tabuleta indicando "Homo sapiens". O acontecimento foi registrado no livro homónimo. Também em 1977, lançou o seu livro mais traduzido, "Discurso sobre o filho-da-puta", obra inclassificável que se avizinha do ensaio.

                    Entre as suas obras teóricas, destacam-se O silêncio dos poetas (1978), lançado originalmente na Itália, e A magia que tira os pecados do mundo (1995). O primeiro livro corresponde a um estudo sobre a poesia concreta (ou concretismo) e visual, principalmente a brasileira e a de língua alemã. O segundo, a uma obra de base teórica anti-platónica dividida em vinte e duas partes, cada uma delas correspondendo a um dos arcanos maiores do tarot. Mitos, arquétipos, literatura, (Dante, Camões, Shakespeare, Fernando Pessoa, António Boto, Emilio Villa, Murilo Mendes, Haroldo de Campos) e artistas plásticos (Oskar Kokoschka, Yves Klein, Pablo Picasso) estão entre os objetos desse livro invulgar.

                    A partir da década de noventa, a sua obra passou a referir-se mais directamente aos fenómenos ligados à globalização. Ainda há muito para fazer (1998), por exemplo, é um poema longo que parodia os discursos publicitários e da internet, e trata dos efeitos sociais da Guerra de Kosovo e da União Europeia.

                    Em 2005, lançou Marthiya de Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta, livro de poemas a respeito da invasão do Iraque pelos Estados Unidos da América.

                    O caráter insurrecto e experimental da sua obra ainda tornam Alberto Pimenta um autor controverso no meio académico português. Actualmente é professor convidado na Universidade Nova de Lisboa.

                    Nos últimos anos os seus livros têm sido publicados quase todos pela &etc, de Vitor Silva Tavares, com quem tem uma grande amizade.

                    Livros publicados

                    Poesia
                    • 1970 - O labirintodonte (Lisboa)
                    • 1971 - Os entes e os contraentes (Coimbra)
                    • 1973 - Corpos estranhos (Coimbra)
                    • 1977 - Ascensão de dez gostos à boca (Coimbra)
                    • 1980 - Jogo de pedras (Lisboa: Apia) - Antologia
                    • 1981 - Canto nono (Lisboa)
                    • 1982 - Homilíada Joyce (in Joyciana, com Ana Hatherly, E. M. de Melo e Castro e António Aragão, Lisboa: &etc)
                    • 1983 - In modo di-verso, (Salerno: Ripostes)
                    • 1984 - Adan (Lima: Hueso número)
                    • 1984 - Read Read & Mad (Lisboa: &etc)
                    • 1986 - Metamorfoses do vídeo (José Ribeiro Editor)
                    • 1988 - The Rape (Lisboa: Fenda)
                    • 1990 - Obra quase incompleta (Lisboa: Fenda) - Poesia reunida
                    • 1992 - Tomai, isto é o meu porco (Lisboa: Fenda)
                    • 1992 - A divina multi(co)média (Lisboa: &etc)
                    • 1993 - Santa copla carnal (Lisboa: Fenda)
                    • 1996 - A sombra do frio na parede (Porto: Edições Mortas)
                    • 1997 - Verdichtungen (Viena: Splitter)
                    • 1998 - As moscas de pégaso (Lisboa: &etc)
                    • 1998 - Ainda há muito para fazer (Lisboa: &etc)
                    • 2000 - Ode pós-moderna (Lisboa: &etc)
                    • 2001 - Grande colecção de inverno 2001-2002 (Lisboa: &etc)
                    • 2002 - Tijoleira (Lisboa: &etc)
                    • 2004 - A encomenda do silêncio (São Paulo: Odradek Editorial) - Antologia
                    • 2005 - Marthiya de Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta (Lisboa: &etc)
                    • 2006 - Imitação de Ovídio (Lisboa: &etc).
                    • 2007 - Indulgência plenária (Lisboa: &etc).
                    • 2007 - Planta rubra (Lisboa: &etc).
                    • Metamorfoses do vídeo
                    Prosa
                    • 1977 - Discurso sobre o filho-da-puta (Lisboa: Teorema)
                    • 1980 - Discorso sul figliodiputtana (Milão: All'Insegna del Pesce)
                    • 1982 - Discurso sobre o filho da puta (Rio de Janeiro: Codecri)
                    • 1984 - As 4 estações (Lisboa: &etc)
                    • 1988 - Sex shop suey (Lisboa: &etc)
                    • 1990 - Discurso sobre el hijo de puta (Valencia: Víctor Orenga)
                    • 1994 - O terno feminino (Lisboa: &etc)
                    • 1996 - Adresse aux fils de pute (Paris: L'insomniaque)
                    • 1997 - A repetição do caos (Lisboa: &etc)
                    • 1999 - Elles: um epistolado (com Ana Hatherly; Lisboa: Escritor)
                    • 2000 - Discurso sobre o filho-de-deus, ao qual se segue o Discurso sobre o filho-da-puta (Lisboa: Teorema)
                    • 2004 - Deusas ex-machina (Lisboa: Teorema)
                    Teoria
                    • 1978 - Il silenzio dei poeti (Milão: Feltrinelli)
                    • 1978 - O silêncio dos poetas (Lisboa: A regra do jogo)
                    • 1982 - A (más)cara diante da cara (com João Barrento, Eulália Barros e Y. K. Centeno; Lisboa: Presença)
                    • 1989 - A metáfora sinistra (Lisboa: Quimera)
                    • 1995 - A magia que tira os pecados do mundo (Lisboa: Cotovia)
                    • 2003 - O silêncio dos poetas (edição revista e ampliada com A dimensão poética das línguas; Lisboa: Cotovia)

