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sexta-feira, 20 de março de 2009

António Bracinha Vieira

 António Bracinha Vieira

António Bracinha Vieira nasceu em 1941 na cidade de Lisboa, onde estudou Medicina, vindo a especializar-se em Psiquiatria. Doutorou-se em 1980 e agregou-se em 1983 na Faculdade de Medicina de Lisboa, e aí regeu a cadeira de Psicopatologia. Desde 1970 interessou-se por Etologia, cujos princípios tentou aplicar às Ciências Humanas. Foi fundador da Sociedade Portuguesa de Etologia e seu primeiro presidente. Convidado pela UNL, começou a leccionar na FCSH em regime de colaboração e, a partir de 1990, como professor do quadro. Tem ensinado, na área disciplinar da antropologia, comportamento e evolução humana, investigando nestes domínios. É professor catedrático desde 1992. Rege cadeiras de antropologia biológica e participa no ensino pós-graduado. É membro integrado do CFCUL, faz parte das linhas de investigação de Filosofia das Ciências da Vida e Filosofia das Ciências Humanas e é colaborador do Projecto "A Imagem na Ciência e na Arte". (Curriculum Vitae - PDF).

Em paralelo com a actividade universitária trabalha em literatura onde assina com o nome de António Vieira.

Áreas de interesse:

  • Etologia

  • Antropologia biológica

  • Filosofia das Ciências Humanas

  • Filosofia da Medicina

    Principais Publicações:

    Obras Científicas

  • 1983 - Etologia e Ciências Humanas, Lisboa: IN/CM

  • 1995 - Ensaios sobre a Evolução do Homem e da Linguagem, Lisboa: Fim de Século

  • 2005 - Modelos Evolutivos e Ideologia: o caso Teilhard de Chardin, in Teilhard de Chardin. Evolução e Esperança. Antropologia e Filosofia  (Universidade Nova de Lisboa),  Dez., pp. 13-28

  • «Fausto e Prometeu» - Actas da Segunda Jornada Luso-Alemã, com o tema: Prometeu e Fausto em Goethe e Pessoa: Cartografias dialogantes.

  • 2008 - Diário de viagem pelo Brasil: ano de 1999 (fragmento), in Sigila, revista transdisciplinar luso-francesa, Nº 21, a aparecer em Maio / 08, Paris (Gris-France).

  • 2008 - Genes e ambiente: um modelo evolutivo da linguagem, in  Revista Portuguesa de Psiquiatria Infantil, Lisboa.

  • De l'homme-primate à l'homme-termite: essai sur l'affaiblissement du langage - Actas do colóquio Vivre en Europe: science, éthique, politique.

  • O 'lado de lá' em Maurice Blanchot, publicação nos textos de seminário Fora da Filosofia: da Fenomenologia à Desconstrução, Lisboa (Centro de Filosofia das Ciências).

    Obras de Ensaio e Ficção

    Antonio Vieira - Fim do Império

  • Discurso da Ruptura da Noite (1976)

  • A Fenomenologia da Criação Artística em Mário Botas (1983), Lisboa: IN/CM

  • Doutor Fausto (1991), Lisboa: IN/CM

  • Ensaio sobre o Termo da História (1994), Lisboa: Hiena Editores

  • Metamorfose e Jogo em Mário de Sá-Carneiro (1997), Lisboa: Etc

  • Tunturi (1998), Lisboa: Etc

  • Dissonâncias (1999),

  • O Regresso de Penélope (2000), Lisboa: Colibri

  • Improvisações sobre a ideia de Deus (2005), Lisboa: & etc.

  • Fim de Império, romance, Lisboa, 2008 (ASA), sob o nome de António Vieira

  • Obtido na:  Página de Bracinha Vieira

    Outros Links:

    quinta-feira, 19 de março de 2009

    António Botto

     António Botto

    António Botto

    Nome: António Tomás Botto

    Nascimento: 17-8-1897, Casal de Concavada, Abrantes

    Morte: 17-3-1959, Rio de Janeiro

    Poeta, ficcionista e autor dramático português nascido a 17 de Agosto de 1897, em Casal da Concavada (Abrantes), e falecido a 17 de Março de 1959, no Rio de Janeiro. Começou por ser empregado numa livraria de Lisboa e, depois de uma curta estadia em Angola, foi funcionário público, até, em 1942, ser expulso do cargo que ocupava e optar por um exílio voluntário no Brasil. O seu nome encontra-se associado ao modernismo português, tendo recebido de elementos do Orpheu palavras de encarecimento, nomeadamente de Fernando Pessoa - que traduziria para inglês as Canções - e Raul Leal, admiração que transitaria para o segundo modernismo em estudos de Régio e Casais Monteiro. Projectado como caso público, após a apreensão do segundo volume de Canções (1922), o confessionalismo amoroso dessas composições, colocado ao serviço de uma homossexualidade assumida, gerou uma acérrima polémica de teor essencialmente moral em torno da sua postura literária. Refundidas nas suas sucessivas edições, as Canções surpreendem pela conjugação de uma aparente espontaneidade, conseguida pela simplicidade de vocabulário e pela variação métrica, com a minúcia de análise emocional com que desfibra cada ínfimo ou repetido episódio da relação amorosa. A modernidade de António Botto reside precisamente na capacidade de, ao tratar um tema eminentemente subjectivo, como a confissão amorosa, intelectualizar esse caso íntimo, decompondo com ironia ou reflectido desalento as reacções do sujeito poético, a ponto de anular, pela lucidez com que se expõe, o sentimentalismo de que parte.