                    Outros

                    Livros que registam performances, atos poéticos, happenings, exposições e espetáculos
                    • 1977 - Homo sapiens (Lisboa: &etc)
                    • 1979 - Heterofonia (Lisboa: &etc)
                    • 1982 - A visita do Papa (Lisboa: &etc)
                    • 1983 - Tríptico (Homo sapiens, SPECtacULU, Conductus) (Lisboa: &etc)
                    • 1983 - Uni-verso pro-Lixo (Lisboa: Escola Superior de Belas-Artes)
                    • 1985 - O desafio da mundança (Lisboa: Escola Superior de Belas-Artes)
                    • 1990 - Um enlace feliz (Lisboa: Destinos)
                    • 1992 - IV de ouros (Lisboa: Fenda)
                    • 2001 - Selos (em Selos de Waldemar Santos; Porto: Éterogémeas)
                    Preparação de edições
                    • 1978 - Almeida Garrett: O magriço ou Os doze da Inglaterra (texto fixado e comentado; Lisboa: Edições 70)
                    • 1978 - José Daniel Rodrigues da Costa: O balão ou os habitantes da lua (texto comentado; Lisboa: Edições 70)
                    • 1982 - Musa anti-pombalina (sátiras anónimas ao Marquês de Pombal) (Lisboa: A regra do jogo)

                    Links

                    Fonte: pt.wikipedia

                    sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

                    Alberto Ferreira

                     aferreira

                    Alberto Ferreira (Lisboa, 5 de Outubro de 1920 - 10 de Dezembro de 2000) foi um professor, jornalista e escritor português.

                    Biografia

                    Formado na Escola Agrícola de Santarém, Alberto Ferreira percorreu o país na sua profissão como técnico agrário. Posteriormente, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor do ensino secundário a partir de 1974, passando a leccionar Cultura Portuguesa na Faculdade onde estudou, a partir de 1977. Colaborou nas revistas Vértice e Seara Nova. Durante a sua carreira publicou ainda diversos ensaios e obras de ficção.

                      albertof

                       Obras publicadas

                      Ensaios

                    • 1954 - Condições Sociais do Pensamento Moderno

                    • 1959 - Diálogos com a Realidade

                    • 1962 - Da Filosofia para a História

                    • 1968-70 - Bom Senso e Bom Gosto - Questão Coimbrã

                    • 1971 - Perspectiva do Romantismo Português

                    • 1980 - Antologia de Textos da 'Questão Coimbrã'

                    • 1980 - Estudos da Cultura Portuguesa - Século XIX

                      Ficção

                    • 1965 - Diário de Édipo

                    • 1974 - Crise

                    • 1998 - Viagem ao Reino da Mediocracia

                    • 1999 - Deambular ao Lusco Fusco

                    Texto: pt.wikipédia

                    segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

                    Agustina Bessa Luís

                     

                    agustina bessa-luis

                    Biografia

                    Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante em 1922, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, por parte da mãe. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Fixou-se, entretanto, no Porto, onde reside.

                    Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. 

                    Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo. 

                    Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). 

                    Entre 1986 e 1987 foi Directora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. 

                    É membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo já sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).

                    É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.

                    Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem é amiga e com quem tem trabalhado de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).

                    Recebe aos 81 anos o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões, em 2004.

                     

                    Fonte: mulheres-ps20

                    obra agustina bessa-luis
                    Obras publicadas

                    Ficção
                    • 1948 - Mundo Fechado (novela)
                    • 1950 - Os Super-Homens (romance)
                    • 1951-1953 - Contos Impopulares (romance)
                    • 1954 - A Sibila (romance)
                    • 1956 - Os Incuráveis (romance)
                    • 1957 - A Muralha (romance)
                    • 1958 - O Susto (romance)
                    • 1960 - Ternos Guerreiros (romance)
                    • 1961 - O Manto (romance)
                    • 1962 - O Sermão do Fogo (romance)
                    • 1964 - As Relações Humanas: I - Os Quatro Rios (romance)
                    • 1965 - As Relações Humanas: II - A Dança das Espadas (romance)
                    • 1966 - As Relações Humanas: III - Canção Diante de uma Porta Fechada (romance)
                    • 1967 - A Bíblia dos Pobres: I - Homens e Mulheres (romance)
                    • 1970 - A Bíblia dos Pobres: II - As Categorias (romance)
                    • 1971 - A Brusca (contos)
                    • 1975 - As Pessoas Felizes (romance)
                    • 1976 - Crónica do Cruzado Osb (romance)
                    • 1977 - As Fúrias (romance)
                    • 1979 - Fanny Owen (romance histórico)
                    • 1980 - O Mosteiro (romance)
                    • 1983 - Os Meninos de Ouro (romance)
                    • 1983 - Adivinhas de Pedro e Inês (romance histórico)
                    • 1984 - Um Bicho da Terra (romance histórico, biografia de Uriel da Costa)
                    • 1984 - Um Presépio Aberto (narrativa)
                    • 1985 - A Monja de Lisboa (romance histórico, biografia de Maria de Visitação)
                    • 1987 - A Corte do Norte (romance histórico)
                    • 1988 - Prazer e Glória (romance)
                    • 1988 - A Torre (conto)
                    • 1989 - Eugénia e Silvina (romance)
                    • 1991 - Vale Abraão (romance)
                    • 1992 - Ordens Menores (romance)
                    • 1994 - As Terras do Risco (romance)
                    • 1994 - O Concerto dos Flamengos (romance)
                    • 1995 - Aquário e Sagitário (narrativa)
                    • 1996 - Memórias Laurentinas (romance)
                    • 1997 - Um Cão que Sonha (romance)
                    • 1998 - O Comum dos Mortais (romance)
                    • 1999 - A Quinta Essência (romance)
                    • 1999 - Dominga (conto)
                    • 2000 - Contemplação Carinhosa da Angústia (antologia)
                    • 2001 - O Princípio da Incerteza: I – Jóia de Família (romance)
                    • 2002 - O Princípio da Incerteza: II – A Alma dos Ricos (romance)
                    • 2003 - O Princípio da Incerteza: III – Os Espaços em Branco (romance)
                    • 2004 - Antes de Degelo (romance)
                    • 2005 - Doidos e Amantes (romance)
                    • 2006 - A ronda da noite (romance)

                    Biografias
                    • 1979 - Santo António
                    • 1979 - A Vida e a Obra de Florbela Espanca (biobibliografia)
                    • 1979 - Florbela Espanca
                    • 1981 - Sebastião José
                    • 1982 - Longos Dias Têm Cem Anos – Presença de Vieira da Silva
                    • 1986 - Martha Telles: o Castelo Onde Irás e Não Voltarás (ensaio e biografia)

                    Teatro
                    • 1958 - Inseparável ou o Amigo por Testamento
                    • 1986 - A Bela Portuguesa
                    • 1992 - Estados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard
                    • 1996 - Party: Garden-Party dos Açores – Diálogos
                    • 1998 - Garret: O Eremita do Chiado