    Os seus livros de poesia posteriores - entre eles: Motivos de Beleza (1923), Curiosidades Estéticas (1924), Pequenas Esculturas (1925), Baionetas da Morte (1936), A Vida Que Te Dei (1938), Os Sonetos e O Livro do Povo (1944) - foram sendo acrescentados às várias edições das Canções .

    António Botto possui ainda uma faceta menos considerada como autor dramático, com melodramas de inspiração populista e naturalista, Flor do Mal, de 1923, António , editado em 1933, Alfama , publicado em 1935, e Nove de Abril , de 1938. É ainda autor de obras de literatura infantil, tendo redigido pequenas narrativas exemplares para crianças nas quais predominam a fantasia, um tom ingénuo e coloquial.

    In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-19].


    Obras

    Poesia
    • Trovas (1917)
    • Cantigas de Saudade (1918)
    • Cantares (1919)
    • Canções (várias edições, revistas e acrescentadas pelo autor, entre 1921 e 1932)
    • Canções do Sul
    • Motivos de Beleza (1923)
    • Curiosidades Estéticas (1924)
    • Pequenas Esculturas (1925)
    • Olimpíadas (1927)
    • Dandismo (1928)
    • Ciúme (1934)
    • Baionetas da Morte (1936)
    • A Vida Que te Dei (1938)
    • Sonetos (1938)
    • O Livro do Povo (1944)
    • Ódio e Amor (1947)
    • Fátima - Poema do Mundo (1955)
    • Ainda Não se Escreveu (1959)
    Ficção
    • António (1933)
    • Isto Sucedeu Assim (1940)
    • Os Contos de António Botto (1942) - literatura infantil
    • Ele Que Diga Se Eu Minto (1945)
    Teatro
    • Alfama (1933)

    Outros Links:

    POEMA

    " O mais importante na vida

    é ser-se criador - criar beleza"

    quarta-feira, 18 de março de 2009

    António Borges do Canto Moniz

     António Borges do Canto Moniz (Angra do Heroísmo, 27 de Fevereiro de 1846 —) foi escritor e professor régio de instrução primária, e inspector de l.ª classe do corpo da fiscalização de impostos nos Açores.

    Bibliografia

    • Ilha Graciosa, descrição histórica e topográfica, publicado em 1884;
    • Biografia de D. Catarina de Sena, abadessa do Convento de São Gonçalo de Angra do Heroísmo, publicado em 1874,
    • Produções em prosa e verso, artigos políticos, folhetins que foram publicados em diversos jornais do continente e Açores.

    Referências: Alfredo Luís Campos, Memória da Visita Régia à Ilha Terceira, Imprensa Municipal, Angra do Heroísmo, 1903.

    Obtido na: pt.wikipédia

    terça-feira, 17 de março de 2009

    António Barahona da Fonseca

     Antonio Barahona Fonseca

     

    Nome: António Manuel Baptista Barahona da Fonseca (ou Muhammad Abdur Rashid Barahona)

    Nascimento: 7-1-1939, Lisboa

    Escritor português, de nome completo António Manuel Baptista Barahona da Fonseca, nasceu a 7 de Janeiro de 1939, em Lisboa. Partindo da escrita surrealista - António Barahona da Fonseca integrou o grupo do Café Gelo, onde se reuniu a segunda geração surrealista -, passou pela poesia experimental, com a colaboração no primeiro e segundo cadernos de Poesia Experimental, para chegar a uma poesia impetuosa que, revelando uma forte componente mística e esotérica, acentuada após a sua conversão à religião islâmica, em 1975, levanta o véu às palavras, fala "em carne viva", assumindo a sua condição de "poeta agónico,/ leitor d' Unamuno e bebedor de Húmus,/ com laivos e lábios d'oriental do deserto,/ elegendo a decadência como um valor voltaico// e preocupado em redigir prefácios/ à dor guardada num vazio informe" (cf. Manhã do Meu Inverno (Exorcismos e Prefácios), s/l, 1996). Após se ter convertido ao islamismo adoptou o nome Muhammad Abdur Rashid Barahona, com que passou a assinar alguns dos seus trabalhos. Também usou o nome Pastor Lócio em algumas das suas éclogas. Entre as suas obras encontram-se Insónias e Estátuas (1961), Poemas e Pedras (1962), Capelas Imperfeitas (1965), Eunice (1970), Aos Pés do Mestre (1974 e 1975), Poema Único (1977), Viajante Oxalá (1986) e Guerra Santa no Islame (1994).

    In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-16].

    Obras publicadas

    Poesia
    • 1961 - Insónias e Estátuas
    • 1962 - Poemas e Pedras
    • 1965 - Capelas Imperfeitas
    • 1968 - Impressões Digitais
    • 1978 - Amor Único
    • 1980 - Pátria Minha
    • 1983 - Sujata
    • 1984 - Livros da Índia
    • 1992 - Um Livro Aberto Diante do Espelho
    • 1996 - Manhã do Meu Inverno
    • 2000 - Rosas Brancas e Vermelhas
    • 2001 - A Corça Matinal

    Ensaio
    • 1990 - Os Dois Sóis da Meia-noite
    • 2001 - O Grande Lume

     

    Poema

    "Meu amor minha caneta de tinta permanente
    minha alga no fundo do poema
    aqui estou debruado num sonho
    onde as palavras são de chocolate ...”