                    Crónicas, memórias, textos ensaísticos
                    • 1961 - Embaixada a Calígula (relato de viagem)
                    • 1979 - Conversações com Dimitri e Outras Fantasias (crónicas)
                    • 1980 - Arnaldo Gama – “Gente de Bem”
                    • 1981 - A Mãe de um Rio (texto e fotografia)
                    • 1981 - Dostoievski e a Peste Emocional
                    • 1981 - Camilo e as Circunstâncias
                    • 1982 - Antonio Cruz, o Pintor e a Cidade
                    • 1982 - D.Sebastião: o Pícaro e o Heroíco
                    • 1982 - O Artista e o Pensador como Minoria Social
                    • 1984 - ”Menina e Moça” e a Teoria do Inacabado
                    • 1986 - Apocalipse de Albrecht Dürer
                    • 1987 - Introdução à Leitura de “A Sibila”
                    • 1988 - Aforismos
                    • 1991 - Breviário do Brasil (diário de viagem)
                    • 1994 - Camilo: Génio e Figura
                    • 1995 - Um Outro Olhar sobre Portugal (relato de viagem), com fot. de Pierre Rossollin, e il. de Maluda
                    • 1996 - Alegria do Mundo I: escritos dos anos de 1965 a 1969
                    • 1997 - Douro (texto e fotografia), em colab. com Mónica Baldaque
                    • 1998 - Alegria do Mundo II: escritos dos anos de 1970 a 1974
                    • 1998 - Os Dezassete Brasões (texto e fotografia)
                    • 1999 - A Bela Adormecida
                    • 2000 - O Presépio: Escultura de Graça Costa Cabral (texto e fotografia), em colab. com Pedro Vaz
                    • 2001 - As Meninas (texto e pintura)
                    • 2002 - O Livro de Agustina (autobiografia)
                    • 2002 - Azul (divulgação), em colab. com Luísa Ferreira
                    • 2002 - As Estações da Vida (texto e fotografia), fot. Jorge Correia Santos
                    • 2004 - O Soldado Romano, com il. de Chico

                    Literatura infantil
                    • 1983 - A Memória do Giz, com il. de Teresa Dias Coelho
                    • 1987 - Contos Amarantinos, com il. de Manuela Bacelar
                    • 1987 - Dentes de Rato, com il. de Martim Lapa
                    • 1990 - Vento, Areia e Amoras Bravas, com il. de Mónica Baldaque
                    • 2007 - O Dourado, com il. de Helena Simas

                    Adaptações cinematográficas
                    • 1981 - Francisca, real. Manoel de Oliveira, romance Fanny Owen
                    • 1993 - Vale Abraão, real. Manoel de Oliveira, romance Vale Abraão
                    • 1995 - O Convento, real. Manoel de Oliveira, com Catherine Deneuve e John Malkovich, romance As Terras do Risco
                    • 1998 - Inquietude, real. Manoel de Oliveira, conto A Mãe de um Rio, Prémio Globo de Ouro (1999) para a melhor realização
                    • 2002 - O Princípio da Incerteza, real. Manoel de Oliveira, romance O Princípio da Incerteza
                    • 2005 - Espelho Mágico, real. Manoel de Oliveira, romance A Alma dos Ricos

                     

                    CITAÇÃO:

                    A Doutrina Perfeita

                    Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: «você, que é independente». Não sou assim; continuamente devo ceder a pequenas fórmulas sofisticadas que corrompem, que dão um sentido inverso à nossa orientação, que fazem com que a transparência do coração se turve. Continuamente a nossa insegurança, o egoísmo, o espírito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a espécie de circunstâncias que tomam o partido da vida como desfrute à sensação se sobrepõem à luz interior. Só a fé é independente. Só ela está para além do bem e do mal.

                    Estar para além do bem e do mal aplica-se a Cristo. «Perdoa ao teu inimigo, oferece a outra face» - disse Ele. Não é um conselho para humilhados, não é um preceito para mártires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religião de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experiência-limite, uma visão do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consciência foi saturada, para além do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo não o faz por contrariedade do seu instinto, por reparação dos seus pecados; mas porque não pode proceder de outra maneira.


                    A sua natureza simplificou-se; nada o pode abalar, porque ele desesperou para sempre da sua controvérsia e, possivelmente, da sua humanidade. A agonia do Homem é isto - a sua conversão à luz interior. Qualquer doutrina que professe a luta, seja doutrina social ou religiosa, impõe-se facilmente às massas, porque a luta bloqueia a evolução profunda do homem, a qual é motivo da sua angústia. Um sábio, grande figura bíblica, disse: «A causa do temor não é outra coisa senão a renúncia aos auxílios que procedem da reflexão». Ligados todos por uma igual cadeia de trevas, os homens julgam superar os factos por meio duma acção violenta. Dispersam os seus fantasmas prodigiosos durante algum tempo, mas logo são surpreendidos por inesperados terrores. A melhoria das suas condições de trabalho, o direito ao lazer e à cultura, a protecção à saúde e à velhice, tudo isso foi uma necessidade imposta pelos factos, mas só actua como lei se for manifestado pela reflexão. A doutrina perfeita nem ofende a multidão nem se arroja a seus pés. Não é feita de belas palavras nem dum folclore de atitudes. A natureza combate pelos justos. Essa natureza é a fé.


                    Agustina Bessa-Luís, in 'Contemplação Carinhosa da Angústia'

                    Mais informação em:

                    pt.wikipedia

                    mulheres.ps20

                    blogs.sapo

                    instituto camões