    [ in Impressões Digitais]

    segunda-feira, 16 de março de 2009

    António Avelar de Pinho

     Antonio Avelar de Pinho

    António Avelar de Pinho nasceu no Entrocamento em 27 de Maio de 1947.

    Foi membro fundador de grupos como Filarmónica Fraude (1967) e Banda do Casaco (1973).

    Em 1977 escreve e co-produz o disco do programa "Fungagá da Bicharada".

    Em 1980 entrou para o Departamento Nacional de Artistas e Reportório da Valentim de Carvalho, onde, conjuntamente com Nuno Rodrigues, escreveu canções para nomes como Lara Li, Gabriela Schaaf, Concha ou os próprios Banda do Casaco.

    Trabalhou com nomes como Rui Veloso ou as Doce. Ele é também um dos autores da personagem Avô Cantigas.

    Com Pedro de Freitas Branco foi o autor da série juvenil "Os Super4 com mais de 19 livros publicados, os mais recentes, a partir de 2005, tem sido escritos apenas por Pinho.

    No Festival RTP da Canção de 2006 foi o autor da letra de "Bem Mais Além”, a canção com música de José Marinho e que foi interpretada pelos MariaFolia.

    Particpa na promoção, conjuntamente com Nuno Rodrigues, do álbum "Hoje Há Conquilhas" da Banda do Casaco.

    Em 2007 regressou ao Festival RTP da Canção com os TribUrbana, o seu projecto mais recente

    Obtido na pt.wikipédia

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    domingo, 15 de março de 2009

    António Assis Esperança

     António Assis Esperança

    António Assis Esperança (Faro, 1892 - Lisboa, 1975), foi um escritor e jornalista português.

    Trabalhou para as publicações Seara Nova, O Diabo e Vértice e dirigiu o jornal de crítica teatral A Crítica.
    Foi membro do Pen Club e um fundadores da Sociedade Contemporânea de Autores, pertencendo à primeira direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores (ambas encerradas pelo
    Estado Novo).
    Algumas obras suas estão traduzidas em romeno.

    Obras

    • Vertigem (1919)
    • Viver (1921)
    • O Dilúvio (Prémio da Associação de Profissionais da Imprensa 1932)
    • Gente de Bem
    • Servidão
    • Trinta Dinheiros
    • Pão Incerto
    • Fronteiras (1972)
    • Náufragos (teatro)
    • Noite de Natal (teatro)

    Fonte

    Marreiros, Glória Maria. Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX (2ª ed. 2001). Edições Colibri, Lisboa, 2000.

    Obtido na Wikipédia

     

    UM HOMEM

    “PARA o atravessarmos, acendemos archotes de urze ressequida, porque tudo aqui é simples e primitivo. Iniciamos a marcha Como penduradas na abóbada, ou cabeleira verde das pedras, os fetos e avencas das humidades sombrias; aqui e além a cair :em gotas, pingue-que-pingue, como se toda aquela terra fosse espremida por mãos crispadas, as paredes ressumam água. Faço a primeira centena de passos, e o ponto luminoso, que é a outra entrada do túnel, permanece minúscula, marcando a grande distância a percorrer.

    O círculo vermelho do clarão do archote mal chega para nos indicar por onde corre a levada. Guardo silencio porque tudo me é conhecido Surge - o primeiro percalço.

    A meio caminho, extingue-se a -luz que nos guiava. O vento, que assobia neste corredor abobadado, fizera que a chama depressa consumisse a urze seca.

    O caminho torna-se doloroso, inquietante. Gracejamos uns com os outros, mas a escuridão é completa e separa-nos. Nós e o negrume da noite daquelas paragens; nós e a sensação de que vai abrir-se um abismo a nossos pés, pronto a tragar-nos. A terra encharcada que pisamos torna-se lama fétida; a imaginação põe ali répteis de cabeçorras disformes, repugnantes; as arestas das pedras que tocamos são escamas de monstros; tacteando o murozito da levada, arrepios friorentos percorrem-nos o corpo, como se os nossos dedos tocassem em cadáveres. Apetece-nos gritar, e imediatamente receamos a nossa própria voz; tentamos gracejar, e as palavras soam entarameladas, fúnebres.

    Como farol em noite de trevas, a nossa esperança é o orifício branco do fundo do túnel. Apressamos, o mais que podemos, os passos, mas ele nega-se a abrir-se mais, como em caminhada sem fim. Um minuto que passa é ali enternidades.

    É então que se apossa de nós o desejo de correr, de fugir, e para bem longe daquele pesadelo. Mas como nos sonhos de quando ansiamos voar e nos sentimos presos, a corrida é impossível naquele terreno escorregadiço, de molhado. As primeiras passadas perco o equilíbrio. É o desconhecido. Apaga-se a sensação de que atravesso um túnel, para me possuir a certeza de habitar um mundo diametralmente oposto àquele em que vivera. A meu lado, tanto podem viver monstros, ou espíritos enfeitiçados, como haver tesouros escondidos.

    É depois, quando estamos a poucos metros do fim do túnel, que começamos a encontrar o sabor inédito daquela travessia sem perigos, só a imaginação a torná-la arriscada. A luz, que vem chegando até nós, é júbilo de alma; apetece sorrir e cantar. Desembocamos num terreiro aberto na falda dum monte acima das nuvens, tão próximo do céu !

    Píncaros altíssimos. E, como toalha muito alva de altar, o nevoeiro espesso, que ficara todo a meia-encosta, é o chão macio em que, na infância, sonhámos brincar. Mansão de fadas ou residência favorita de sereias, certamente às primeiras horas da manhã as veremos, ali, cabriolando e rindo, para depois se precipitarem no retalho de oceano que muito lá ao fundo, se divisa. Com aquele tapete de arminho a cobrir fundos de abismos, a paisagem é esplendorosamente bela. Sobre terras feitas com a luz branca do luar, construíram-se castelos de rochas que o oceano embala com a canção das suas ondas.

    A vereda que seguimos agora é tão estreita que não consente duas pessoas a par. A terra foi, aqui e além, soerguida por mãos dum gigante enlouquecido. São vales profundíssimos, cortados a pique. As próprias cabras da montanha, assustadas à nossa passagem, escolhem os carreiros por onde descer. Há encostas escalvadas, negras, e outras atapetadas com o verde das urzes centenárias. Inquiro do contraste. Meia dúzia de anos antes, os pastores da serra lançaram fogo às matas, e o fogo lavrara por todo o interior da ilha.

    (…)

    -O incêndio . . .; o incêndio . . .

    Esboça gestos, como aterrorizado, e tão infantis como infantis, entarameladas são as suas palavras. Ergue, um pouco, o braço, a mão esboça uma curva leve, e é sempre assim. Significa terror, como depois esse mesmo aceno lhe servirá para significar alegria .

    -Foi em 19l09, e eu estava só. Vi o homem e depois o fogo, que saltava de árvore em árvore que nem gato bravo. Três dias durou: três dias. Eu preparei tudo ! preparei tudo. Eu só ! Havia água, e foi só encher os baldes; |

    Um risinho seco, sarcástico, contra o fogo, como a castigar-lhe o omnipotencia, e os mesmos gestos: um erguer do braço, e a mão ossuda, enorme, a esboçar uma curva leve. ..

    -O fogo vinha daqui, e eu va de lhe deitar água; vinha dalém, e já eu lá estava de plantão. Nunca me apanhou de mãos a abanar. Olhe, meu senhor, que tudo isto eram chamas à roda, e eu vá de deitar-lhes água para cima. Que eu cá, sou rijo !

    A voz tem sempre o mesmo tom plangente. Recordação única, por espectáculo único, sorri. Bebe para molhar os lábios.

    -Que eu salvei isto. Eu só ! Ao segundo dia, já dum lado estava tudo apagado, veio cá cima um cunhado meu para me dizer que a minha irmã morria com chorar. E queria - levar-me de gancho ! queria que eu abalasse pela levada fora e abandonasse esta casa!

    -E foi?

    --Qual?! Eu queria lá saber da minha irmã ! Quando isto... quando «a tasca» ardesse, ficava menos um homem no mundo, foi o que respondi ao meu cunhado. E cá fiquei ! eu só! Eu a brincar com o fogo, e o fogo a ralhar comigo. Mas venci eu ! Que eu cá sou rijo. Eu podia lá abalar ! E então isto ? Se eu abalasse, ardia tudo ! Não queriam mais nada, não ?

    Fito-o. A narração engrandece-o. Ganhou maior estatura; o dever emprestou-lhe ao rosto um luaceiro de heroicidade. Desaparecem o falar e a timidez dos gestos. Ante mim, está um Homem, e sem desmerecer daqueles que acreditam haver, para eles, uma missão na terra, e não vacilam em sacrifícios, antes os procuram, conscientes, em proceder por forma diferente das maiorias.”

    [António Assis Esperança, "Um Homem", in Ilustração, Lisboa 1929, in Cabral do Nascimento, Lugares Selectos de autores portugueses que escreveram sobre o arquipélago da Madeira, Funchal, 1959, pp. 177-180, 184-186]

    sábado, 14 de março de 2009

    António Aragão

     António Aragão

    António Manuel de Sousa Aragão Mendes Correia nasceu a 22 de Setembro de 1921 em São Vicente.

    Filho de Henrique Agostinho Aragão Mendes Correia e de Maria José de Sousa.

    Frequentou o Liceu Jaime Moniz, a Escola Superior de Belas Artes e licenciou-se em Ciências Históricas-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

    Através da sua escrita, participou em concursos nacionais e regionais. Em 1946 ganhou o 2º prémio dos Jogos Florais da Madeira com o poema: “Presentemente”.

    Na pintura realizou, no continente e na região, algumas exposições. 

    Desde 1972 até à década de 80 foi director do Arquivo Regional da Madeira, anteriormente designado Arquivo Distrital do Funchal. Fez parte da comissão directiva da Quinta das Cruzes, foi também professor da cadeira de História da Arte na Academia de Música e Belas-artes da Madeira

    Casou com Estela Teixeira da Fonte.

    Fez a ilustração da obra Canhenhos da Ilha, da autoria de Horácio Bento Gouveia.

    Faleceu no dia 11 de Agosto de 2008.

    Bibliografia

    Poesia
    • 1962 - Poema Primeiro
    • 1966-67 - Folhemas 1, 2, 3 e 4
    • 1968 - Mais ExactaMente P(r)o(bl)emas
    • 1975 - Os Bancos
    • 1981 - Metanemas

    Ficção
    • 1971 - Um Buraco na Boca

    Teatro
    • 1980 - Desastre Nu

    Fonte: Blog da Biblioteca Municipal do Funchal e pt.wikipédia

    Outras Ligações:

    sexta-feira, 13 de março de 2009

    António Rolo

     

    António Rolo BIOGRAFIA


    JORNALISTA

    ANTÓNIO JOSÉ ROLO DOS SANTOS COSTA nasceu em Lisboa no dia 23 de Março de 1953. Sempre dedicado às Artes, particularmente Letras e Pintura, SANTOS COSTA iniciou a sua actividade como Jornalista no “Record” em 27 de Fevereiro de 1977, como colaborador, ascendendo ao cargo de Chefe-de-Redacção em 1980, mantendo-se nessas funções até finais de 1990. Mais tarde, entre 1993 e 1999, foi redactor-paginador, redactor-principal, Chefe-adjunto, Editor de Publicações, Editor de Dossiers, Reportagens e Entrevistas e também Colunista. Em 25 anos de actividade jornalística sempre ao serviço do “Record”, SANTOS COSTA acompanhou, no estrangeiro, equipas portuguesas em alguns grandes eventos internacionais, como as finais da Taça dos Campeões Europeus, em 1988 e 1990, em Estugarda e Viena, respectivamente (Benfica-PSV e Benfica-Milan), a final da Supertaça europeia, em 1987, em Amesterdão (Ajax-FC Porto), a final da Taça UEFA, em 1983, em Bruxelas (Benfica-Anderlecht), as finais da Taça das Taças, em 1987, em Atenas (Ajax-Dinamo de Dresden) e 1991, em Roterdão (Manchester United-Barcelona), além de cobrir os dois Mundiais de Sub-20 em que a Selecção Nacional se sagrou campeã mundial, na Arábia Saudita, em 1989, e em Portugal, em 1991. Santos Costa cessou a sua colaboração com o Jornal "Record" no final de Dezembro de 2002


    LITERATURA


    Na Literatura, SANTOS COSTA utilizou um outro seu nome, ANTÓNIO ROLO, uma opção para não ser conotado com o veterano jornalista há mais de duas décadas ligado ao Desporto. No início do ano de 2002, a EDITORIAL ESCRITOR publicou o seu romance “SOMBRAS DE NINGUÉM”, uma obra baseada em factos verídicos ocorridos entre 1974 e 1975 na efervescente sociedade civil portuguesa pós 25 de Abril e a dureza de uma unidade de elite do Exército, o CENTRO DE INSTRUÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS, os célebres RANGERS sediados em LAMEGO, unidade mítica que conheceu profundamente por ali ter passado para efectuar um curso da Especialidade, e “AMANTES DA LUA NEGRA”.

    PINTURA


    ANTÓNIO SANTOS COSTA começou a expressar emoções na Pintura em 1999. Autodidacta, tinge a óleo ou acrílico sentimentos e pensamentos, sem linha definida ou rumo preestabelecido. Admirador confesso de Kandinsky, manifesta estados de espírito com a cor. Ou negros e cinzentos de pouco contraste ou cores básicas, violentas numa vizinhança que quase provoca a agressão visual. Com cinquenta obras feitas e exposições efectuadas no INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS (2002) e GALERIA PORCA PRETA (Monchique) tem permanentemente alguns dos seus trabalhos expostos no CAFÉ BEIRA CHAVES (Queluz – Monte Abraão) e em diversas galerias on-line.

    Fonte: ANTÓNIO SANTOS COSTA NO SAPO.PT

    OUTRAS LIGAÇÕES:

    quinta-feira, 12 de março de 2009

    António Pinheiro

     

    António José Pinheiro (Tavira, 1867 - Lisboa, 1943), foi um actor, realizador, argumentista, escritor e professor de Arte de Representar português.

    Estudou teatro no Conservatório Nacional, onde mais tarde viria a ser professor. Fundou a Associação de Actores Dramáticos e publicou diversas obras.

    A sua última representação num palco foi a de Cardeal D. Henrique na peça D. Sebastião, em 1933, no D. Maria II.

    No cinema estreou-se, em 1910, como actor no filme brasileiro Os Milagres de Nossa Senhora da Penha. Em Portugal integrou o elenco de Os Fidalgos da Casa Mourisca e Amor de Perdição, ambos de Georges Pallu.

    Como realizador, estreou-se com o filme mudo Tinoco em Bolandas (com a actriz Maria Clementina Sá), tendo também realizado e interpretado Tragédia de Amor, ambos em 1924.

    Tavira, a sua terra natal, homenageou-o atribuindo o seu nome ao Cine-Teatro local.

    • Obras publicadas
      • Teatro Português, 1901
      • Opereta Portuguesa, 1912
      • Ossos do Ofício, 1912
      • Coisas da Vida (memórias), 1923
      • Estética e Plástica Teatral, 1925
      • Contos Largos, 1929

    Fonte: Marreiros, Glória Maria. Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX (2ª ed. 2001). Edições Colibri, Lisboa, 2000.

    Obtido na: Wikipédia

    quarta-feira, 11 de março de 2009

    António Lobo Antunes

     António Lobo Antunes

    Biografia

    Romancista. Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se  desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances.

    Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado “ciclo de Benfica” -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). Lugares nunca pacíficos, marcados pela perda e morte dos mitos e afectos do passado e pelos desencontros, incompatibilidades e divórcios nas relações do presente, numa espécie de deserto cercado de gente que se estende à volta das personagens.

    António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra colonial e o regresso dos colonizadores à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter um reconhecimento junto dos leitores, que, no entanto, não foi suficientemente acompanhado pelo lado da crítica. As desconfianças em relação a um estranho que se intrometia no meio literário, a pouca adesão a um estilo excessivo que rapidamente foi classificado de "gongórico" e o próprio sucesso de público, contribuíram para alguns desentendimentos persistentes que se começaram a desvanecer com a repercussão internacional (em particular em França) que a obra de António Lobo Antunes obteve.

    Ultrapassado este jogo de equívocos, António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se, adensou-se, ganhou espessura e eficácia narrativa. De um modo impiedoso e obstinado, esta obra traça um dos quadros mais exaustivos e sociologicamente pertinentes do Portugal do século XX.

    A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura,  Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.

    Títulos

    Fonte:  Portal da Literatura

    NOTA:

    António Lobo Antunes, que está próximo de comemorar 30 anos de vida literária, anunciou que não vai escrever mais livros, para além deste último.Em entrevista ao Diário de Noticias, o escritor explicou que não vai escrever mais nenhum livro, pelo menos, para ser publicado, frisando que «acabam os romances, as crónicas, a minha voz não se ouvirá mais».

    O escritor referiu ainda que só vai publicar mais um, que acabou de escrever, intitulado «Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar», para deixar a sua «obra redonda».

    No que se refere ao novo livro, o escritor frisou que é uma obra que vem «dar um trabalhão à critica».

    Outros Links:

    Citação


    «(...) Este mês deram-me um prémio literário. (...) e sem que eles sonhassem (sonhava eu) o cancro ratando, ratando, injusto, teimoso, cego.»


    António Lobo Antunes in Revista Visão de 12 de Abril de 2007

     

    Prémios literários

    • Prémio Franco-Português, 1987 ("Cus de Judas")
    • Prémio instituído pela embaixada de França em Lisboa, no valor de duzentos mil escudos e atribuído a obras traduzidas para a língua francesa nos últimos cinco anos.
    • Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 1985 ("Auto dos Danados")
    • Prémio Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, 1997 ("Manual dos Inquisidores ")
    • Prémio Tradução Portugal/Frankfurt, 1997 ("Manual dos Inquisidores")
    • France-Culture ("A Morte de Carlos Gardel")
    • Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco, 2000
    • Prémio União Latina , 2003
    • Prémio Ovídio da União dos Escritores Romenos, 2003
    • Prémio Fernando Namora, 2004
    • Prémio Jerusalém, 2005
    • Prémio Camões, 2007
    • Prémio José Donoso, 2008, atribuído pela Universidade de Talca, Chile

    terça-feira, 10 de março de 2009

    António José da Silva Pinto

     

    António José da Silva Pinto, (Lisboa, 14 de abril de 1848- Lisboa, 4 de Novembro de 1911), foi um escritor português, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista de estética naturalista. Foi amigo de Cesário Verde.

    Obras

    • O Padre Maldito, romance subintitulado "Memórias do Cura", 1873
    • Terceiro Livro de Combates e Críticas, artigos da imprensa (1874-1886)
    • Os homens de Roma, Drama em quatro atos, 1875
    • Combates e críticas, Coletânea de artigos da imprensa, (1875-1881)
    • Novos Combates e Críticas, Nova coletânea de artigos (1875-1884)
    • O Padre Gabriel, Drama original em três actos, dedicado a Cesário Verde, 1878
    • Do Realismo na Arte, 3.ª ed., in Controvérsias e Estudos Literários, 1878
    • Realismos, 1880
    • Saldos, Volume subintitulado Crítica social e histórica, 1912

    Fonte: pt.wikipédia

    segunda-feira, 9 de março de 2009

    António Guedes de Amorim

     António Guedes de Amorim

    António Guedes de Amorim nasceu no dia 26 de Outubro de 1901, no lugar de Sá, em Sedielos, concelho do Peso da Régua. Foi o primeiro filho do casal de Miguel Guedes de Amorim e mulher Maria Rosa, tendo falecido em 1979.

    Foi um bom exemplo de escritor que se fez a si mesmo, contando apenas com o seu talento e persistência, pois as condições económicas da família não lhe permitiram levar a escolaridade além do ensino primário, que concluiu na Régua. Aos oito anos, ainda na escola, manifestou-se a sua vocação para a escrita, já que foi nessa altura responsável pelo pequeno jornal de parede da escola. Já então, nesse jornal de parede, defendia os pobres trabalhadores rurais do Douro.

    Como jornalista consagrou-se no Porto aos 18 anos, colaborando assiduamente em diversos jornais do Porto (entre eles, A Tribuna e o Jornal de Notícias) e em 1935 em Lisboa, foi redactor do Século e do Século Ilustrado.

    Publicou vários contos, novelas, biografias e romances, sendo os de mais destaque:

    • Jesus Passou por Aqui (1963 - vencedor do prémio Cervantes)
    • Francisco de Assis, Renovador da Humanidade (1960).

    Outras Obras:

    Contos:

    • Os barcos descem o rio (1945)
    • A máscara e o destino (1951)
    • Caminhos fechados (1952)

    Romances:

    • Aldeia das Águias (1939)
    • Casa de Judas (1953)

    Citação de Guedes de Amorim:

    «Sou filho e neto de cavadores e tenho séculos de enxadas atrás de mim… Como brasão, honra-me e chega.»

    domingo, 8 de março de 2009

    António Fogaça

     

    António Fogaça

    Nome: António Maria Gomes Machado Fogaça
    Nascimento: 11-5-1863, Barcelos
    Morte: 27-11-1888, Coimbra

    Vida

    Nascido em Barcelos, Portugal, em 1886 ingressou na Faculdade de Coimbra, afim de cursar direito. Morreu jovem, enquanto ainda cursava o terceiro ano da faculdade.

    Obra

    Em vida, apenas viu publicado o seu livro Versos da Mocidade (1887), onde mostra influências do Parnasianismo e do Simbolismo, no que respeita à originalidade metafórica e à sensibilidade plástica.

    sábado, 7 de março de 2009

    Antero de Quental - Infopédia

     Antero de Quental

    Antero de Quental

    Nome: Antero Tarquínio de Quental
    Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
    Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada


    Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com os novos autores e correntes europeias - o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo - e, segundo confessará mais tarde, perde a fé. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero, obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux. Em 1865, publica as Odes Modernas, poesias de romantismo social, acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Em resposta à reacção crítica de Castilho na carta-posfácio ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, publica os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, que desencadearam a Questão Coimbrã. Ainda no contexto da Questão Coimbrã, bate-se em duelo com Ramalho Ortigão, de quem viria a tornar-se amigo. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris, onde conhece Michelet e lhe oferece um exemplar das Odes Modernas. Regressado a Lisboa em 1868, e depois de uma curta viagem à América do Norte, reúne-se com os seus antigos condiscípulos de Coimbra no "Cenáculo", grupo onde se discutem as doutrinas recentes e se descobrem os novos poetas (Baudelaire, Gautier, Nerval, Leconte de Lisle e o redescoberto Heine); fruto destes encontros, criação colectiva da Geração de 70, nasce o poeta satânico e dândi Carlos Fradique Mendes. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. No rescaldo da interrupção e da proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero vive a sua fase política mais intensa, fundando, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social. Por esta altura, publica as Primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa. A partir de 1873, manifestam-se-lhe os primeiros sintomas de uma grave doença nervosa, que as mortes próximas da mãe e do pai acentuam, que o leva a consultar em Paris o famoso neurologista Charcot e a submeter-se, entre 1877 e 1878, a tratamentos de hidroterapia. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas, atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1880, adopta duas órfãs, filhas do amigo e antigo colega de Coimbra Germano Meireles. Nessa altura, devido à doença, isola-se em Vila do Conde, continuando a escrever sonetos e ensaios filosóficos. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas. Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX. No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa temporariamente à actividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte". Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.

    Bibliografia: Da imensa bibliografia de Antero de Quental salientam-se Sonetos de Antero, 1861 (poesias); Beatrice, 1863 (poema); Fiat Lux, 1863 (poema); Odes Modernas, 1865 (poesias); Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculo); A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (opúsculo); Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1871 (ensaio); Primaveras Românticas, 1872 (poesias); Odes Modernas, 2.ª edição, 1875 (poesias); Tesouro Poético da Infância, 1883 (colectânea de poesias); A Filosofia da Natureza dos Naturalistas, 1886 (ensaio); Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890 (ensaio); Raios de Extinta Luz, 1892 (poesias, edição póstuma).

    Fonte:  In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-06].

     

    Outras Ligações:

  • Geração de 70
  • Biografia em arqnet.pt
  • Biografia em "Vidas Lusófonas"
  • Obras de Antero de Quental na Biblioteca Nacional Digital
  • Obras de Antero de Quental no projeto Gutenberg
  • Biografia no wiki da República e laicidade - Associação Cívica
  • Biografia no site da República e laicidade - Associação Cívica
  • Instituto Camões (biografia)
  • Antero de Quental (pt.wikipedia)
  •  

    Poema:

    IV

    Nós somos loucos, não somos? 
    Desta louca poesia,
    Desta riqueza dos pobres
    Que se chama fantasia!

    Ergamos pois nossa tenda
    E nosso lar de pobreza
    No mais ermo desses montes,
    No fundo da natureza.

    Se o frio apertar connosco,
    Pois não temos mais calores,
    Aqueceremos os membros
    Na fogueira dos amores!

    Se for grande a nossa sede,
    Tão longe da fonte fria,
    Contentar-nos-emos, filha,
    Com as águas da poesia!

    Assim à nossa pobreza
    Daremos a Imensidade...
    Que com isto se contente
    Nossa pouca seriedade.

    E, pois somos loucos, vamos
    Atrás dos loucos mistérios...
    Deixemos ricas cidades
    Ao sério dos homens sérios!

    sexta-feira, 6 de março de 2009

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos

     Teixeira de Vasconcelos

    António Augusto Teixeira de Vasconcelos (Porto, 1 de Novembro de 1816Paris, 29 de Junho de 1878) foi um escritor e jornalista português, autor de vários romances, um dos quais, «O Prato de Arroz Doce», cuja acção se desenvolve durante a Patuleia, foi reeditado em 1983, com introdução de Manuel Abranches de Soveral.

    A par da carreira literária, Teixeira de Vasconcelos foi par do Reino, fidalgo do Conselho, jornalista, advogado, deputado (1865-78), governador de Vila Real, embaixador nos Estados Unidos, vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa etc.

    Sobre ele disse Camilo Castelo Branco que foi «o mais rijo pulso de atleta que teve a arena dos gladiadores políticos em Portugal».

    Obtido em: pt.wikipédia

    Outras Ligações: SOVERAL, Manuel Abranches de - «Teixeira de Vasconcellos (1816-78) - O homem, o jornalista e o escritor»

     

    Algumas Obras:

    Fundação da Monarquia

    Oração Funebre

    quinta-feira, 5 de março de 2009

    Antero de Figueiredo

     Antero de Figueiredo

    Antero de Figueiredo

    Escritor português nascido a 28 de Novembro de 1866, em Coimbra, e falecido a 10 de Abril de 1953, na Foz do Douro. Iniciou os seus estudos universitários em Coimbra, no curso de Medicina, mas acabou por se formar em Letras na Universidade de Lisboa em 1895. Entretanto viajou por vários países, sobre os quais fez relatos que são autênticos testemunhos da época, e escreveu a sua primeira obra, intitulada Tristia (1893). Escritor da geração do decadentismo-simbolismo, conheceu grandes nomes da literatura como António Nobre. Escreveu, entre outras, as seguintes obras: Recordações e Viagens (1905), Doida de Amor (1910), D. Pedro e D. Inês (1913), Fátima (1936), Traição à Arte (1952).

    In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-03-05].

    Obras

    • Tristia, (1893)
    • Recordações e Viagens, (1905)
    • Doida de Amor, (1910),
    • D. Pedro e D. Inês, (1913)
    • Leonor Teles, (1916)
    • Jornadas em Portugal, (1918)
    • D. Sebastião : rei de Portugal : 1554-1578, (1925)
    • O Último Olhar de Jesus, (1928)
    • Toledo : impressões e evocações, (1932)
    • Miradouro, (1934). Recebeu o Prémio Ricardo Malheiros.
    • Fátima, (1936)
    • Pessoas de Bem, (1943)
    • Traição à Arte, (1952)

    Fonte: pt.wiipedia

    FRASES

    Jesus também é beleza. A beleza cultiva-se como emoção. E como toda a beleza sofre em cada alma sua interpretação estética, Jesus recebe em cada consciência sua interpretação de bela

    Embora haja espíritos lindos em corpos feios, jamais há fealdade de expressão em almas belas

    O homem divino deve alimentar-se com o divino: a verdade, a Justiça, o Amor e a Beleza

    Quem não sofre, não vive, quem não vive, morre na vida e morre na morte

    Fonte: Ditados.com

    quarta-feira, 4 de março de 2009

    Antero Monteiro

     Antero Monteiro

    Antero Monteiro nasceu na actual vila de S. Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, no dia 4 de Abril de 1946. Estudou na Congregação do Espírito Santo, em Viana do Castelo e em Braga, e licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professor na Escola E. B. 2/3 Sá Couto, em Espinho, e formador de professores na área de Didácticas Específicas de Língua Portuguesa. Participou em várias experiências pedagógicas e foi orientador-delegado de estágio no Gabinete de Português da Direcção-Geral do Ensino Básico, no Porto. Publicou vários manuais de Língua Portuguesa no nosso País e em Cabo Verde e artigos pedagógico-didácticos em várias revistas da especialidade. É fundador e director de um jornal regional e de uma biblioteca pública. Colaborou em vários periódicos regionais.

    Obras

    Poesias

    • Canto de Encantos e Desencantos (ed. de Autor, 1997; Corpos Editora, 2.ª Edição, 2004),
    • O Remédio é Naufragar (Elefante Editores, 1998,
    • Com Tremura e Desamor - Tubos de Ensaio sobre a Decadência (Corpos Editora, 2001),
    • Cenas Obscenas- Cigarrilhas Poéticas (Corpos Editora, 2001),
    • Esta Outra Loucura (Corpos Editora, 2002),
    • Desesperânsia (Corpos Editora, 2003).

    Infanto-juvenil

    • A Lia Que Lia Lia (Elefante Editores, 1999)
    • A Sara Sardapintada (Corpos Editora, 2004)

    Fonte: Projecto Vercial e pt.wikipedia

    terça-feira, 3 de março de 2009

    André de Barros

    André de Barros nasceu em 1675 e faleceu em 1754, foi escritor e orador, padre da Companhia de Jesus é um dos primeiros académicos da Academia Real da História Portuguesa no Palácio dos duques de Bragança.

    Obra do Padre André de Barros

    Obra: - Vida do apostólico padre António Vieira da Companhia de Jesus de 1746.